Coisas que uma mulher quer ouvir de seu homem

Então, se você quer que o seu homem veja essa mulher incrível que você é, abrace a sua independência, mostre que você é capaz, que você pode tudo. Contanto que você nunca deixe de mostrar pra ele, que a presença dele na sua vida é indispensável! Bem, essas são algumas coisas que todo homem gostaria de ouvir da mulher que ele ama. Mas e aí, o que tem de mais em ouvir uma mulher? A coisa boa em ouvi-la é que você vai se lembrar principalmente das pequenas coisas que ela diz. Os detalhes. E que, meu amigo, com certeza vão te fazer marcar alguns pontos importantes com a mulher casada que você quer conquistar. #7 – Mostre o valor que ela tem Quem sabe ouvir consegue ver a situação por outros olhos e normalmente dá bons conselhos, razão essa pela qual eles gostam de uma mulher que pratica o ato de escutar! Clique aqui agora e confira mais dicas para reconquistar seu amor. 4 – Ser sonhadora. Eles adoram mulheres que não têm medo de falar sobre seus sonhos, por mais bobos que ... 20 coisas ou qualidades de mulheres que enlouquecem os homens Que eles podem confiar neles. A confiança é um dos valores mais importantes em qualquer relacionamento. Ajuda que o amor não se esgote e permite que você enfrente obstáculos. No entanto, trabalhar nisso não é uma tarefa fácil. Muitas crises de casal começam com infidelidade ... BEM VINDO AO SEU PORTAL GOSPEL. Últimas Notícias / / 50 COISAS QUE OS HOMENS GOSTARIAM QUE AS MULHERES SOUBESSEM Marbryan Soares. 16:31 ... Que tal vir pra minha casa assistir um filme? Um convite desses é uma das cosias que todo homem quer escutar da mulher que ele está afim, melhor do que isso só ele recebendo uma confirmação de um convite de uma mulher para assistir um filme na casa dele. 7 - Minha menstruação desceu. Ufa, que alívio. O Sentimento Calmo reuniu 5 das muitas coisas que as mulheres não gostam de ouvir.Há quem diga que as mulheres são difíceis de entender, eu afirmo que não, apenas as temos de conhecer da forma certa, é tudo uma questão de compreensão.Se não quer problemas com uma mulher que gosta e se pretende entrar com o pé direito, perceba o que deve e não deve dizer em cada situação. 2. A melhor maneira de mudar um comportamento do homem não é importunando-o, mas sim apelando para o seu mais profundo senso de virtude. Se você diz a um homem que você quer que ele realize uma determinada tarefa, e então explica a ele o que deve ser feito, ele mais do que provavelmente irá realiza-la. Enquanto uma mulher quer um homem real, que tenha caráter acima de tudo, que seja fiel, trabalhador, charmoso e maduro, mais que tudo ela busca por igualdade, por um parceiro de vida, alguém que se doe tanto quanto ela, que saiba ouvir e se expressar na mesma proporção. Alguém que esteja ao seu lado, não à sua frente ou atrás dela. 12 Coisas que o homem faz que conquista uma mulher Estar interessado em uma mulher e conseguir conquista-la é o desejo de muitos homens, portanto no anseio de se aproximar e fazer as coisas certas, os homens acabam errando pelo excesso, ou seja, “pecam” nas pequenas atitudes e exageram nas outras.

Stannis Baratheon (Parte 9)

2020.09.21 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 9)

Vamos fechar A Tormenta de Espadas.
Assim como ocorreu com a tomada de Ponta Tempestade, Stannis tem muitas recompensas narcísicas ao ajudar a Patrulha da Noite. Ele se instala na Torre do Rei (que não é nenhum trono de ferro, mas já significa algo), consegue uma vitória esmagadora, captura centenas de prisioneiros, enxerga oportunidades nos castelos e terras abandonados da Patrulha e encontra Jon Snow.
Sim, Jon Snow é tratado pelo Rei de Pedra do Dragão como um sinal de R’hllor, pois seus planos inicias limitavam-se em chegar até a Muralha:
Pode ser que me engane com você, Jon Snow. Ambos sabemos o que se diz dos bastardos. Poderá faltar a você a honra de seu pai, ou a perícia de seu irmão com as armas. Mas é a arma que o Senhor me deu. Encontrei-o aqui, tal como você encontrou o esconderijo de vidro de dragão aos pés do Punho, e pretendo usá-lo. Nem Azor Ahai venceu sozinho a sua guerra.
(ASOS, Jon XI)
Stannis também está novamente em seu ambiente, se preparando para uma guerra. Em vez de estar sentado, isolado, derrotado e tendo que decidir se sacrifica uma criança para realizar uma antiga profecia, Stannis está ouvindo relatos de primeira mão de pessoas que viram o inimigo em carne (gelo) e osso. Até pelo Portão Negro o rei se interessa.
Diferentemente de estar apático e entregando o controle dos homens a outras pessoas (como estava fazendo em Pedra do Dragão), Stannis volta a seu papel de comandante com punho de ferro. Os homens da Patrulha notam facilmente a diferença entre os homens do Rei e os homens da Rainha:
Aqueles eram homens do rei, porém; Sam rapidamente tinha aprendido a diferença. Os homens do rei eram tão terrenos e ímpios como quaisquer outros soldados, mas os da rainha eram fervorosos na sua devoção a Melisandre de Asshai e ao seu Senhor da Luz.
(ASOS, Samwell IV)
O sabor da vitória na Muralha também reaviva o senso de justiça de Stannis.
O Rei Stannis mantém bem os seus homens na mão, isso é evidente. Deixa-os saquear um pouco, mas só ouvi falar de três selvagens estupradas, e os homens que o fizeram foram todos castrados.
(ASOS, Samwell IV)
Vestido como um homem comum da Patrulha da Noite, pode-se dizer que o rei está de volta a sua confortável simplicidade. Entretanto, ainda usa um broche com seu coração flamejante.
Estava vestido com os mesmos calções, túnica e botas negras que um homem da Patrulha da Noite usaria. Só o seu manto o distinguia: um pesado manto dourado forrado de peles negras, e preso comum broche coma forma de um coração flamejante.
(ASOS, Jon XI)
Eu não saberia afirmar com certeza, mas ao falar apenas do pequeno broche sem mencionar a coroa, GRRM nos dá a impressão de que Stannis estaria menos disposto a ostentar símbolos religiosos que causassem estranheza. De fato, Stannis chega a Castelo Negro portando dois estandartes, um da Casa Baratheon e outro com o coração flamejante.
Flutuando sobre eles vislumbravam-se os maiores estandartes vistos até então, estandartes reais grandes como lençóis; um amarelo com longas pontas, que exibia um coração flamejante, e outro que era como uma folha de ouro martelado, com um veado negro empinando-se e ondulando ao vento.
Robert, pensou Jon durante um momento louco [...]
(ASOS, Jon X)
Eu não duvidaria que a idéia de usar ambos os estandartes tenha vindo de Davos, pois ele já observara que o veado coroado poderia funcionar para elevar o moral dos aliados da Casa Baratheon e intimidar inimigos:
No topo das ameias da Fortaleza Vermelha flutuavam os estandartes do rei rapaz: o veado coroado de Baratheon no seu fundo dourado, o leão de Lannister sobre carmim. […] O coração flamejante estava por toda parte, embora o minúsculo veado negro aprisionado nas chamas fosse pequeno demais para se ver. Devíamos ter hasteado o veado coroado, pensou. O veado era o símbolo do Rei Robert, a cidade rejubilaria ao vê-lo. Esse estandarte de um estranho só serve para colocar os homens contra nós.
(ACOK, Davos III)
Entretanto, convém observar que, aparentemente, o estandarte Baratheon clássico é maior do que o Coração Flamenjante:
O grande, o dourado com o veado preto, é o estandarte real da Casa Baratheon – disse Sam para Goiva, que nunca antes tinha visto bandeiras. – A raposa comas flores são da Casa Florent. A tartaruga é de Estermont, o peixe-espada é de Bar Emmon e as trombetas cruzadas pertencem aos Wensington.
São todos brilhantes como flores. – Goiva apontou. – Gosto daqueles amarelos, como fogo. Olhe, e alguns dos guerreiros têm a mesma coisa nas blusas.
Um coração flamejante. Não sei de quem é esse símbolo.
Descobriu bastante depressa.
(ASOS, Samwell IV)
O que isso quer dizer? Provavelmente nada, afinal Stannis ainda está firme me sua aliança com Melisandre.
Homens da rainha – disse-lhe Pyp […] -– mas é melhor que não ande por aí perguntando onde está a rainha. Stannis deixou-a em Atalaialeste, coma filha e a frota. Não trouxe mulher nenhuma além da vermelha.
(ASOS, Samwell IV)

