Buscador de personas Reino Unido

Ahora, si alguien te pregunta cómo se llaman los habitantes de Reino Unido, tu respuesta debería ser: Las personas que viven ahí tienen la nacionalidad de británico.En muchos casos, este mismo nombre (británico) es el que recibe el idioma del lugar en cuestión, así que has aprendido 2 cosas de golpe ;). Ahora ya conoces un nuevo gentilicio! Buscador de contenidos ... y de que puedan reunirse familias de dos hogares. El Reino Unido registró ayer 3497 nuevos contagios de coronavirus, la primera vez desde mayo que superó los 3.000 en ... Reino Unido ya acordó comprar 60 millones de dosis de la vacuna de Novavax para garantizar que pueda distribuirse lo más rápido posible si es aprobada por los reguladores. Varias otras grandes empresas farmacéuticas, incluidas AstraZeneca, Moderna y Pfizer, ya han publicado los protocolos para sus ensayos. Buscador Ask (aka 'Ask Jeeves') en las preguntas siempre tienen respuesta www.ask.com Ask.com, o Ask Jeeves, es un buscador de... Buscadores de internet De los buscadores procede el 80% del tráfico a cualquier web. La retirada del Reino Unido de la Unión Europea (UE), tras 47 años de pertenencia, abre una nueva era en el club comunitario.El referéndum celebrado en mayo de 2016 —prometido por el ... Internacional Reino Unido registra su peor cifra de contagios desde el inicio de la pandemia: 6.600 casos Las 40 muertes adicionales contabilizado sitúan el balance de víctimas en 41.902 desde ... Telefonos en Reino Unido +44 / GB / GBR / UK - United Kingdom - Buscar Telefonos, Nombre y Apellidos. Directorio de paginas amarillas y blancas con números telefónicos y direcciones de personas y empresas. Dónde buscar números de telefonos? Código Internacional y Lista de los prefijos por ciudad. El Reino Unido planea realizar las primeras pruebas de vacunas contra el coronavirus en el mundo, en cuyo marco unos voluntarios serán deliberadamente infectados con el virus. 'Estamos trabajando con socios para entender cómo podemos colaborar en el desarrollo potencial de una vacuna contra el Covid-19 a través de estudios de desafío en humanos', afirmó una portavoz del Gobierno ... Unas 5.000 personas llegaron de esta manera a la costa inglesa entre enero y agosto, frente a 1.890 en todo 2019, de un total de 34.000 inmigrantes que han pedido asilo en el Reino Unido en la ... Sabadell, que acordó la compra del banco británico TSB en 2015 en una operación valorada en 2.350 millones de euros, emplea en Reino Unido a 6.677 personas (15.949 en España) y en 2019 generó ...

Já houve casos em que sites novos, mesmo que por sorte, ranquearam em poucos dias em primeiro lugar no buscador do Google?

2019.12.09 21:47 ebookrevenda Já houve casos em que sites novos, mesmo que por sorte, ranquearam em poucos dias em primeiro lugar no buscador do Google?

Já houve casos em que sites novos, mesmo que por sorte, ranquearam em poucos dias em primeiro lugar no buscador do Google?

https://preview.redd.it/k3fsgnzw6o341.png?width=820&format=png&auto=webp&s=2c97dc5ee699b24eab7a397ab3d9939c7aa2bad5
Sim com Total certeza, um bom ranqueamento no Google não depende apenas de tempo, depende principalmente das palavras chaves usadas por seu site, título da página, descrição, etc… E como você já deve ter visto em outras respostas quanto mais específica sua palavra-chave mais facilmente você vai rankear nas primeiras posições de busca, não somente do Google mas também de outros buscadores como Yahoo, Bing, entre outros.
Atual uma técnica que me ajuda muito com isso, Por exemplo, ao divulgar os meus trabalhos na internet me foco muito em um título que seja bem atrativo e menos concorrido Assim fica mais fácil de hackear nas buscas, e por menos concorrente que seja o título Com certeza você vai conseguir talvez até mais visitas do que usando um título mais concorrido.
Para fazer as divulgações utilizando um software chamado PCG programa classificados grátis O qual até hoje só tenho ouvido falar bem e ajuda muito nessa questão de posicionamento no Google.

https://preview.redd.it/zqddsrxx6o341.png?width=820&format=png&auto=webp&s=8ea9f23460fb964a8899c47c729b30f1f84b4174
O software que citei é um agregador de sites de classificados grátis, ele serve para facilitar o seu trabalho de anunciar em sites de classificados, você não precisa mais ficar buscando o site pois o programa já tem uma lista completa de sites e quando você for anunciar nesses sites o programa Vai fazer o preenchimento automático de todos os campos do site e você vai apenas confirmando o seu anúncio.
O programa conta com sites atualizados constantemente assim você sempre terá uma lista atualizada de sites onde poderá anunciar, atualmente o programa tem quase 250 sites mas esse número pode variar conforme são adicionados ou removidos sites do programa.
O objetivo do programa é justamente melhorar o seu posicionamento em buscadores como o Google e outros, e logicamente alem disso você vai ter as visitas vindas também dos sites de busca e visitas orgânicas que são geradas do seu melhor posicionamento nos buscadores.
No seguinte link: https://pcg.onlinerenda.com.bvideo/ApresentacaoProgramaPCG.mp4
você pode ver um vídeo de como usar o programa passo a passo e no site do mesmo você pode ver vídeos de clientes mostrando os resultados excelentes que tiveram usando o programa PCG.
Enfim, espero de coração ter ajudado em algo com minha resposta “Meu MINI MANUAL” sobre como dar uma melhor posicionada em seus trabalhos no Google, qualquer duvida que tenha fique a vontade pra perguntar pois uso o programa já a um bom tempo e conheço os resultados de “cabo a rabo” precisando só comentar ai abaixo,
Fico muito grato se tiver um voto positivo de sua parte, agradeço muito, desejo sucesso e até uma proxima oportunidade...