É como dizem. Esta é que é a sua verdadeira rainha, e não aquela que deixou em Atalaialeste.
(ASOS, Jon XI)
O rei ainda fala em entregar prisioneiros às chamas como método de execução:
– Enquanto seus irmãos tentam decidir quem deve liderá-los, eu tenho falado com este Mance Rayder. – Rangeu os dentes. – Um homem teimoso, esse, e orgulhoso. Não vai me deixar outra escolha a não ser entregá-lo às chamas.
(Jon XI)
Inclusive, quando Jon Snow aponta que seus votos o impedem de aceitar a oferta de Stannis, Melisandre apresenta argumentos inteiramente baseados em sua fé e ainda fala em queimar represeiros, em um gesto explícito de intolerância religiosa, sem que Stannis lhe faça qualquer reprimenda.
R’hllor é o único deus verdadeiro. Um juramento prestado a uma árvore não tem mais poder do que um juramento prestado aos seus sapatos. Abra o coração e deixe que a luz do Senhor entre nele. Queime esses represeiros e aceite Winterfell como presente do Senhor da Luz.
(ASOS, Jon XI)
Então por que Stannis fica desconfortável quando Melisandre declama diante dos homens da Patrulha que ele é Azor Ahai renascido?
[...] todos pareceram surpreendidos ao ouvir Meistre Aemon murmurar:
A guerra de que fala é a guerra pela alvorada, senhora. Mas onde está o príncipe que foi profetizado?
Ele está na sua frente – declarou Melisandre –, embora não tenha olhos para ver. Stannis Baratheon é Azor Ahai regressado, o guerreiro do fogo. Nele, as profecias cumprem-se. O cometa vermelho ardeu no céu para anunciar a sua vinda, e ele traz a Luminífera, a espada vermelha dos heróis.
Sam viu que as palavras dela pareceram deixar o rei desesperadamente desconfortável. Stannis rangeu os dentes e disse:
Chamaram, e eu vim, senhores. Agora têm de sobreviver comigo, ou morrer comigo. É melhor que se habituem a isso.
(ASOS, Samwell V)
A resposta mais óbvia é a de que ser a reencarnação de um herói mítico o lembra dos problemas que ele enfrentou aproximadamente 1 mês antes em Pedra do Dragão, envolvendo o sacrifício de Edric Storm.
Como dito acima, Stannis parece estar confortável em seu antigo papel de comandante militar e rei. Nós vimos a mesma coisa acontecer após a morte de Renly. O que trouxe Stannis à Muralha foi mais o senso do dever do que as previsões de Melisandre.
Sim, devia ter vindo mais cedo. Se não fosse o meu Mão, poderia nem sequer ter vindo. Lorde Seaworth é um homem de nascimento humilde, mas recordou-me de meu dever, quando tudo aquilo em que eu conseguia pensar era nos meus direitos.
(ASOS, Jon XI)
Aparentemente, Davos foi muito competente em conciliar os deveres de Stannis como herói com suas obrigações como rei sem envolver de maneira alguma a profecia de Azor Ahai:
Tinha posto a carroça antes dos bois, disse Davos. Estava tentando conquistar o trono para salvar o reino, quando devia estar tentando salvar o reino para conquistar o trono. – Stannis apontou para o norte. – É ali que encontrarei o inimigo que nasci para enfrentar.
(ASOS, Jon XI)
Esta versão agnóstica de seu propósito de vida parece ter agradado bastante Stannis e se projeta para o futuro da história, como veremos em A Dança dos Dragões. Por isso os discursos de Melisandre sobre profecias orientais parecem um pouco fora do contexto quando ele fala aos irmãos negros.
É interessante notar também que pode ser simplesmente que Stannis continue cético quanto a ser Azor Ahai. Principalmente depois que Melisandre deixou ser enganada por Davos, bem de baixo de seu nariz. Aliás, se o cavaleiro das cebolas refletisse sobre o que a própria Melisandre lhe disse sobre o dom para ver as chamas, poderia até alegar para Stannis que a visão que ele viu no fogo deveria ser uma farsa. A sacerdotisa diz que a leitura das chamas requerem anos de prática e zomba de sor Axell por ter-se dito capaz (talvez porque tenha sido ela quem forjou imagens nas chamas enquanto mostrava a ele):
– O fogo é uma coisa viva – a mulher vermelha tinha dito, quando lhe pediu que o ensinasse a ver o futuro nas chamas. – Está sempre em movimento, sempre em mudança... como um livro cujas letras dança me se movimentam mesmo enquanto se está tentando lê-las. São precisos anos de treino para ver as silhuetas por trás das chamas, e mais anos ainda para aprender a distinguir as silhuetas daquilo que irá acontecer das que mostram o que poderá acontecer ou o que já aconteceu. Mesmo então, é difícil, difícil. Vocês, os homens das terras do poente, não compreendem. – Davos perguntou-lhe então como Sor Axell tinha aprendido tão depressa o truque, mas ao ouvir isso ela limitou-se a dar um sorriso enigmático e dizer: – Qualquer gato pode fitar uma fogueira e ver ratos vermelhos brincando.
(ASOS, Davos VI)
Porém, eu não acredito que seja o caso. Davos não deve ter feito esta conexão. Caso contrário, o comportamento de Stannis seria outro. O Baratheon do meio tem uma tolerância pequena a ser feito de bobo.
Os homens da Patrulha aprendem isso rapidamente com a eleição do novo Lorde Comandante. A demora na escolha deixa o rei furioso a ponto de Stannis fazer diversas ameaças e gestos tolos de vingança, como quando ele deixa os homens da Patrulha ajoelhados por muito tempo sem dar licença para que eles levantem da saudação.
O rei estava zangado. Sam viu-o de imediato. Enquanto os irmãos negros entravam, um a um, e ajoelhavam na sua frente, Stannis afastou o café da manhã de pão duro, charque e ovos cozidos, e olhou-os friamente. A seu lado, a mulher vermelha, Melisandre, parecia achar a cena divertida.
O Rei Stannis manteve os irmãos negros de joelhos durante um tempo extraordinariamente longo.
(ASOS, Samwell V)
O rei também já havia confidenciado a Jon Snow que iria sovar o novo Lorde Comandante a fim de instalar os selvagens na Dádiva:
Vou instalá-los na Dádiva, depois de arrancá-la de seu novo Senhor Comandante.
(Jon XI)
E completa:
Não sou um homem paciente, como os seus irmãos negros estão prestes a descobrir.
(Jon XI)
Mais tarde, Samwell usa estes posicionamento de Stanis para criar um boato de que o rei pretende ele mesmo nomear o próximo Lorde Comandante. Mas não só ele. Os rumores também estão sendo utilizados pelos apoiadores de Janos Slynt.
Se permitirmos que Stannis escolha nosso Senhor Comandante, transformamo-nos em seus vassalos em tudo menos no nome. Não é provável que Tywin Lannister se esqueça disso, e você sabe que será Lorde Tywin quem vai ganhar no fim. Já derrotou Stannis uma vez, na Água Negra.
(ASOS, Jon XII)
Porém, Stannis realmente planejava interferir na eleição da Patrulha?
O rei de Pedra do Dragão fez algumas ameaças contundentes aos irmãos negros que parecem indicar que ele está realmente disposto a interferir nas escolhas da Patrulha.
[...] Seus irmãos escolherão um Senhor Comandante esta noite, caso contrário eu farei desejarem que tivessem escolhido.
(ASOS, Samwell V)
Até mesmo depois de que o processo estava acabado, Stannis continuava ameaçando remover Jon do cargo caso fosse contrariado.
[…] Disseram-me que você é o nonocentésimo nonagésimo oitavo homem a comandar a Patrulha da Noite, Lorde Snow. O que você acha que o nonocentésimo nonagésimo nono diria sobre esses castelos? A imagem de sua cabeça em uma lança poderia inspirá-lo a ser mais prestativo. – O rei pousou sua brilhante espada sobre o mapa, ao longo da Muralha, o aço brilhava como a luz do sol na água. – Você só é Senhor Comandante com meu consentimento. É bom que se lembre disso.
(ADWD, Jon I)
O clima de interferência é tão intenso que isso torna verossímil os boatos que tanto Samwell quanto Alliser Thorne inventaram. Porém, também é forte entre os irmãos a noção de que a interferência é ilegal, como afirma Denys Mallister.
Concordo que seria um dia negro na nossa história se um rei nomeasse o nosso Senhor Comandante.
(ASOS, Samwell V)
Então como explicar que uma pessoa reta como Stannis estaria tentando fazer manobras ilegais para obter um homem que lhe fosse favorável no comando da Patrulha? A resposta é bastante óbvia: ele não está.
Stannis sabe que, se quisesse, poderia facilmente dobrar a Patrulha.
Eu tenho três vezes mais homens do que vocês. Posso ocupar as terras, se quiser, mas preferiria fazer isso legalmente, como seu consentimento.
(ASOS, Samwell V)
Todo este som e fúria de ameaças e protestos são o modo que Baratheon encontrou de fazer com que a burocracia dos irmãos negros não atrapalhe a campanha que ele mal iniciou.
A Senhora Melisandre disse-me que ainda não escolheram um Senhor Comandante. Estou descontente. Quando tempo mais esta loucura vai durar? […] Tenho cativos cujo destino deve ser decidido, um reino que precisa ser posto em ordem, uma guerra a travar. Escolhas têm de ser feitas, decisões que envolverão a Muralha e a Patrulha da Noite. Por direito, o seu Senhor Comandante deveria ter algo a dizer nessas decisões. [...] Se por acaso Lorde Janos aqui for o melhor que a Patrulha da Noite tema oferecer, rangerei os dentes e engolirei esse fato. Não me importa nada quem de seus homens será escolhido, desde que façam uma escolha.
(ASOS, Samwell V)
O rei fala isso mais de uma vez.
Poupe-me de sua bajulação, Janos, que não lhe servirá de nada. […] – Não é meu desejo imiscuir-me em seus direitos e tradições.
(ASOS, Samwell V)
Quanto a Stannis ter mostrado inclinação a retirar seu consentimento com a escolha de Jon, literalmente ameaçando matá-lo, deve ser observado que Stannis poderia ter cumprido suas ameaças naquela oportunidade, mas não o fez. Baratheon provavelmente estava querendo descontar a rasteira sofrida Jon ter sido eleito antes mesmo de aceitar ou negar a oferta de se tornar Senhor de Winterfell. Por isso, todas as ameaças que fez foram vazias, assim como são quase todas, segundo Melisandre:
A mulher vermelha desceu a escada ao lado deJon. – Sua Graça está gostando cada vez mais de você.
Percebi. Ele só ameaçou cortar minha cabeça duas vezes.
Melisandre riu.
São seus silêncios que você deve temer, não suas palavras.
(ADWD, Jon I)
Antes de encerrar as análises de A Tormenta de Espadas, eu gostaria de lhes deixar com um pequena questão que eu não soube responder:
Por que Stannis lembra Catelyn a Jon?
Mas não foi o rosto de Lorde Eddard que viu flutuando na sua frente; foi o da Senhora Catelyn. Com os seus profundos olhos azuis e a boca dura e fria, parecia-se um pouco com Stannis. Ferro, pensou, mas quebradiço. Ela o olhava daquela maneira como costumava olhá-lo em Winterfell, sempre que ele se sobrepunha a Robb nas espadas, nas somas, ou em qualquer outra coisa. Quem é você?, sempre lhe parecia que aquele olhar dizia. Este não é o seu lugar. Por que está aqui?
(ASOS, Jon XII)
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.12 10:40 TiaSayu É pecado uma mulher não ser Feminista? Reflexão do chuveiro.

Vim aqui desabafar uma vez mais e ver a opinião alheia sobre o assunto. E saber o que as pessoas acham sobre este comportamento vindo do movimento Feminista.
!!!ATENÇÃO!!!Por se tratar de um assunto delicado e polêmico. Quero ressaltar que estou opinando com base no meu conhecimento próprio (Pois já fui feminista no meu tempo de escola) na experiência que vivenciei, e pela a própria analise (Sim, eu estudo sobre o assunto). Apenas acho interessante compartilhar minha opinião e discutir de forma saudável com outras pessoas... Então pessoal, paz e amor nos comentários ♥
Então pessoal, vim aqui questionar e tentar fazer um pensamento filosófico com as mulheres (Homens também podem deixar sua opinião sobre o assunto) Sobre este movimento que tem ganhado fama e força nos últimos anos. Fui feminista na época de colegial e notei uma certa estranheza vindo do comportamento de minhas ''amigas de batalha'' com relação as pessoas ao seu redor... Eram extremamente arrogantes em muitos sentidos: Não aceitavam ajuda de homens, apenas de mulheres; Questionava e implicava sobre qualquer oportunidade minima que podiam; Julgavam continuamente garotas de ''família'' que claramente eram mais conservadoras em alguns sentidos, tentava de diversas maneiras, configurar a estética das pessoas (''Não use sutiã'' - ''Sério que você vai usar vestido?'' - ''Ah corte o seu cabelo.'' );Tendo aquelas que não se sentiam representadas pelo o movimento também sendo um alvo em potencial, e dentre outros comportamentos levemente desagradáveis e sem qualquer educação. Após presenciar isto comecei a notar que, em algumas situação, eu não era tão diferente. A ideia de independência pessoal que eu tinha era completamente distorcida e grosseira, do qual anulava minha humildade de modo geral. Senti que tinha algo errado e que eu deveria tentar ver e estudar mais sobre... Comecei a conversar com pessoas cujo não eram do movimento, e captei opiniões de cada um sobre o mesmo tema, e o resultado me surpreendeu pelo o simples padrão de comportamento que cada depoimento transmitiu.
Resumidamente, os depoimentos de modo geral contam com a maior parte a agressividade tanto verbal e até mesmo Física! A falta de empatia em si, comportamentos muito na defensiva, negação de qualquer opinião opositora, e contradições nos ''fatos'' vindos da boca de feministas diferentes (Aquele famoso ''Ah, mas o meu feminismo não é assim'' e etc). Após isto refleti um pouco mais, e realmente encontrei tais semelhanças nos boatos, usando de exemplo até mesmo as redes sociais (Que costuma ser pior, envolvendo até ameaças com o uso da violência. Sim galera... Mulher desejando estu*** para a outra... e ódio gratuito ''O que não é uma novidade...'' ) Não satisfeita, pesquisei na internet, livros, historiadores, peritos no assunto de ambos os lados da ideologia, tanto daquele que é contra quanto de quem é favor, e assim por diante...
Não irei revelar o que eu descobri, pois acredito que: Aquele que não quer ouvir criticas sobre algo que defende, não vai de fato, pesquisar os contras. Quero que as pessoas pesquisem por elas mesmas e que adquirem o habito de sempre questionar, sempre perguntar se realmente o que ela defende é o certo, ou apenas um calor do momento ou influência de pessoas importantes.. (Outro motivo tbm, é por que existe MUITO... Mas MUITO material para ser pesquisado. Se eu for escrever tudo o que eu descobri, o texto vai ficar maior do que já está....)
MINHA VISÃO SOBRE O TEMA EM GERAL:Para mim, mulher nenhuma precisa do feminismo. NENHUMA!A mulher, ela tem que aceitar a essência natural dela. Ela tem que entender que sinônimo de mulher forte não é condenar costumes tradicionais, defender o abor**, contrariar religiões, forçar as pessoas a se converter para o movimento e mudar quem elas são... Dividir os gêneros e desejar a extinção de uma delas (MULHER= BOM/ HOMEM= MAL), e ainda mais, banalizar a família e a famosa ''dona de casa'', defender e incentivar garotas a serem ''surtadas'', atacando outras que não são feministas e todos os homens que lhe convêm... Aonde o empoderamento é a traição (Pega todos) e o divórcio (Na visão habitual. Isso significa que não são mais escravas da casa, e que estavam ''presas'' pela aliança do casal e pela as próprias crias.'')Ou seja... DESTRUIR O QUE É DE FATO, UMA MULHER.
Entendam: A mulher ela é forte por natureza e não precisa sair as ruas gritando, ameaçando homens e mulheres para provar isto. O que seria do mundo sem as mulheres e seu amor e carinho? E sem os homens para testemunhar esse amor e protegê-las? Ou seja, SOMOS UMA DUPLA NATURAL QUE VIVE EM UM CICLO DE DEPENDÊNCIA INFINITA... em resumo, precisamos deles e eles precisam de nós... Mulheres tem uma essência tão bela que não é difícil de perceber em algumas. Elas transmitem o amor, carinho e a preocupação com todos que consideram. São capazes de dar a vida por quem amam e não pensariam duas vezes ao fazê-lo, são seres que se esforçam para ser o orgulho e serem lindas do jeito que são. Elas são as companheiras da vida, aquelas com o poder de fazer nascer a piedade e a bondade no coração dos homens e tudo isso é prova deste da existência... Seres delicados que pouco importam se estão de calça, ou vestido, se é princesinha ou a rebelde irada... são fortes e incríveis do mesmo JEITO e merecem de FATO o Respeito. E MULHER NENHUMA precisa do feminismo para se sentir assim, pois elas JÁ SÃO ASSIM....
(Só avisando que do mesmo jeito que tem nego sem vergonha, não significa que a mulher é uma santa pura, não confunda as coisas....)
Achou mesmo que os homens ficariam de fora? Não mesmo ♥O que seria de nós sem os homens? Sempre dispostos a igualmente nos proteger e cuidar de nós, não por que mulheres são frágeis e indefesas... Mas sim por que há homens que realmente ama sua esposa, amiga, filha, irmã e mãe que, sem pensar, entregaria sua vida por elas. Lutaram nas guerras para que, muitas vezes, não fosse necessário nossa ausência. Trabalham para tentar dar uma vida de conforto e luxo para seus filhos e esposa, tentam agradar e afasta-la de esforços da vida... Sentem gratificação em dar dinheiro e presentes para esposa, não por que ela não é capaz de gerar o próprio sustento, mas sim, por ter o prazer em vê-la feliz e satisfeita... Há homens que também choram e mal conseguem viver quando sua flor falece, se sentem incapazes e mal tem forças para continuar. Há homens que trabalham PRA CARAMBA para ganhar muitas vezes quase nada... E ainda dar um agrado a esposa ou alguém que ama, pois é o sorriso dela que motiva a luta e traz o alivio do qual faz ele ganhar o dia. Homens de verdade se sentem incomodados quando uma mulher inocente é descriminada por outro e tentam defendê-la, assim como aquele que ama vai sempre te apoiar nas vitorias e nas perdas, sempre provando diversas vezes que você é a rainha dele e pronto!
Sim, existem homens e mulheres assim... Não somos inimigos mas sim feitos para coexistir e não dividir... Sei que o mundo é um ruim e tudo isso pode ser um sonho impossível... Mas esse tipo de pessoa recupera totalmente minha fé na humanidade e me faz entender cada vez mais que o feminismo é inútil, um câncer infelizmente.
Espero não ter ofendido ninguém (O que acho impossível) e espero que aqueles que não concordam, que pelo menos tentem entender o ponto de vista antes de me apedrejar e.e Estou disposta a entrar em derivações do assunto e discuti-los tbm ^^
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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.08.31 05:07 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 7)