Palavras chave relacionadas:
buscador concorrente do google, buscador antes do google, buscador google drive, buscador google imagenes, buscador google uruguay, buscador google chrome, buscador google academico, buscador google maps, buscador google fotos, buscador google android, buscador google anterior, buscador anonimo google, buscador alternativo google, buscador de google audio, buscador a google, buscador google académico, buscador google brasil, buscador booleano google, buscador blogs google, buscador google barra, buscador google borrar, buscador google bajar, como alterar o buscador do google chrome, buscador google celular, buscador google.com, buscador google chile, buscador google china, buscador google como predeterminado, buscador google desktop, buscador google de imagenes, buscador google de celular, buscador google de fotos, buscador google de voz, buscador google de vuelos, buscador google de musica, buscador google de personas, buscador de imagens do google, buscador de palavras do google, buscador de passagens do google, buscador de viagens do google, buscador en google drive, buscador google en español, buscador google en ingles, buscador google españa, buscador google estados unidos, buscador scholar google, buscador google ecuador, buscador google en modo oscuro, buscador google en china, buscador google en smart tv, como funciona o buscador do google, buscador google firefox, buscador google em frances, buscador fantasma google, buscador fotos google iphone, buscador ftp google, buscador predeterminado google firefox, buscador formulario google, buscador google gps, buscador google guatemala, buscador google historia, busca hotel google, buscador google html, buscador google historial, buscador google honduras, buscador google herramientas, buscador de google historia, buscador google imagens, buscador imagem google, buscador google ingles, buscador google internet explorer, buscador google instalar, buscador google idioma, google imagens buscador, buscador google italiano, buscador inverso google, jogos no buscador do google, buscador google japones, buscador google juegos, buscador de google juego, buscador tipo google javascript, buscador keywords google, como limpar o buscador do google, buscador google lento, buscador libros google. busqueda avanzada, buscador google libros, buscador google logo, buscador de google lugares, buscador melhor google, fazer do google meu buscador padrão, buscador google mexico, buscador google movil, buscador google musica, buscador google mx, buscador google microfono, buscador google maps api, buscador google no edge, como colocar o buscador do google no meu celular, brincadeiras escondidas no buscador do google, buscador google no funciona, buscador google niños, buscador google noticias, buscador google nicaragua, buscador google no funciona en android, buscador google no abre, alem do google outro buscador, como mudar o buscador do google chrome, buscador de google or, buscador google oscuro, outro buscador alem do google, como tirar o buscador yahoo do google chrome, buscador google para celular android, buscador passagens google, buscador por imagens google, buscador google por foto, buscador google predeterminado, buscador google predeterminado chrome, buscador google que es, buscador rival do google, buscador google republica dominicana, buscador google reino unido, google russia buscador, buscador rostros google, buscador rutas google, buscador google smartphone, buscador google scholar, buscador google similar, buscador sonido google, buscador google se queda en blanco, buscador google sin publicidad, buscador google se detiene, buscador satelital google, buscador satelital google earth, buscador seguro google, s buscador google, buscador tipo google, buscador google trucos, buscar telefono google, buscador google traductor, buscador google trabajo, buscador tiquetes google, como usar buscador do google, buscador google url, buscador google usa, buscador google ubicacion, buscador universitario google, buscador google urgente, buscador google voice, buscador voos google, buscador voo google, buscador google venezuela, buscador google vuelos, buscador google voz, buscador vuelos google españa, buscador virus google, buscador de google videos, buscador google ventajas y desventajas, buscador google widget, buscador www google com, buscador google web, buscador google wordpress, buscador de google wikipedia, buscador web google caracteristicas, buscadores google yahoo, buscador google yahoo, buscadores google yahoo bing, buscador google y sus partes, buscador google y sus caracteristicas, buscador google 2018, buscador 3d google
submitted by ebookrevenda to MarketingDigitalBR [link] [comments]


2017.08.08 19:14 felipostero A propósito del debate sobre los llamados "vientres de alquiler" LA FUERZA DE TRABAJO REPRODUCTIVA, UNA MERCANCÍA AL ALCANCE DE [email protected]

Por TITA BARAHONA
Durante los últimos años, el debate sobre lo que comúnmente se conoce como vientres de alquiler ha tomado fuerza en España. Con el nombre más políticamente correcto de gestación subrogada, estamos asistiendo a una proliferación de noticias, artículos y espacios en los medios masivos de comunicación sobre esta práctica que, de momento, no es legal en nuestro país. Hay incluso una Iniciativa Legislativa Popular en marcha, auspiciada por asociaciones que defienden su legalización, y el partido Ciudadanos acaba de presentar una propuesta de ley en el parlamento para su regulación[1]
¿A qué se debe tanto ruido mediático en torno a este tema? Hay al menos tres poderosas razones. Primero, la demanda de gestación subrogada la compone un grupo privilegiado: individuos y familias de alto poder adquisitivo e influencia. Segundo, la gestación subrogada es, a nivel mundial, un negocio que rinde suculentos beneficios a las empresas de reproducción asistida y sus equipos médicos y legales. Tercero, los países que han sido hasta hace poco las mayores fábricas de bebés subrogados del mundo (caso de India, México, Camboya o Tailandia) han puesto en vigor leyes más restrictivas; de modo que para los demandantes españoles la búsqueda de madres subrogadas se restringe a países más cercanos como Rusia o Ucrania, que excluyen a las parejas homosexuales, o a los Estados Unidos, que las incluye, pero sus costes son mucho más elevados.[2]
En España, durante la dictadura franquista, las familias pudientes adictas al régimen conseguían mediante un método rápido y gratuito que las mujeres pobres parieran para ellos: les robaban sus bebés en el paritorio diciéndoles que habían muerto.[3] A nivel mundial, fue en los años 70 cuando despegó el comercio de madres. Antes de que se desarrollara la técnica de la fertilización in vitro, la gestante subrogada era inseminada artificialmente con el esperma del varón de la “pareja de intención”, que es como se denomina a quienes alquilan vientres. Después, con los avances de la bio-tecnología, fue posible tanto obtener óvulos de donaciones, como que una pareja heterosexual pudiera encargar la fecundación en el laboratorio de sus propias células germinales -incluso en algunos casos eligiendo sexo- y contratar a una mujer para gestar el embrión, de manera que el hijo resultante llevase el mismo material genético que los padres de intención.[4] Esto ha hecho mucho más atractiva la gestación subrogada.[5]
Que se trata de un comercio sumamente lucrativo es un hecho indiscutible, como también que la inmensa mayoría de mujeres que son contratadas para gestar, normalmente bajo la condición de haber tenido al menos un hijo sano y tener entre 20 y 35 años, siguen siendo las más pobres del mundo. Desde los años 70, los países del centro capitalista trasladaron las industrias a los países de la periferia, también la de bebés subrogados.
Aquí tanto la mano de obra como los úteros son mercancías mucho más baratas. De ahí que, para estas mujeres, la posibilidad de obtener en nueve meses lo que no podrían ganar en años e incluso toda una vida de trabajo represente una oportunidad de salir de la miseria, aunque sea temporalmente, poder comprarse una casa o dar una educación a sus hijos. Dejemos aparte la explotación y los abusos, derivados a veces en graves daños e incluso la muerte, que se han cometido con las madres subrogadas de estos países, que darían para llenar varios artículos a pesar de que es un tema debidamente tapado por las propias empresas que se lucran con este comercio. Digamos, para resumir, que las madres subrogadas son el último eslabón en la cadena de intereses y derechos a proteger en todo el proceso.
Con el fin de blanquear el estigma de mercantilización y explotación que pesa sobre la gestación subrogada, quienes abogan por su legalización ponen énfasis en que ésta ha de ser altruista, es decir, no lucrativa, que la gestante sólo reciba una “compensación” por las molestias que la gestación y el parto pueden generar, incluido el tener que dejar de trabajar por unos meses.
En Grecia, país que atraviesa una aguda crisis económica, el gobierno de Syriza ha optado por incentivar el “turismo médico-reproductivo” bajo la cobertura de actividad no lucrativa. Otros países europeos que han legalizado la gestación subrogada, como el Reino Unido o Portugal recientemente, lo han hecho sobre este principio, que también incluye la propuesta de ley de Ciudadanos.[6] Independientemente de que puedan darse casos de mujeres que se presten a gestar un hijo para parientes cercanas o amigas, la condición de altruismo restringe notablemente el número de candidatas, por lo que los acuerdos bajo cuerda (como en Grecia) o la fuga a países que abiertamente reconocen en sus leyes el carácter mercantil de la gestación subrogada (como en algunos Estados de los Estados Unidos, Ucrania y Rusia), continúan siendo los medios más extendidos para quienes pueden pagar por este servicio.
Quienes en España abogan por la legalización de la gestación subrogada “altruista” lo hacen apoyándose en los siguientes argumentos: no puede ser que haya niños atrapados en un limbo legal; las adopciones están cada día más difíciles en nuestro país; las mujeres infértiles tienen derecho a ser madres; los modelos de familia son hoy más diversos y para las parejas homosexuales masculinas es el único medio de tener descendencia; la mujer que se ofrece a gestar el hijo de otros realiza un acto de amor y se siente feliz de hacer felices a otras personas. De hecho, si se pone “gestación subrogada” en cualquier buscador de Internet, lo primero que aparecerá, aparte de las cientos de agencias dedicadas a este comercio, serán las noticias sobre lo contentas y realizadas que se sienten las madres subrogadas por haber podido ayudar a otras a alcanzar su sueño y las “experiencias maravillosas” que se derivan de esta relación.