O objetivo inicial de Stannis era sentar no Trono de Ferro. Minha impressão é que esse era o plano desde que ele abandonou Porto Real. Outros leitores alegam que esta intenção surgiu apenas depois da morte de Robert. Qualquer que seja o caso, todos devemos concordar que este era o objetivo ao menos desde o Prólogo de A Fúria dos Reis.
Por sua vez, Melisandre já alegava que o rei era a reencarnação de Azor Ahai. Talvez já pensasse assim antes. Mas não sabemos. Tudo que sabemos é que a mulher vermelha promoveu Stannis a herói renascido e nunca o tirou do altar.
Até Tormenta de Espadas, Stannis nunca havia se identificado com o papel de Azor Ahai. Só seguia os conselhos da feiticeira de Asshai para tentar reverter a desvantagem que Renly havia lhe imposto. Depois que conseguiu precisava para combater seus inimigos, até a colocou na geladeira. Atacou Porto Real apenas como Stannis Baratheon, não Azor Ahai, algo que Melisandre não tardou em usar isso contra ele, depois que retornou derrotado à Pedra do Dragão.
Ela voltou a afirmar que ele era um herói renascido e, derrotado e desmoralizado, Stannis começou a lhe dar ouvidos. Ela lhe mostrou uma visão no fogo, falou de uma guerra contra a escuridão, disse que poderia acordar um dragão da pedra, requisitou sangue de um rei e temperou a fábula de Azor Ahai de modo que o herói também era um rei legítimo.
O truque de Martin foi deixar Stannis e Melisandre muito tempo a sós, pensado que Davos havia falecido. Depois o truque foi Davos retornar com um plano para matar a sacerdotisa, o que o tornava mais um traidor. O rei só chama Davos porque Melisandre requisita, mas nem a feiticeira nem Baratheon poderiam prever que o cavaleiro das cebolas atiraria verdades duras a seu suserano.
Stannis fica impressionado, e provavelmente abandona a noção de que Davos era um traidor, pois pergunta por que o cavaleiro queria matar a mulher vermelha. Depois que percebe que as razões eram pessoais (e não para traí-lo), o rei de Pedra do Dragão começa a abrir o jogo, mas de modo confuso e atrapalhado. Provavelmente porque não ele não sabe do que está falando. Só está repetindo o que ouviu de Melisandre.
O objetivo de Baratheon agora é lutar na “grande batalha” e unir toda Westeros contra o Grande Outro. É um plano parecido com o anterior, mas agora Stannis precisa abandonar a ideia de simplesmente ‘tomar o trono’ para abraçar o ideal de ‘unir o reino’. À semelhança de Aegon, o papel agora é acabar com as disputas internas e consolidar a figura de um único governante. Mas tal como Aegon, precisa-se de um dragão. Para conseguir o dragão Edric Storm deve ser sacrificado.
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor. […] – Dê-me o garoto, Vossa Graça. É a maneira mais segura. A melhor maneira. Dê-me o garoto e acordarei o dragão de pedra.
(ASOS, Davos IV)
Mas como é possível unir o reino sem antes tomar o trono? Não são ideias que redundam no mesmo ponto? Segundo o discurso legalista de Stannis, não. Tendo Stannis a convicção de que o reino e trono já são seus, diminui-se a urgência de tomá-los.
Não é questão de desejo. O trono é meu, como herdeiro de Robert. Essa é a lei. Depois de mim, deve passar para a minha filha, a menos que Selyse finalmente me dê um filho. – Passou três dedos levemente pela mesa, sobre as camadas de verniz liso e duro, escurecido pela idade. – Eu sou rei. Os quereres não entram nisso.
(ASOS, Davos IV)
Este discurso convenientemente repetido por Baratheon é a brecha para que permite a Stannis aceitar outros rumos que não atacar Porto Real novamente. Não fosse assim, por que ele sequer daria ouvidos a um plano de Axell Florent e Salladhor Saan para atacar a Ilha da Garra? Ou então por que Stannis esperaria tanto tempo para que Melisandre comprovasse a eficácia de suas promessas?
De todo modo, o discurso de que o título lhe pertence, aconteça o que acontecer cai como uma luva em sua nova mentalidade de herói mítico. Mais tarde será este discurso que autorizará que Stannis deixe Pedra do Dragão para responder ao pedido de ajuda da Patrulha descoberto por Davos. O rei viu a visão no fogo e aquilo o fez relativizar a buscar pelo trono.
Com meus próprios olhos. Depois da batalha, quando estava perdido em desespero, a Senhora Melisandre pediu-me para fitar o fogo da lareira. […] o que vi foi real, apostaria nisso o meu reino.
E foi o que fez – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)
Mas os discursos dos personagens não veem sempre em seu auxílio. As vezes, ele são uma arma para ser usada contra ele. Esta é a razão pela qual Stannis fez de Davos sua Mão. Mas também é a razão pela qual Davos não será punido pela flagrante traição em traficar Edric Storm para Lys.
Ao condenar um eventual ataque a Ilha da Garra, Davos fez Stannis perceber que puniria homens como ele mesmo: que estavam obedecendo ordens de seu senhor contra o rei. Quando leu o pedido de ajuda da Patrulha da Noite, Davos usou a visão que Stannis e Melisandre lhe haviam contado e as profecias da grande guerra contra eles mesmos. Se Baratheon agisse diferentemente naqueles momentos, estaria virtualmente demonstrando que não era rei, herói ou sequer o Stannis que ele conhecia.
Não quero dizer com isso que Stannis não sofre transformações ao longo de A Tormenta de Espadas. Pelo contrário. O rei muda muito o seu discurso de um capítulo para o outro neste livro. O final do Davos IV e o começo de Davos V são espelhos um do outro. A situação modifica-se rapidamente quando as circunstâncias forçam o rei derrotado a admitir que Melisandre pode ter razão sobre o sangue de rei. Porém, nem todas as mudanças vieram em favor da tese de Melisandre. Ao dar alguma razão à feiticeira na mesma medida em que lhe retirava, Martin objetiva criar mais conflito interno no personagem, forçando Stannis a tomar uma decisão que refletisse sua personalidade da forma mais autêntica possível.
Primeiro, falemos das suspeitas que surgem de um capítulo para o outro.
Stannis antes achava que R’hllor deveria escolher alguém melhor, se achando inadequado para o destino que lhe era imposto. Entretanto, ao reparar que R’hllor escolhe como seus instrumentos os homens mais pífios e desonrosos, Baratheon passa a duvidar da lisura de seu deus.
O Senhor da Luz devia ter feito de Robert o seu campeão. Por que eu?
Porque é um homem reto – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)

Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.
R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.
(ASOS, Davos V)
Por outro lado, após ser persuadido por Davos a não atacar a Ilha da Garra, Stannis falava em trazer justiça para cada pessoa nos sete reinos, independente da classe. No capítulo seguinte, porém, vislumbrando a chance de angariar apoio político fácil, fala que oferecerá indultos totais aos traidores que perderam seus reis para as sanguessugas de Melisandre. Mais do que qualquer coisa, essa passagem demonstra o quanto Stannis estava ávido para se livrar do dilema moral envolvendo o sacrifício de Edric.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ADWD, Davos IV)
...
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender…
(ASOS, Davos V)
Outra dúvida que acomete Stannis tem relação com a própria credibilidade das visões no fogo. Na primeira conversa, Stannis tem uma convicção profunda sobre o significado do que viu nas chamas. A seguir, mostra-se cético. Eu diria que, aqui, o rei está desdenhando do sucesso das sanguessugas com base nas previsões ambíguas que Melisandre fez no passado. Outra tentativa de se esquivar do sacrifício do bastardo de Robert.
A convicção na voz do rei assustou Davos profundamente.
(ASOS, Davos IV)
...
Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.
(ASOS, Davos V)
Porém, Melisandre conseguiu incutir algumas ideias em Baratheon. Quando libertou o Cavaleiro das Cebolas, Baratheon elogiava Edric Storm e se mostrava enfurecido por pensarem que ele o faria mal. Na segunda conversa, contudo, depois que Melisandre tanto destaca quanto o bastardo era a encarnação de uma afronta (e até mesmo de uma maldição) contra o rei, ele passa a expressar uma opinião negativa sobre o garoto.
O garoto encantou-o? Tem esse dom […]. Penrose preferiu morrer a entregá-lo. – O rei rangeu os dentes. – Isso ainda me enfurece. Como ele pôde pensar que eu iria fazer mal ao garoto?
(ASOS, Davos IV)
...
Já estava farto desse maldito garoto antes mesmo de ele nascer – protestou o rei. –Até o nome dele é um rugido aos meus ouvidos e uma nuvem negra que paira sobre a minha alma.
(ASOS, Davos V)
Por fim, enquanto que primeiramente o rei insistia a Melisandre que pensar em dragões era alimentar uma esperança tola, mais tarde ele mesmo passa a fantasiar com as possibilidades.
Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres.
(ADWD, Davos IV)
...
Seria uma coisa maravilhosa vera pedra ganhar vida – admitiu de má vontade. – E montar um dragão... [...] Robert tirou os crânios das paredes quando colocou a coroa, mas não suportou a ideia de mandar destruí-los. Asas de dragão sobre Westeros... isso seria uma...
(ASOS, Davos V)
Neste momento Davos interrompe Stannis para combater os argumentos de Melisandre. Tal qual havia feito antes ao criticar o plano de Sor Axell, o cavaleiro das cebolas desempenha o papel do advogado de defesa. Tal qual havia feito anteriormente, Stannis deixa seus conselheiros debaterem livremente, como se a altercação acontecendo na corte fosse um reflexo de seu próprio conflito interno.
Os argumentos da nova Mão do Rei não são novos. São os mesmos que Stannis já havia apresentado à feiticeira e, por isso, Melisandre tem resposta para todos. No fim, porém, Davos inova argumentando que nem todos as sanguessugas haviam causado o efeito prometido.
Duvida do poder de R’hllor? [...]
Até um contrabandista de cebolas sabe distinguir duas cebolas de três. Falta-lhe um rei, senhora.
Stannis resfolegou uma risada.
Ele pegou-a, senhora. Dois não é igual a três.
(ASOS, Davos V)
Stannis mal conseguiu conter sua alegria. Davos apontou uma brecha que o livrava de ter que reconhecer que Melisandre tinha razão, algo que ele estava resistindo a fazer até aquele momento. A alegria, contudo, dura pouco. A feiticeira mostrasse confiante de que Joffrey morrerá em circunstâncias que evidenciarão o poder do sangue de Edric. Stannis fica contrariado e termina a discussão ainda insistindo no argumento de Davos.
Com certeza, Vossa Graça. Um rei pode morrer por acaso, até dois... mas três? Se Joffrey morrer, no meio de todo o seu poder, rodeado por seus exércitos e sua Guarda Real, isso não mostraria o poder do Senhor em ação?
Talvez mostre. – O rei falou como se se ressentisse de cada palavra.
Ou talvez não. – Davos fez o melhor que pôde para esconder o medo.
[…] Dois é diferente de três. Os reis sabem contar tão bem quanto os contrabandistas. Podem ir. – Stannis virou as costas a eles.
(ASOS, Davos V)
A discussão é encerrada, mas Davos sabe que o conflito interno de Stannis está longe de terminado, por isto ele fica para trás para repisar os pontos em que a opinião de Stannis não mudou:
  1. Edric é de seu sangue
  2. Edric é inocente
  3. Edric e Shireen se afeiçoaram.
Davos ainda quis repetir o nome do garoto a fim de humanizá-lo, pois Stannis teimava em não pronunciar seu nome.
Como era esperado, nada disso tem efeito. Até porque todos estes argumentos foram trazidos pelo próprio Stannis contra Melisandre. Ao voltar a eles, Martin apenas nos demonstra que Baratheon não descartava sacrificar Edric apesar daquilo tudo. O rei até pronuncia o nome de Edric, demonstrando que humanizá-lo não o faria temer mandá-lo para morte.
Martin fecha este pequeno arco de mudança de opinião com um último espelhamento. Em um capítulo, Stannis manda tirar Davos de sua cela. No seguinte, ameaça justamente jogá-lo de novo nas masmorras. Esse é o sinal de que Stannis não admite mais contestação, pois a possibilidade de entregar Edric a Melisandre já é quase uma realidade.
Vá – disse o rei por fim– antes que consiga se levar de volta à masmorra.
(ASOS, Davos V)
Entretanto, se o sacrifício não acontece depois, o que Martin quis com todo esse arco? E por que vimos Stannis se humanizar e não atacar a Ilha da Garra (um ato “maligno”, segundo ele mesmo), para que logo depois ele esteja em conflito sobre sacrificar uma criança inocente? Tanto o ataque a Ilha da Garra quanto o sacrifício de Edric não aconteceram. O que Martin quis mostrar com isso tudo?
Toda essa volta serviu para estabelecer as diferenças, dentro de um espectro de moralidade, entre os personagens em Pedra do Dragão.
Desde que fomos apresentados a Stannis em A Fúria dos Reis nos tornamos cientes que suas famosas honra e moralidade não são tão rígidas como se fala. Elas se curvam ao cumprimento dos deveres associados aos papéis sociais que ele assume e ao utilitarismo de desempenhá-los à risca. Em outras palavras, Stannis está sempre atento a desempenhar o papel que esperam dele.
Em A Tormenta de Espadas, Stannis admite isso com todas as letras. Quando lhe foi apresentado o dilema da Rebelião de Robert, entre seguir seu irmão e lorde e se tornar um rebelde ou seguir seu rei e manter-se um legalista, Stannis pensou que os laços de sangue eram mais importantes.
Escolhi Robert, não escolhi? Quando esse duro dia chegou. Escolhi o sangue em detrimento da honra.
(ASOS, Davos IV)
No dilema envolvendo Edric, entretanto, Stannis está sendo forçado a abandonar até mesmo seu sangue em prol de uma profecia que tanto salvará o mundo quanto lhe dará o reino. Diferentemente da Rebelião, Stannis agora é o rei e não o rebelde (na cabeça dele ,claro). Não é mais uma questão de lealdades ou legalidade, mas a escolha entre vidas a salvar e um reino para pacificar.
É claro que, como a única fonte de informações é Melisandre, Stannis exige evidências de que ambas as coisas realmente acontecerão, caso ele decida sacrificar o bastardo do irmão. Stannis é um homem desconfiado e orientado por evidências. Não quer fazer um movimento baseado em simples wishful thinking. Entretanto, Melisandre concede as garantias. Lhe fornece uma visão no fogo que o impressiona muito e realiza o ritual com as sanguessugas que “resulta” na morte dos outros três reis ainda vivos na Guerra dos Cinco Reis. Porém, vale mencionar, ainda assim Stannis pedia por garantias.
Jura que não há outra maneira? Jure por sua vida, porque juro que morrerá devagarinho se mentir para mim.
(ASOS, Davos VI)
Sendo assim, a conclusão óbvia é que o rei pode até ser alguém disposto a atos grotescos, mas ele somente os leva a cabo quando têm utilidade verdadeira. Inclusive, esta é a razão pela qual ele concorda com Davos de que atacar a ilha da Garra seria um expediente maligno. Ele não só iria punir as famílias inocentes de homens que lhe serviram com lealdade como não tiraria nada de realmente útil deste ataque, apenas saque.
Já com Edric Storm, o dilema que Martin impõe ao personagem se encaixa no padrão de “O que é a vida de um em comparação” e “As necessidades de muitos”, tropes normalmente associadas à busca pelo bem maior – o que não necessariamente coloca Baratheon na condição de herói, mas tampouco necessariamente o rebaixam à condição de vilão ou de antagonista.
Em verdade, mesmo depois da repentina mudança de opinião sobre Edric, o rei nunca deixou de considerar sua inocência e as consequências nefastas que viriam do ato, especialmente no que se referia a possíveis acusações de fratricídio. Stannis associa este tipo de postura a uma necessidade de cumprimento de seu dever como Azor Ahai e rei.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias... um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta... fala de sinais e jura que apontam para mim. Nunca pedi isso, assim como não pedi ser rei. Mas vou me atrever a não lhe dar ouvidos? – rangeu os dentes. – Não escolhemos o nosso destino. Mas temos... temos de cumprir o nosso dever, não é? Grande ou pequeno, temos de cumprir o nosso dever. Melisandre jura que me viu em suas chamas, enfrentando a escuridão com a Luminífera erguida bem alto. Luminífera!
(ASOS, Davos V)
Alegar que ‘não pediu’ para estar naquela situação é um gesto clássico de Stannis quando é colocado em uma situação que exige que ele tome escolhas difíceis. Stannis é um homem que dá muita importância ao preenchimento de papéis sociais, seja como irmão mais novo, conselheiro, marido, rei ou herói mítico renascido. Por essa razão conclui não ter controle sobre o próprio destino, que apenas lhe resta agir conforme seu papel.
Afinal, a lição que tirou na infância do caso do falcão Asaltiva foi que tentar agir em desconformidade com sua condição é algo ineficaz, que somente o coloca no papel de bobo. Isso condicionou a vida do Baratheon do meio à busca de desempenhar seu papel da forma mais eficiente e em conformidade com as suas condições. Assim, sua vida foi moldada na obediência aos seus deveres.
Quando era rapaz, encontrei um açor ferido e tratei dele até que recuperasse a saúde. Chamei-o Asaltiva. Costumava se empoleirar no meu ombro, esvoaçar de sala em sala atrás de mim e comer na minha mão, mas não voava alto. Uma vez ou outra levei-o à caça, mas nunca subiu mais alto do que as copas das árvores. Robert chamou-o Asafraca. Ele tinha um falcão-gerifalte chamado Trovão que nunca errava um ataque. Um dia, nosso tio-avô, Sor Harbert, disse-me para experimentar outra ave. Disse que estava fazendo papel de idiota com Asaltiva, e tinha razão.
Assim, todo o dilema enfrentado pelo rei de Pedra do Dragão centrava-se em comprovar a eficácia do método proposto por Melisandre, a fim de não fazer papel de bobo caso fosse uma furada. Stannis estava disposto a sacrificar alguém de seu sangue se conseguisse acordar um dragão e unir o reino sob seu comando para liderar a batalha contra as trevas. O que ele não estava disposto era a ser mais um idiota nas páginas da história, que pensava ter achado a fórmula para obter um dragão, mas no fim acabava morto ou humilhado.
– Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres. Cara-Malhada é o único bobo de que precisamos neste rochedo esquecido por deus. Você temas sanguessugas. Faça o seu trabalho.
(ASOS, Davos IV)
Esta visão utilitarista é a postura de Stannis.
A postura adotada por Melisandre, Selyse e Axell é algo inteiramente distinto.
A diferença crucial entre Stannis, Selyse e Axell é que apenas o rei sente-se moralmente impedido de realizar o sacrifício, muito embora Edric também seja do sangue de todos eles. A rainha e o castelão não somente descartam completamente a humanidade e a inocência de Edric Storm, como eles fecham aos olhos ao fato de que “o bastardo de Robert” também é “o bastardo de Delena Florent”.
Edric é filho da prima de Selyse e, por força do casamento com Stannis, seu sobrinho. Já Axell é tio-avô do garoto. Figurativamente falando, o sangue Florent corre tão intenso nas veias de Edric quanto o sangue Baratheon. Este é um detalhe grandemente esquecido tanto pelo leitor quanto pelos personagens, mas que estabelece uma grande diferença de caráter entre Stannis e os Florent.
O rei não ignora o valor da vida que está tirando. A inocência e o fratricídio constituem obstáculos morais sérios para ele. Stannis tampouco deseja patrocinar um fiasco com sangue e desonra. Já Selyse acredita piamente no papo de Melisandre de que Edric conspurcou seu casamento e impôs uma maldição em seu ventre, impedindo-a de gerar filhos homens.
Robert e Delena profanaram a nossa cama e fizeram cair uma maldição sobre a nossa união. Esse garoto é o sujo fruto de sua fornicação. Levante esta sombra de meu ventre, e eu lhe darei muitos filhos legítimos, eu sei que sim.
(ASOS, Davos V)
Axell Florent é um homem ambicioso que vê traidores em todo lado, que está mais do que disposto a lançar à fogueira aqueles de seu sangue (no caso, seu irmão Alester).
Porém, é preciso ressaltar que a miopia de Axell não é condicionada apenas a sua ambição. Ele não apenas estava apoiando o sacrifício de Edric enquanto tinha chances de ser nomeado Mão. Mesmo depois que Davos passa a ocupar o cargo, Axell continua a fazer eco aos gritos de Selyse.
Assim, fica claro que a rainha e o castelão não hesitariam de entregar às chamas alguém inocente de seu próprio sangue caso Melisandre assim requisitasse.
Quanto à própria sacerdotisa de Asshai, pouco podemos inferir sobre sua moralidade. Entretanto, os argumentos que ela apresenta a Stannis parecem indicar que Edric não seria o primeiro inocente que ela sacrificaria na vida.
O Senhor da Luz aprecia os inocentes. Não há sacrifício mais precioso.
(ASOS, Davos V)
Portanto, o ponto de Martin com a “ameaça de sacrifício” era permitir que os leitores contemplassem o caráter de cada personagem envolvido para que soubéssemos “quem eles eram quando estava escuro” e, em contraste, notássemos que, por mais ambicioso, orgulhoso e estrito que Stannis fosse, não seria facilmente convencido a sacrificar o bastardo de seu irmão, mesmo quando as pessoas a seu redor estavam convencidas.
Ele está com eles, mas não é um deles, pensou Davos.
(ASOS, Davos VI)
No fim, entretanto, Edric Storm apenas sobreviveu por intervenção de Davos. A pergunta que fica com o leitor é: O que aconteceria em uma situação parecida se Davos não estivesse por perto?.
Mas isso é tema para outro texto.
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2020.08.22 03:24 frdnt A estrada para a Vila Acidentada