Pero, sobre todo, el argumento recurrente es el consabido de la libertad de elección: la mujer es libre de disponer de su cuerpo como quiera, como si la necesidad de vender la fuerza de trabajo reproductiva para subsistir o salir del atolladero no fuese en sí una forma de esclavitud.
Dejando aparte lo que esta poderosa publicidad esconde, hay un par de aspectos del discurso de los partidarios de la legalización que merece la pena resaltar. En primer lugar, enraizado en la secular creencia patriarcal -sostenida por Aristóteles y los Padres de la Iglesia- de que las mujeres somos meros receptáculos del único principio creador que es la semilla del varón, a la mujer que gesta para otros se la despoja de la condición de madre. En el idioma inglés persisten los vestigios de esta idea, ya que la expresión común es que las mujeres preñadas “portan” (carry o bear) al futuro bebé; es decir, la mujer no es gestante, sino “la portadora del embarazo”. Por supuesto, no hizo falta que la ciencia viniera a corroborarlo para saber que esta creencia es totalmente falsa.
La gestación es un proceso activo en el que la mujer aporta todo su organismo, sus emociones y su inteligencia, aspectos que influyen sobremanera en el desarrollo del feto. Sin embargo, los y las liberales y posmodernas abogadas de la gestación subrogada siguen agarrándose a la pre-moderna idea de la gestante como simple vasija, reproduciendo de este modo la ideología patriarcal. Hace poco, una presentadora y empresaria, que contrató a una madre de alquiler por supuestos problemas ginecológicos, sostuvo a gritos durante un debate televisado que la mujer que parió a su hija no es la madre biológica, sino ella, ya que el embrión se formó a partir de su óvulo y el esperma de su marido.[7] Error de bulto. Ella es, en todo caso, la progenitora y la madre sociológica; pero la madre biológica es la que ha gestado y parido a su bebé. Y en el socorrido repertorio de simplezas de que estas personas hacen gala, también salió a relucir que su gestante no es una mujer pobre, porque tiene varias carreras, como si no hubiese mujeres con estudios superiores e incluso idiomas que viven con el agua al cuello, tanto aquí como en el resto del mundo rico.
Otro argumento esgrimido por quienes apoyan la legalización de la gestación subrogada en España es que hay más de ochocientas familias que han tenido que recurrir a otros países para ver realizado su sueño, con los costes añadidos y complicaciones legales que ello entraña, y las muchas más que podrían aspirar en el futuro a este procedimiento si fuese facilitado aquí.[8] De nuevo, se alegan los derechos que asisten a estas personas. Partiendo de que tener hijos no es un derecho sino un hecho natural, somos muchísimas más, cientos de miles, las personas y parejas (heteros u homos) que no hemos podido tener hijos, no por problemas de infertilidad, sino porque nuestra vida fértil se nos ha ido por el sumidero del mercado laboral.
Decía el líder de Ciudadanos en el Congreso “¿Quiénes somos nosotros para decirles a los demás que no pueden ser padres?". Bueno, Albertito, a las trabajadoras nos lo decís bien claro cuando nos despedís por quedamos preñadas. Para buena parte de los asalariados y asalariadas de este país, con empleos inestables y un futuro más que incierto, tener hijos se ha convertido en un privilegio. A nadie puede sorprender que España tenga uno de los niveles de natalidad más bajos del mundo, sólo ligeramente sostenido por la población inmigrante. Ni siquiera somos elegibles para adoptar a uno de los más de 30.000 niños que el Estado español permite que se pudran en los internados antes de entregarlos a familias dispuestas a darles cariño y protección. [9] ¿Dónde queda nuestro supuesto derecho a la maternidad? ¿Por qué quienes abogan por los vientres de alquiler no lo hacen por la agilización de los trámites de adopción? Seguramente porque prefieren tener hijos que sean sangre de su sangre, pasando por alto que la madre de alquiler también aporta la suya. Incluso nos preguntamos si el excesivamente lento proceso de adopción, que en los últimos años se ha ralentizado aún más, no tiene que ver con la promoción del comercio de niños a través de la gestación subrogada.[10]
Mientras haya millones de mujeres pobres en el mundo, el capital sacará fruto de ellas explotando su fuerza de trabajo o su cuerpo mismo. Y no es sólo que las utilice para que gesten los hijos de la burguesía, sino que también las ordeña, literalmente. En Camboya, hay clínicas donde multitud de mujeres pobres acuden a amamantar a sus propios hijos y el personal sanitario recoge parte de esta leche en recipientes para suministrar a las empresas que se dedican a su comercialización en los países ricos, donde la demanda de leche materna aumenta día a día, no sólo por parte de quienes no pueden o no quieren lactar a sus recién nacidos, sino también de los fanáticos del fitness (mantenerse en forma), que ven en el jugo materno una especie de elixir de eterna salud.[11]
No estamos en contra de que una mujer pueda gestar -o lactar- una criatura para otra mujer u hombre de manera verdaderamente altruista, pero en las condiciones de inseguridad en que vive una parte importante de la población trabajadora en España, la legalización de la gestación subrogada, por mucho que se presente con el ropaje del altruismo para lavar conciencias, abrirá la veda para que no sólo se explote nuestra fuerza de trabajo, sino también nuestra capacidad reproductiva. Cuando se tiene uno o más hijos y se gana menos de 12.000 euros al año ¿dónde queda la libertad?
Agosto de 2017
http://canarias-semanal.org/not/20770/la-fuerza-de-trabajo-reproductiva-una-mercancia-al-alcance-de-poc-s/
submitted by felipostero to podemos [link] [comments]


2016.08.24 09:12 curromucho Sociólogo alemán explica cómo la concentración de la riqueza minó la democracia y el Estado de Bienestar

http://ciperchile.cl/2016/08/23/sociologo-aleman-explica-como-la-concentracion-de-la-riqueza-mino-la-democracia-y-el-estado-de-bienesta
Europa sintetiza hoy muchas de las esperanzas, tragedias y contradicciones del mundo moderno. Basta mirar sus fronteras donde millones de familias sirias, afganas, iraquíes y libias esperan en campos de refugiados o mueren en el Mediterráneo intentando entrar a la que consideran la tierra de la seguridad. Los europeos han cerrado la frontera. Se sienten inseguros de su propio futuro y eso reduce la empatía y enfría el corazón. Hace casi dos meses los británicos decidieron abandonar la Unión Europea (el famoso Brexit) con el voto de 17 millones entre los que había desde nacionalistas xenófobos a simples trabajadores (usuales adherentes de la izquierda) hastiados del triunfo del mundo financiero y la decadencia industrial. Muchos creen que si se repitiera esa votación en cualquier país de Europa, los resultados no serían distintos pues en gran parte de ese continente las clases medias y populares se sienten acorraladas entre una elite cada vez más rica y las masas de inmigrantes cuyos países han sido destruidos.
La riqueza tienen un gran peso en esta tragedia, subraya el sociólogo alemán Wolfgang Streeck, director hasta el año pasado del prestigioso Instituto Max Planck para los Estudios de la Sociedad: “Los oligarcas de esos países que han sido devastados viven hace tiempo en Londres o en Nueva York. Y obviamente tienen buenas amistades con aquellos que invaden sus países y destruyen sus estados y sociedades”, dijo Streeck en un cuestionario que respondió para CIPER.
Son las clases medias y los pobres los que se ahogan en el Mediterráneo, o resisten con sus hijos atrapados en ciudades como Aleppo.