O texto abaixo é uma tradução de um artigo originalmente publicado no blog de Cantuse. Ele é o 9º texto de uma série de teorias que ele chama de “O Manifesto”.
O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO I
O volume anterior [deste manifesto] não mediu esforços para estabelecer que Stannis, Melisandre e Mance conspiraram para resgatar Arya Stark.
Os detalhes desse resgate foram, até agora, vagos. O Volume II do Mannifesto visa detalhar precisamente a totalidade das jornadas de Mance ao longo de A Dança dos Dragões e além.
Sabemos que Mance primeiro deixou Jon com o objetivo declarado de resgatar Arya Stark. No entanto, o Volume I mostrou com detalhes meticulosos que o resgate também era necessário para ajudar Stannis.
Após o último encontro de Jon com Mance no capítulo de Melisandre, não o vemos novamente até o capítulo O Príncipe de Winterfell no castelo dos Stark.
O que aconteceu entre esses dois períodos?
Responder a esta pergunta requer uma análise detalhada das razões para Mance estar em Castelo Negro e qual era seu objetivo imediato ao partir. Para esses fins, este verbete do Manifesto afirma os seguintes pontos:
DEIXADO PARA TRÁS
Em Jon IV de A Dança dos Dragões, Stannis declara que está dando Camisa de Chocalho a Jon Snow. Por quê?
Afinal, Jon imediatamente declara que não tem uso para Camisa de Chocalho alegando que ele os trairá e retornará aos selvagens ou que outros membros da Patrulha da Noite irão matá-lo.
Mesmo assim, Stannis não muda de postura e deixa Camisa de Chocalho com Jon.
Por mais enigmático que pareça, explicar as razões para deixar Camisa de Chocalho em Castelo Negro é surpreendentemente simples - principalmente quando você compreende que Mance e Stannis conspiraram juntos.
A grande questão
Há uma grande questão que paira sobre tudo até agora dito em relação a Mance e Stannis:
Por que Stannis intencionalmente deixou Mance para trás?
Já mostrei que o plano quase certamente consistia em Mance se infiltrar no casamento e sequestrar Arya. Mas isso por si só não requer que Mance permaneça em Castelo Negro. Ele poderia ir para qualquer lugar, até mesmo com o próprio Stannis, se desejasse.
Qual foi então a razão para deixar Mance em Castelo Negro?
Outro Enigma
Antes de Stannis deixar Castelo Negro, ele tinha planejado originalmente levar os Thenns com ele. Eles deveriam ser sua vanguarda.
No entanto, Jon convence Stannis a deixá-los para trás.
Mais tarde descobrimos que os Thenns foram subsequentemente movidos para Vila Toupeira junto com todos os outros selvagens (ADWD, Jon V). Na verdade, eles foram rebaixados a serem iguais a estes colegas.
O que levanta questões importantes:
Por que Camisa de Chocalho não foi rebaixado da mesma forma?
Por que ele foi especificamente dado a Jon, como uma sumidade única entre os selvagens?
Quando você pensa sobre isso, parece que Stannis quer que Mance esteja o mais próximo possível de Jon.
Antes do Anúncio
Dado que Melisandre teve sua visão da garota cinza antes de Stannis partir para Bosque Profundo, isso significa que os conspiradores (Melisandre, Mance e Stannis) sabiam sobre o casamento antes mesmo de os anúncios terem sido enviados.
NOTA: Alternativamente, eles poderiam ter ficado sabendo através do serviço de “inteligência” de Arnolf Karstark.
Agora, aqui está o detalhe importante: eles não sabiam onde o casamento seria realizado.

As hipóteses

Isso nos traz às minhas hipóteses:
  1. Mance foi deixado para trás porque o local do casamento não fora confirmado ou era desconhecido.
  2. Arranjos foram feitos para que Mance fosse rapidamente informado do local do casamento assim que fosse conhecido.
Isso é bastante convincente quando você pensa a respeito. Mance precisaria estar em um lugar que pudesse receber mensagens para saber o local do casamento. Se ele estivesse viajando com um exército, não teria sido capaz de obter essa informação em tempo hábil.
Além disso, permite que ele viaje como uma 'unidade' à parte dos exércitos de Stannis.
Claro, essa hipótese não seria nada sem evidências e raciocínio válido.
O LOCAL É A CHAVE
A descoberta do local do casamento é simples. Explicar alguns dos detalhes do pano de fundo não é.
Pressão do Grupo
Pra começar, Jon recebe um 'anúncio de casamento' de Ramsay (ADWD, Jon VI) . Ele lê na presença de Mance (disfarçado de Camisa de Chocalho) e até lê o conteúdo em voz alta. Ele diz especificamente que o casamento será em Vila Acidentada.
Jon não conta a ninguém sobre esta carta ou seu conteúdo, mas Melisandre o confronta naquela mesma noite, tentando obter sua permissão para 'salvar sua irmã'. Só podemos supor que Mance contou a ela sobre a carta e foi isso que a levou a se aproximar, principalmente quando você nota que Melisandre não falava em privado com Jon desde o início do livro.
A observação é clara:
Já posso ouvir suas perguntas e objeções:
Não é um tanto presunçoso pensar que Mance iria apenas coincidentemente descobrir a localização do casamento ao ouvi-lo por acaso de Jon?
Parece improvável ou ao menos pouco seguro supor que um 'convite de casamento' seria enviado a Castelo Negro.
* * *
Escalando janelas
Tenho certeza de que Mance descobriria o local do casamento pelas cartas de Jon de uma forma ou de outra.
Acredito que ele planejava descobrir o local do casamento escalando os aposentos de Jon e lendo as cartas deixadas em sua mesa. Foi um acaso Mance ter ouvido Jon lendo a carta.
Mance até sugere isso de uma forma indireta:
– Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Ele basicamente diz que se ele escalasse a janela de Jon não seria para matá-lo.
* * *
É claro que isso não é uma prova concreta. Mas lembre-se de que as evidências até agora indicam fortemente que Mance, Melisandre e Stannis estavam em conluio. É quase óbvio que a carta de Jon foi o que motivou a “missão” de Melisandre e Mance.
Se Jon não tivesse lido a carta em voz alta, Mance teria sido obrigado a lê-la por algum outro meio . E a única maneira viável de fazer isso seria subir em sua janela.