Debajo de conflictos que desde Chile tendemos a ver sólo como problemas de nacionalidades o religión, rezuma el viejo tema que, según Streeck, sigue siendo central para entender el mundo moderno: la acumulación de la riqueza.
La miseria que hay en zonas de América Latina, África o el Medio Oriente no puede ser curada a través de la emigración hacia Europa 
¿Qué puede hacer Europa con esos millones de desplazados que no son muy distintos a usted que lee o a mí que escribo? Sólo el año pasado Alemania recibió un millón de inmigrantes cuando Ángela Merkel decidió abrir la ruta a través de los Balcanes. Pero este año Merkel promovió un acuerdo europeo para que los cuatro millones que siguen esperando entrar sean llevados a campos de refugiados en Turquía, lo que fue denunciado por Médicos sin Fronteras como una política inhumana.
Otros países europeos han hecho cosas más controvertidas. El gobierno danés aprobó una ley para incautar a los refugiados bienes por más de US$1.500 y según informa CNN publicó anuncios en diarios de El Líbano, donde hay un millón de refugiados sirios, advirtiendo que no eran bienvenidos.
El caso danés es interesante, pues el ex candidato estadounidense, el demócrata Bernie Sanders, lo enarboló en su campaña como el modelo de organización social que debía seguir Estados Unidos. Sanders se hizo eco de las investigaciones del economista Miles Corak, quien en 2013 se preguntó si EE.UU., pese a que llevó la concentración de la riqueza a niveles inéditos en la historia de la humanidad (ver entrevista a Jeffrey Winters), seguía siendo la tierra de las oportunidades, el lugar en donde independiente de su origen social una persona podía prosperar trabajando duro. Corak mostró que el hijo del pobre estadounidense tiende a seguir siendo pobre y que el hijo del rico se mantiene en la riqueza (lo que no es muy distinto a Chile según los economistas Javier Núñez y Cristina Risco: con una probabilidad del 56% el hijo del rico seguirá perteneciendo al 10 % más rico de la población mientras que en Europa esa persistencia intergeneracional de la riqueza se reduce al 2%). Donald Trump
Donald Trump
Coincidiendo con las investigaciones de la OECD, Corak concluyó que para vivir el “sueño americano” de surgir a punta de esfuerzo había que irse a Dinamarca. Allí, donde los impuestos están entre los más altos del mundo, la equidad en la partida del hijo de un ingeniero y el de un taxista permite que el esfuerzo individual haga una diferencia.
Pero las familias que esperan con angustia en las fronteras de Europa una oportunidad para trabajar duro, enfrentan algo que el estudio de Corak no dice: el sueño danés es sólo para los daneses. O para los europeos y los ricos del mundo.
Hay una contradicción evidente en esto. El Estado de Bienestar está basado en el concepto de justicia social, que les reconoce a las personas derecho a cierto estándar de vida sólo por su condición de seres humanos. La fuerza moral de esta idea se cae a pedazos cuando es incapaz de proteger a niños, pues gran parte de esta discusión de la desigualdad se trata de eso: del destino de los niños ricos y pobres; del niño sirio Alan Kurdi muerto en una playa turca; del niño Omar Daqneesh rescatado de un bombardeo en Aleppo, cuyo rosto cubierto de sangre y polvo nos pregunta qué estamos haciendo; o de los cerca de 10 mil niños que han llegado a Europa solos, de los que no se sabe nada y que según la policía pueden haber caído en redes de abuso sexual.
Los estados de bienestar de Europa, cuyo discurso es proteger a las personas, ¿no pueden dar a la crisis de los refugiados una respuesta distinta a la de Donald Trump, quien prometió levantar un muro para defender a EE.UU. de la inmigración latinoamericana? ¿Cuál es la posición de la izquierda europea?, no la de Tony Blair, ex primer ministro del Reino Unido, quien se plegó irresponsablemente a la guerra contra Irak convocada por George Bush (como lo ha mostrado el informe Chilcot), sino de la izquierda que defiende la justicia social.
La pregunta hoy, incluso en países tradicionales de capitalismo democrático, es cuánto tiempo será posible aislar la economía de la intervención democrática sin tener que recurrir a métodos del estilo Pinochet 
Streeck, uno de los más respetados intelectuales de esa izquierda europea, no está por abrir las fronteras. Al menos mientras esa no sea una decisión democrática de los europeos. Y hoy claramente no lo es. Así lo explicó a CIPER:
-En el corto plazo la respuesta europea a la crisis debe ser ayudar a los sirios y a otras personas que están sufriendo, proveyendo infraestructura a los campos de refugiados en Turquía y Jordania y donde sea, incluyendo escuelas, hospitales y re-asentando a los más vulnerables en Europa occidental, por ejemplo, a las familias con niños pequeños o personas que tienen enfermedades. Pero la inmigración regular hacia los mercados de trabajo europeos debe ser examinada por separado, y debe ser regulada de manera que las condiciones de trabajo dignas y salarios dignos se puedan garantizar para todos, viejos y nuevos residentes, a diferencia de lo que ocurre en Estados Unidos donde eso está garantizado para los primeros. Luego de eso necesitamos prepararnos para ayudar a los sirios, iraquíes y afganos y otros a reconstruir sus países una vez que la guerra termine y las fuerzas de ocupación se hayan ido.
Para subrayar la diferencia entre esta postura y la de Donald Trump, Streeck precisa que el rechazo a los inmigrantes que vocea el candidato estadounidense es, en realidad, engañoso. “Tengo la impresión de que la economía americana no podría existir sin inmigración de trabajadores de baja calificación provenientes de América Latina”, dijo a CIPER. Y agregó que si líderes como Trump demonizan a esos inmigrantes no es porque no los quieran, sino “porque eso les permite a las empresas contar con trabajadores incapaces de reclamar derechos sociales, usar los servicios sociales u organizarse en sindicatos”. Por ello, Streeck cree que si Trump gana las elecciones no hará nada en contra de la inmigración.
La situación en Europa –afirma Streeck- es distinta:
-Muchos países tienen salarios mínimos y extendidos estados de bienestar y no pueden, por muchos motivos, aceptar una doble situación del mercado de los trabajadores en la que los derechos sociales de los inmigrantes no sean reconocidos. Angela Merkel
Angela Merkel
Dado lo anterior, si Europa no limita el número de inmigrantes, pone una presión enorme sobre su Estado de Bienestar (que, como se verá luego, está ya malherido) y sobre las remuneraciones de sus clases medias y pobres. Son estos grupos los que se han comenzado a oponer a la inmigración. Su reacción, dice Streeck, “ha sido demonizada” por empleadores y dirigentes políticos, “como un nuevo despertar del nacionalismo”. Pero Streeck no ve en esa reacción nacionalismo, como tampoco ve humanitarismo en muchos empleadores y políticos que argumentan a favor de abrir las fronteras.
Para el sociólogo alemán muchos empresarios simplemente quieren que más inmigración “ayude a que los salarios bajen y así prevenir lo que llaman ‘cuellos de botella’ que es cuando la falta de mano de obra empuja las remuneraciones hacia arriba”.
Y sobre la decisión de Merkel de 2015 de abrir las fronteras, Streeck dice: “Dudo que sea beneficioso para Siria, África Occidental o Pakistán si nosotros descremamos sus economías y absorbemos a todos sus trabajadores capacitados, a sus científicos y emprendedores. Mi corazonada es que detrás de la política de refugiados alemana hay un vampirístico deseo de absorber los trabajadores calificados de los países que sufren todavía guerra y pobreza. Esto no puede ser en el interés de esos países”.
-Durante siglos Europa ha explotado los recursos de Asia, África y Latinoamérica. ¿No cabe esperar que Europa se haga cargo más activamente en los problemas de pobreza y de refugiados?
La miseria que hay en zonas de América Latina, África o el Medio Oriente no puede ser curada a través de la emigración hacia Europa. No soy filósofo así que no puedo decir si hay una obligación moral que constriña a los países occidentales a simplemente abrir sus fronteras. Como cientista y economista político puedo decir que, aunque uno puede razonablemente argumentar a favor de esa obligación, las mayorías políticas en Europa no la van a aceptar y se rebelarán, como ya lo están haciendo. Entonces, hay que encontrar otras maneras. Hay que destacar, por ejemplo, que los Estados Unidos, cuyas tropas están presentes en casi todos los lugares donde hay problemas, no han aceptado todavía a un solo refugiado de Siria. Ni siquiera dejan entrar a los intérpretes afganos que usaron para interrogar a los talibanes sospechosos, a pesar de que ellos son obviamente los primeros en ser asesinados cuando las tropas se vayan. Esos ciudadanos afganos ahora se presentan en las fronteras alemanas como refugiados. ¿Están obligados los europeos a dejarlos entrar? Tenga en cuenta también que Alemania y otros países europeos han fracasado hasta ahora en hacerles ver a sus aliados estadounidenses que sus intervenciones militares sin sentido son la mayor fuente de personas que abandonan sus países de origen en el Oriente Medio. Cuando haya paz ahí, habrá una inversión significativa, el comercio mejorará y esos países podrán empezar a desarrollarse de nuevo. MATANDO AL ESTADO DE BIENESTAR
Pese a sus contradicciones, Europa sigue siendo la inspiración de muchas de las reformas que algunos quisieran aplicar en Chile. Desde la educación finlandesa (pública, gratuita, sin selección de alumnos, ni competencia entre colegios y de alta calidad), hasta el sistema de salud inglés que garantiza atención sin costo a todos sus ciudadanos, o las ya citadas pensiones danesas. Muchas políticas europeas desafían las convicciones económicas que han gobernado Chile desde la dictadura. Las marchas estudiantiles de 2011 por la educación universitaria gratuita y las actuales manifestaciones en contra del sistema de AFP se alimentan de esa fuente.
Votar es muy importante. Pero debe tener consecuencias. Si un Estado no tiene otra opción que seguir las instrucciones de sus acreedores, no hace diferencia quién es elegido ni cómo 
Wolfgang Streeck cree que esas políticas son cada vez más difíciles de sostener y piensa que los chilenos debemos asumir que ya no podremos construir un Estado de Bienestar como el que disfrutaron los europeos en los último 50 años.
-Dado que el Estado de Bienestar está retrocediendo en el centro, ¿cómo podría emerger de nuevo en la periferia? -dijo Streeck a CIPER.
En un reciente artículo Streeck argumenta que parte de ese retroceso tiene que ver con cómo se construyó la Unión Europea (UE): “En vez de proteger a los ciudadanos del huracán que han provocado los mercados (especialmente en la crisis financiera de 2008), se transformó en un poderoso motor de liberalización al servicio de una profunda reestructuración de la vida social”. Y puntualiza que fueron los británicos los que durante el gobierno de la conservadora Margaret Thatcher “bloquearon el desarrollo de la UE como un estado supranacional de protección” y que en estos años padecieron lo que habían alimentado: su país se transformó en dos naciones, “una de ganadores que usan el mundo de la globalización como una extensión de su jardín, y la de los perdedores, expulsados del acceso a los bienes comunes”.
Lo mismo –dice Streeck- ha ocurrido en muchas partes de Europa, y en vez de estar los latinoamericanos avanzando hacia ese modelo, es Europa la que retrocede; son sus instituciones públicas las que se debilitan y se vuelven impotentes para regular los mercados y proteger a sus ciudadanos (“Hay sociedades capitalistas altamente desarrolladas que presentan similitudes preocupantes con los llamados países del Tercer Mundo”, dijo en una entrevista reciente). Bernie Sanders
Bernie Sanders
Europa, en la práctica, parece encaminarse hacia una democracia a la estadounidense, modelo que Alan Greenspan, presidente de la Reserva Federal de Estados Unidos sintetizó cuando en 2007 le preguntaron qué candidato presidencial apoyaba: “Tenemos la fortuna, gracias a la globalización, de que las decisiones políticas han sido largamente reemplazadas por las fuerzas del mercado global. Dejando el tema de la seguridad de lado, es difícil que algún candidato haga una diferencia. El mundo es gobernado por las fuerzas de mercado”.
Streeck afirma que los que se oponen a esa limitación de la soberanía nacional y buscan reponer el poder que alguna vez tuvo la democracia sobre los mercados –por ejemplo, el ex candidato presidencial Bernie Sanders, el movimiento “Podemos” en España, el laborismo de Jeremy Corbyn en Inglaterra, o Syriza en Grecia- “son combatidos con dientes y uñas. Los bancos centrales y las organizaciones internacionales como la Unión Europea están todavía pensando cómo suprimir o esterilizar estos movimientos”, dijo Streeck a CIPER.
En su último libro Comprando Tiempo: la crisis retrasada del capitalismo democrático (Verso, 2014), Streeck analiza cómo las democracias capitalistas europeas llegaron al punto en el que “la democracia representativa ya no representa nada” según afirma el sociólogo francés Christian Laval .
En esencia, Streeck sostiene que desde la Segunda Guerra Mundial hasta ahora las democracias europeas han enfrentado cuatro crisis importantes. De las tres primeras supieron salir manteniendo “la apariencia de que el capitalismo podía seguir proveyendo crecimiento material para todos”. De la última crisis (2008), Streeck no ve solución clara. De hecho, cree que la crisis sólo la ha pospuesto, y que las naciones desarrolladas están comprando tiempo. NO MAS SINDICATOS
La historia económica que reconstruye Streeck en su libro se enfoca en la tensión que existe entre trabajadores y capitalistas por la distribución de la riqueza. Y muestra como, década tras década, los que viven de su trabajo van perdiendo poder frente al 1% más rico. Más allá de lo discutible que pueden ser las interpretaciones que hace Streeck, su reconstrucción tiene la virtud de que vincula importantes fenómenos sociales (como reducciones tributarias, decadencia de los sindicatos y endeudamiento de las personas) que usualmente tienden a considerarse por separado.
Sostiene que tras la Segunda Guerra Mundial emergieron en Europa democracias que lograron establecer paz entre trabajadores y capitalistas a través de equilibrar los mercados con políticas de protección. Estos estados intervenían en la economía para generar crecimiento y corregir las consecuencias sociales de éste. Se financiaban principalmente con impuestos sobre los más ricos, lo que también tuvo el efecto de hacer que la desigualdad de ingresos no fuera tan alta.
Siguiendo la terminología del economista Joseph Schumpeter, Streeck denomina a este tipo de democracias Estado Recaudador (Tax State).
A fines de los ’60 el crecimiento económico de estos estados empezó a tambalear y la presión de trabajadores y sectores medios por más prosperidad -dice Streeck- amenazó a estas democracias con la primera gran crisis de legitimidad. Esa crisis logró ser aplazada de un modo inesperado: con inflación. “El truco fue posponer el emergente conflicto entre los recursos que recibía el capital y el trabajo introduciendo recursos adicionales, aunque estos existieran solo en el papel moneda y no en la realidad”, escribe Streeck en su libro.
La solución de hacer aparecer que la torta era más grande, a través de imprimir más billetes, duró poco tiempo pues las tasas de inflación se dispararon en todo el mundo: mientras el Reino Unido superaba el 20% anual a mediados de los ‘70, Estados Unidos se acercaba casi al 15% al comenzar la década de los 80. Dice Streeck que la reacción de los capitalistas fue entonces volcarse hacia el neoliberalismo; romper con el Estado de Bienestar que había permitido su crecimiento y la paz social hasta entonces y empujar organizadamente hacia la liberalización del capitalismo y la expansión de sus mercados en el ámbito local e internacional. Es entonces que el equilibrio entre las fuerzas del trabajo y el capital comenzó a inclinarse a favor de los segundos.
En el plano político este proyecto se hizo posible con el ascenso al poder de Ronald Reagan en Estados Unidos (1981-1989) y de Margaret Thatcher en el Reino Unido (1979-1990), ambos llevaron adelante un programa neoliberal caracterizado por la rebaja tributaria y la reducción de la intervención pública en la economía. Esa política fue exitosa en controlar la inflación, pero generó tasas crecientes de desempleo (en EE.UU. llegó al 20 % a comienzos de los ‘80) y volvió a encender la tensión entre trabajadores y capitalistas.
Streeck escribe que Reagan y Thatcher usaron entonces el poder del Estado para “disciplinar a las organizaciones de trabajadores”, las cuales hasta ese momento (siguiendo las ideas del economista John Maynard Keynes) se consideraban claves para redistribuir la riqueza, producir demanda agregada y crecimiento económico. Streeck menciona dos momentos cruciales. El primero es la huelga de los controladores aéreos estadounidenses de 1981. A las 48 horas de iniciada la huelga, Reagan despidió a todos los controladores y los reemplazó permanentemente. Joseph Mccartin, profesor de historia de la universidad de Georgetown, resalta que hasta esa huelga los sindicatos estadounidenses eran una fuerza política importante y que su rápida derrota mandó un potente mensaje a todo el país sobre la inseguridad de los trabajos y sobre el nulo rol que le asignaba a los sindicatos el emergente modelo neoliberal.
Creo que no hay correcciones de mercado posibles sin sindicatos, entendidos como organizaciones autónomas, capaces de negociar igual a igual con los empleadores en defensa de los intereses de sus miembros 
El segundo episodio es la huelga de los mineros del carbón en el Reino Unido. Se inició en 1984 cuando Thatcher anunció el despido de 20 mil trabajadores de las minas que manejaba el Estado y 120 mil mineros británicos paralizaron sus actividades. Lo que a Reagan le tomó menos de una semana a Thatcher le tomó un año. Finalmente no solo terminó despidiendo a más de 90 mil trabajadores y privatizando las minas que eran rentables, sino que fijó en el debate público una imagen de los sindicatos que sigue resonando hoy: los llamó el “enemigo interno”. En un discurso ante los miembros de su partido, Thatcher dijo: “Tuvimos que enfrentar a un enemigo externo en las Falklands”, pero en el caso del carbón “la lucha fue contra un enemigo interno mucho más difícil de vencer y más amenazante contra la libertad” (Ver “El enemigo interno” de Seulmas Milne).
Desde entonces la fuerza sindical comenzó a decaer en todo el mundo. Incluso fueron dejados de lado por la academia, como remarca Streeck en una entrevista de 2011. En la primera edición del manual de Economía Política de Smelser y Swedberg, dice Streeck: “No había una sola mención a los sindicatos en todo el libro… y es imposible entender el debilitamiento social de la economía de la post guerra sin tener en cuenta qué posibilidad hay de negociar colectivamente o de que las organizaciones sociales intervengan en los mercados de acuerdo a sus objetivos políticos”. (Para las siguientes ediciones de ese manual le pidieron a Streeck que escribiera de los sindicatos).
La desaparición de ese concepto tiene ejemplos recientes en Chile: hace menos de un mes el Tribunal Constitucional borró la palabra sindicato de la reforma laboral que, en los discursos, pretendía mejorar las condiciones de negociación de los trabajadores.
Para Streeck la eliminación de los sindicatos ha sido muy dañina para la democracia:
-Creo que no es posible hacer correcciones a los mercados sin sindicatos, entendidos como organizaciones autónomas, capaces de negociar de igual a igual con los empleadores en defensa de los intereses de sus miembros. La declinación de los sindicatos en las últimas dos o tres décadas ha implicado la declinación de la democracia-dijo a CIPER.
Streeck resaltó, además, otra correlación: “Hay que destacar que la declinación de los sindicatos ha ocurrido también de la mano de la declinación del crecimiento económico, lo opuesto de lo que los neoliberales habrían esperado”.
Las cifras del Banco Mundial le dan plausibilidad a su observación. Mientras en la década del 60 y 70 –cuando los sindicatos eran fuertes- la economía del mundo creció a un ritmo de 3%, desde 1980 hasta 2010 (periodo en que el neoliberalismo venció a los sindicatos) la economía creció 1,4% al año. ENDEUDAR AL ESTADO
Mientras el poder de las organizaciones laborales menguaba, otro fenómeno desbalanceó aún más el escenario a favor de los dueños del capital. El cientista político Jeffrey Winters lo analiza en detalle en su libro Oligarquía: es la aparición -a mediados de los ‘50- de una industria de la defensa de la riqueza, integrada por profesionales de clase media altamente preparados que diseñan estrategias jurídicas para que los más ricos logren pagar menos impuestos y argumentos políticos para que las medidas que los benefician parezcan beneficiosas para todos. Esa industria -dijo Winters a CIPER- empujó y justificó la expansión de los paraísos tributarios que han permitido que las elites de todo el mundo reduzcan al máximo su contribución a las sociedades en las que hacen sus negocios y prosperan. Jeffrey Winters (Fuente: www.jfcc.info)
Jeffrey Winters (Fuente: www.jfcc.info)
Para Streeck, la drástica reducción en la recaudación tributaria tuvo un efecto central en el “Estado Recaudador”. Debió comenzar a endeudarse con el sistema financiero internacional para seguir financiando su operación y la protección social (la cual se hizo más necesaria debido el aumento del desempleo). Las democracias capitalistas europeas pasaron así de ser Recaudadoras a Deudoras. Y a partir de ese momento, dice Streeck, dejaron de estar enfocadas en los intereses de sus ciudadanos para buscar satisfacer las necesidades de los inversionistas que les prestan y que hacen las inversiones que los estados ya no tienen dinero para hacer.
Esos inversionistas son esencialmente buscadores de utilidad, pero tienen un ojo puesto en el riesgo. Y el riesgo, cuando se financia la deuda de un país o se invierte en él, es la posibilidad de que por la vía de la democracia los gobiernos cambien las reglas y la tasa de utilidad se reduzca. Los estados se vuelven así -dice Streeck- custodios de reglas y condiciones que sean amistosas con los inversionistas. Los reclamos de las personas se vuelven populistas, poco serios, peligrosos.
Streeck menciona en su libro a Calpers y PIMCO, dos grandes fondos especializados en el mercado de los bonos públicos (es través de la emisión de bonos que los gobiernos recolectan un porcentaje del dinero que necesitan para financiarse). Los ministros de Hacienda se juntan con los gerentes de estos fondos para recibir “asesoraría sobre una correcta política fiscal” donde “lo correcto” es aquello que permite a estos fondos hacer inversiones de largo plazo. Para evitar que las democracias, a través de las burocracias estatales, tomen medidas que amenacen las rentas de esos fondos, Streeck dice que las políticas neoliberales crearon instituciones independientes (como los bancos centrales) inmunes a los resultados electorales, “transfiriendo las decisiones económicas a comités de expertos” y dando garantía a los dueños del capital de que la democracia “no intervendrá en la economía”. ENDEUDAR A LAS FAMILIAS
La solución del endeudamiento público volvió a posponer la crisis del sistema. Pero a mediados de los ‘90 las deudas públicas llegaron a tal nivel (especialmente en EE.UU.) que los inversores comenzaron a preocuparse de la real capacidad de los países de devolver los préstamos. La solución fue comenzar a desmantelar el Estado de Bienestar, lo que fue llevado adelante en Estados Unidos por el demócrata Bill Clinton y en el Reino Unido por el nuevo laborismo de Tony Blair. Así, dice Streeck, mientras la derecha recortó los impuestos, lo que recortaron los demócratas y la izquierda inglesa fueron los programas sociales.
Esos recortes en el Estado de Bienestar generaron un vacío de protección pública potencialmente explosivo. Dice Streeck que este vacío se resolvió otra vez recurriendo a la ilusión de riqueza: se facilitó el acceso al crédito a las familias.
Desde Ronald Reagan en adelante se había promovido en Estados Unidos y luego en Europa una creciente desregulación financiera, y eso hizo posible que en los ‘90 se masificara el endeudamiento de las personas. En el corto plazo, opina Streeck, esto permitió a las familias seguir obteniendo salud, educación y otros bienes públicos que estaban siendo recortados.
Es interesante destacar que el modelo de suplir con deuda lo que el Estado no provee es la esencia en Chile de políticas como el Crédito con Aval del Estado (CAE), mecanismo con el cual el Presidente Ricardo Lagos buscó que los más pobres pudieran estudiar en la universidad facilitándoles mecanismos para endeudarse con el sistema financiero. En parte por la mala calidad de la educación que se ofrecía, por las altas tasas de interés que cobraban los bancos y porque los trabajos para los estudiantes que se formaban no existían (ver entrevista a Ben Ross Schneider), esa estrategia terminó generando al primer gran cuestionamiento al modelo de desarrollo chileno desde el fin de la dictadura.
A nivel internacional el modelo del endeudamiento de las familias estalló en la crisis financiera de 2008, provocada porque los bancos hicieron grandes negocios ofreciendo créditos hipotecarios a personas que no podían pagar y luego se vendieron unos a otros esos grupos de deudores. Los estados debieron salir al rescate de sus sistemas financieros.
A partir de esta reconstrucción de la historia económica desde la Segunda Guerra Mundial hasta hoy, Streeck argumenta que tanto la inflación, como el endeudamiento público y el privado fueron métodos a los que se recurrió para generar la ilusión de que el sistema generaba crecimiento y prosperidad para todos, cuando en realidad los dueños del capital recibían una cantidad cada vez mayor de la riqueza que se producía.
Sobre esa base Streeck argumenta que no es el Estado de Bienestar el que ha quebrado a los países. La actual crisis de las finanzas públicas, afirma, “no es el resultado de un exceso de democracia redistributiva sino de una baja general en los niveles de tributación” y también “del endeudamiento en que incurrieron los estados para salvar al sistema financiero”. Fue el mercado operando sin regulaciones ni contrapesos políticos lo que trajo a Europa hasta este punto.
No solo el Estado de Bienestar ha sido horadado. Streeck cree que el capitalismo se ha puesto en una posición en que puede autodestruirse, pues ya no puede proveer crecimiento para todos y, a la vez, permitir la alta acumulación de los dueños del capital. En un artículo de 2014 (“¿Cómo terminará el capitalismo?”) afirma que “el avance capitalista ha destruido ya prácticamente todas las agencias que pudieran estabilizarlo a base de limitarlo”. Para Streeck este sistema es como un reactor nuclear que necesita refrigeración. Necesita fuerzas compensatorias que contengan la acumulación sin freno a través de controles y equilibrios sociales. Esas fuerzas ya no existen y “el capitalismo puede auto-debilitarse por un exceso de éxito”, dice.
En este escenario de completo dominio de los mercados, Streeck estima que se han incubado tres grandes problemas de largo plazo para los cuales no hay aún una solución clara: la reducción de las tasas de crecimiento que han venido cayendo desde los ‘80; el incremento de la concentración de la riqueza y un aumento de la deuda pública (en “¿Cómo terminará el capitalismo?” presenta gráficos que ilustran estas variaciones).
En su opinión, en el pasado las democracias sortearon las crisis de legitimidad y mantuvieron la paz entre trabajadores y capitalistas creando la ilusión de crecimiento a través de la inflación, del endeudamiento público y de los hogares. Hoy enfrentan un callejón que parece sin salida: no hay a quién mas endeudar. ¿Cómo generar crecimiento ilusorio o real que siga posponiendo el conflicto social?
Estados Unidos ni siquiera ha dado refugio a los intérpretes afganos que usaron para interrogar a los talibanes sospechosos, a pesar de que ellos son obviamente los primeros en ser asesinados cuando las tropas se vayan 
Wolfgang Streeck es pesimista. Cree que estos tres problemas se potencian entre ellos: “Cada vez hay más evidencia de que la desigualdad creciente puede ser una de las causas del declive del crecimiento” y que “el bajo crecimiento, a su vez, fortalece la desigualdad al intensificar el problema de la distribución”. Y argumenta que el endeudamiento con el que se buscó “compensar a los asalariados y a los consumidores por la creciente desigualdad provocada por el estancamiento de los salarios y los recortes de los servicios públicos”, ha llegado a un límite pues no logró reactivar el crecimiento. “¿Puede continuar indefinidamente lo que parece ser un círculo vicioso de tendencias dañinas? ¿Existen fuerzas contrarias que puedan romperlo y qué ocurrirá si estas no se materializan, tal como ha sucedido durante casi cuatro décadas?”, se pregunta en su artículo “¿Cómo terminará el Capitalismo?”.
Contra la idea extendida de que el capitalismo llega a puntos críticos y luego alcanza un nuevo equilibro, Streeck percibe un declive gradual, aplazado pero inexorable. Y si las tasas de crecimiento siguen cayendo en Europa y el sistema “no es capaz de producir ni siquiera una ilusión de crecimiento sostenible, llegará el momento en que el camino del capitalismo y la democracia se separen”. Esto es, que las democracias de estos países terminen siendo completamente neutralizadas para que los mercados puedan operar sin restricciones de derechos ni obligaciones con la sociedad.
Streeck dijo a CIPER:
-El capitalismo contemporáneo en los llamados países avanzados parece requerir de un Estado que discipline y por lo tanto que no se vuelva un Estado Social. Y los estados han entendido que ellos deben disciplinarse a sí mismos sino serán abandonados por el capital móvil. Esto es lo que está detrás del actual vaciamiento de las instituciones democráticas, incluso en los países tradicionales de “capitalismo democrático”. La pregunta hoy es cuánto tiempo será posible aislar la economía de la intervención democrática sin tener que recurrir a métodos del estilo Pinochet. CRECIMIENTO DE QUIÉN Wolfgang Streeck
Wolfgang Streeck
Sobre el futuro, en una entrevista reciente Streeck argumentó: “Mi hipótesis es que atravesaremos un largo periodo de transición, en el que no sabemos hacia dónde vamos. Es un mundo de incertidumbre, desorden, desorientación, en el que todo tipo de cosas pueden pasar en cualquier momento. Nadie sabe cómo salir del problema, solo vemos que crece”.
En esa incertidumbre, que eventualmente puede terminar en métodos estilo Pinochet, sugiere que es necesario fortalecer la democracia. Pero, ¿cuáles son las características que una democracia debe tener? La pregunta es interesante para un país como Chile que durante mucho tiempo ha asociado democracia con votar y que este año ha discutido sobre la estructura y los contenidos de una nueva Constitución.
-¿Tiene en mente un modelo de lo que la Constitución debe decir o representar para defender la democracia? Votar es muy importante. Pero debe tener consecuencias. Si un Estado no tiene otra opción que seguir las instrucciones de sus acreedores y la voluntad de los inversionistas extranjeros, no hace diferencia quién es elegido ni cómo. La democracia debe tener un efecto. Y cuando ese efecto es real y no una apariencia, involucra la soberanía, interna y también externa. Dada la magnitud de los problemas de hoy no pongo mucha fe en el tema constitucional. En cambio, lo que me parece esencial es movilizar a las personas y la libertad de movilizarse; también la libertad de prensa, incluyendo la existencia de una prensa independiente, alternativa en la prensa escrita y en los medios digitales. Y no menos importante libertad académica para enseñar e investigar. Estos son recursos para movilizar y contra movilizar mucho más importantes que, digamos, si hay una segunda cámara parlamentaria o no.
-En su libro usted destaca la necesidad de instituciones democráticas que limiten los mercados. Los economistas neoliberales argumentan que limitar los mercados implica limitar el crecimiento. Para mantener el sistema democrático, ¿cree que hay que aceptar que el crecimiento va a reducirse? La pregunta es siempre “crecimiento de qué” y “para quién”. El crecimiento en los países de la OECD ha estado declinando por varias décadas, mientras que las utilidades se han incrementado, especialmente en finanzas, con la consecuencia de un explosivo crecimiento en la desigualdad. El crecimiento económico no necesariamente significa que los beneficios escurran a toda la sociedad y sino escurre el crecimiento no es necesariamente algo deseable. El crecimiento puede caer de todos modos. Recuerde a los celebrados BRICS (Brasil, Rusia, India China y Sudáfrica) los cuales, con la excepción de China, son considerados hoy casos perdidos.
-En su reciente libro Desigualdad. ¿Qué podemos hacer?, el economista Anthony Atkinson afirma que reducir la desigualdad es un objetivo que los países deben perseguir aunque el costo sea reducir el crecimiento. Sostiene que “una torta mejor repartida” es preferible a una más grande distribuida con los niveles actuales de desigualdad. ¿Está de acuerdo? ¿Cree que renunciar a niveles de crecimiento es políticamente posible en países como Chile que aún no alcanzan el desarrollo? Estoy de acuerdo con Atkinson, especialmente porque un crecimiento inequitativo puede no ser sustentable social y políticamente. Pero, ¿se puede basar una política de equidad social a expensas de crecimiento o de la promesa de crecimiento? No sin gran apoyo “desde abajo”, y aún así esto puede ser difícil. Respecto de Chile yo no sé mucho de su situación. En otros países uno puede tener dudas si las clases medias realmente necesitan más autos alemanes, ropa interior francesa, series de televisión americanas o pilas de poleras baratas de Tailandia. Pero este es un punto discutible ya que la clase media casi siempre tendrá suficiente influencia política para conseguir por sí mismos lo que desean.
-En su libro El Estado emprendedor, Mariana Mazzucato argumenta que para que los países crezcan el Estado debe involucrarse en el desarrollo de las industrias nacionales para producir economías innovadoras. Aunque eso suena bien desde la macroeconomía, en términos de los equilibrios políticos el acuerdo Estado-Empresa puede ser una pesadilla para los ciudadanos. ¿Cómo evalúa usted las políticas industriales que consideran a los países como equipos productivos? Probablemente es cierto que las políticas industriales pueden desarrollar empresas y sectores, y contribuir a la prosperidad económica. Pero eso no es nada nuevo y la pregunta es por qué eso no ha detenido la marcha hacia el neoliberalismo. Sin tener en cuenta los intereses económicos y el poder, esos libros son fantasías tecnocráticas que hacen a las personas olvidar el mundo real. La idea de los países como equipos productivos es un lenguaje de propaganda para los consultores de negocios, ansiosos de disfrutar su momento de fama antes de que sean rápidamente olvidados. El capitalismo es sobre acumulación de capital, no entre los países, sino entre los capitalistas.
submitted by curromucho to podemos [link] [comments]


La Reina Isabel II de Inglaterra busca Community Manager  Noticias Redes Sociales y Marketing Aeropuerto de de Gatwick, en Reino Unido, despedirá a 600 ... Novia quiere el vestido de Kate Middleton  Vestido de ... DIRECTO: Reino Unido prohíbe las reuniones de más de seis ... ASI ERA VIVIR EN LONDRES, REINO UNIDO... - YouTube Arrestan a más de 450 personas en Londres en una fiesta ... REINO UNIDO PROHÍBE las REUNIONES SOCIALES de más de 6 ... Me ha llegado mi carnet de conducir Ingles. ¿Me han añadido el permiso A para motos? Conducir en UK Las islas más salvajes de Indonesia: REINO DE GIGANTES ... CÓMO ENCONTRAR TRABAJO EN REINO UNIDO  Aventuras en ...

Novavax prueba en Reino Unido vacuna para COVID-19

  1. La Reina Isabel II de Inglaterra busca Community Manager Noticias Redes Sociales y Marketing
  2. Aeropuerto de de Gatwick, en Reino Unido, despedirá a 600 ...
  3. Novia quiere el vestido de Kate Middleton Vestido de ...
  4. DIRECTO: Reino Unido prohíbe las reuniones de más de seis ...
  5. ASI ERA VIVIR EN LONDRES, REINO UNIDO... - YouTube
  6. Arrestan a más de 450 personas en Londres en una fiesta ...
  7. REINO UNIDO PROHÍBE las REUNIONES SOCIALES de más de 6 ...
  8. Me ha llegado mi carnet de conducir Ingles. ¿Me han añadido el permiso A para motos? Conducir en UK
  9. Las islas más salvajes de Indonesia: REINO DE GIGANTES ...
  10. CÓMO ENCONTRAR TRABAJO EN REINO UNIDO Aventuras en ...

Tampoco en el Reino Unido están mejorando los datos de contagios, los nuevos casos suman más de 3.000 cada día desde el viernes pasado. En Inglaterra hoy ent... 28/08/2020 El aeropuerto de de Gatwick, el segundo mayor aeropuerto del Reino Unido, anunció un recorte de 600 puestos de trabajo debido a la baja del tráfic... Fuente: Reuters Artículo relacionado: Suscríbete a nuestro canal para no perderte más vídeos clickando aquí 👉 http://bit.ly/suscribeteLV Este vídeo ha sido p... La novia Haley quiere un vestido que muestre su figura y que tenga mangas iguales a las del vestido de Kate Middleton. Suscríbete a Discovery Home & Health L... ¿Cómo encontrar trabajo en Reino Unido? ¿Cómo empezar cuando acabas de llegar a la isla y estás más bien perdidico? Una pequeña guía para adentrarse en el me... Sri Lanka es una isla con una gran diversidad de vida salvaje en conjunción cono una rica historia y un paisaje modelado por la intervención humana. Todos el... Todo lo que necesitamos sobre licencias para conducir en el Reino Unido. - Duration: 18:10. MORALES ADVISORY SERVICES 9,729 views. ... Buscador de autoescuelas 26,824 views. 2:33. Carnet de ... El carnaval de Notting Hill, que se celebró en este distrito de Londres el 27 y 28 de agosto, acabó con una cifra récord de arrestos: más de 450 personas, se... Y es que el buscador, desde ya, te va a ayudar a planear el fin de semana. Y finalizaré con una noticia muy curiosa. Y es que la Reina Isabel II de Inglaterra busca Community Manager. SUSCRIBETE PARA VER MAS VIDEOS! SUBO CADA DOS DIAS : https://www.youtube.com/c/Dominguero?sub_confirmation=1 Ya estamos en Londres así que os llevo por Picad...