UM CONVITE IMPROVÁVEL

Como demonstrei, a ideia de que Mance pudesse esperar por um convite (ou similar) contendo o local do casamento parece carregada de incerteza.
Abordei a logística de como Mance ficaria sabendo do local do casamento. Mas depende da certeza de que Jon receberia um convite em primeiro lugar: uma suposição bastante duvidosa.
Por que os Boltons enviariam um convite para Jon?
Por que Stannis, Mance e os demais estariam tão certos de que Jon receberia um?
Isso não faz sentido
Quando você pensa sobre isso, realmente não faz sentido enviar um convite para o casamento a Jon:
No entanto, apesar de todos os motivos para não fazê-lo, Jon recebe um convite.
Por quê?
O convite de Jon nem mesmo faz sentido por causa de uma passagem específica nele:
Jon não viu motivo para não contar.
– Fosso Cailin caiu. Os cadáveres esfolados dos homens de ferro foram pregados em postes ao longo da estrada do rei. Roose Bolton convoca todos os senhores leais para Vila Acidentada, para confirmar a lealdade ao Trono de Ferro e celebrar o casamento de seu filho com... – seu coração pareceu parar por um momento.
(ADWD, Jon VI)
Jon não é um lorde (sim, ele é Lorde Comandante, mas não é a mesma coisa), nem sua lealdade é relevante para seu trabalho.
Caro Senhor ou Dama
Se você der um passo para trás e refletir bem, a carta parece que poderia ter sido endereçada a outra pessoa.
Além disso, a carta foi escrita com sangue, e o sangue está descascando:
A tinta marrom se desfez em pedaços quando Jon passou o polegar sobre ela.
(ADWD, Jon VI)
Asha recebe uma carta semelhante, também escrita com sangue. O sangue não está descascando no dela.
Isso sugere que a carta de Jon talvez seja mais antiga.
Isso nos leva à minha teoria:
Mors Crowfood encaminhou seu convite para Jon.
Está claro tanto em A Dança dos Dragões quanto nos capítulos liberados de Os Ventos do Inverno que Mors estava conspirando com Mance em Winterfell. Eu exploro e sintetizo o relacionamento deles no próximo ensaio, Uma Aliança de Gigantes e Reis.
Mors estava aparentemente tão envolvido na missão de Mance quanto qualquer outra pessoa.
Faz sentido que ele encaminhe seu convite com base no fato de que ele sabe que é o que Mance precisa.
Nenhuma outra explicação viável parece estar disponível, pelo menos nenhuma que faça tanto sentido.
Tendo explicado a logística por trás do que desencadeou a missão de Mance, podemos passar aos detalhes da jornada de Mance a Vila Acidentada.

O BARDO DE VILA ACIDENTADA

O convite de casamento original recebido por Jon indicava que o casamento seria em Vila Acidentada, mas não vemos Mance / Abel até que Theon chegue em Winterfell.
Então o que aconteceu?
Mance viajou diretamente para Winterfell? Ou para Vila Acidentada*?*
Colocando de forma clara, Mance viajou primeiro para Vila Acidentada. Isso não é apenas coerente com a teoria montada até agora, mas dá sentido a algumas coisas.
Cavalos Velozes
Primeiro, Mance pede especificamente bons cavalos:
– Precisarei de cavalos. Meia dúzia dos bons. E isso não é algo que eu possa fazer sozinho. Algumas das esposas de lança encurraladas na Vila Toupeira devem servir. Mulheres podem ser melhores para isso. A garota vai confiar mais nelas, e elas me ajudarão com certo estratagema que tenho em mente.
(ADWD, Melisandre)
Ele poderia ter pedido simplesmente cavalos sem precisar esclarecer os que são bons. Essa pequena adição implica que ele planeja uma cavalgada com afinco.
Uma janela de oportunidade
Em segundo lugar, há uma quantidade considerável de tempo disponível para Mance e suas esposas fazerem a viagem:
Os homens haviam estado dezesseis dias na caçada […].
(ADWD, Fedor III)
Isso se refere à quantidade de tempo que Ramsay gastou rastreando os Freys desaparecidos. Isso significa que os convites já foram enviados há algum tempo. Havia três semanas ou mais para Mance fazer a viagem.
Uma pista sutil
Por todas as aparências externas, no entanto, não há evidências de que Mance realmente tenha chegado a Vila Acidentada.
Ou será que existe?
Há um trecho sutil e facilmente esquecido que poderia ser o murmúrio de uma pista. Quando Theon e Roose Bolton estão cavalgando por Vila Acidentada, Theon faz a seguinte observação:
Passaram por um estábulo e por uma pousada fechada, com um feixe de trigo pintado na placa. Fedor ouviu música através das janelas.
(ADWD, Fedor III)
Esta é uma pousada entre o salão de Harwood Stout e o da Senhora Dustin em Vila Acidentada. A música indica que algum menestrel ou trupe de menestréis deve estar tocando. Não há indicação de que haja homens Frey ou Manderly na vila (provavelmente acampados fora do perímetro da vila). Em qualquer caso, este é o tipo de pousada que você suspeitaria que os viajantes frequentassem. Além disso, os estábulos também são atraentes, visto que Mance estava viajando a cavalo.
Uma vez que sabemos que Mance partiu para Vila Acidentada e sabemos que ele teve tempo suficiente para fazer a viagem, devemos concluir que ele está em algum lugar por lá. Para ele em particular, faz bastante sentido chegar cedo por vários motivos:
Deve-se observar que, mesmo que você discorde que a citação significa que Mance está naquela taverna, temos todos os motivos para acreditar que Mance teria visitado Vila Acidentada. E com isso em mente, suas opções ainda seriam as mesmas descritas aqui.

COLETA DE INFORMAÇÕES

Observando o conhecimento a que Mance está exposto em Vila Acidentada, devemos ser capazes de estimar que tipo de conhecimento ou inteligência ele pode ter reunido.
Despensa Stout
Bem, uma coisa que quase certamente pode haver rumores em Vila Acidentada é que Harwood Stout está ficando sem comida por causa da gula de Ramsay. O texto ainda aponta que esses fatos estão sendo revelados pelos próprios servos de Stout:
Seu anfitrião, um grisalho senhor menor de um braço só, chamado Harwood Stout, sabia que era melhor não negar seu pedido, embora suas despensas devessem estar bem perto de se esvaziar. Fedor ouvira os servos de Stout murmurando sobre como o Bastardo e seus homens estavam comendo todo o estoque de inverno.
– Ele vai se casar com a filhinha de Lorde Eddard, dizem – a cozinheira de Stout reclamou, sem perceber que Fedor estava ouvindo –, mas é a gente que ele vai foder quando a neve começar, escrevam minhas palavras.
(ADWD, Fedor III)
Portanto, isso indicaria que Stout está ciente de um futuro sombrio para sua casa, sua família, seu povo - a menos que ele possa encontrar reabastecimento em algum lugar. Sabemos que Ramsay tem abusado de seu anfitrião de outras maneiras, como permitir que seus cães matem os cães de Stout. É muito provável que Stout odeie Ramsay.
O valor de tal inteligência não é claro, mas ainda é uma parcela de conhecimento que pode ser útil mais tarde.
Ódio de Dustin
O simples fato de que Ramsay está hospedado no salão de Stout já revela muito sobre política. Lembre-se de que Mance estava presente no conselho de guerra de Stannis (ADWD, Jon IV), onde Jon apontou que os Dustins e Ryswells estavam ligados aos Boltons pelo casamento.
A observação de que Ramsay não é bem-vindo no salão da Senhora Dustin sugere fortemente que sua lealdade a Roose Bolton não se estende ao próprio Ramsay. Outro fato útil.
Os Freys Desaparecidos
Ramsay diz que perguntou sobre os Freys desaparecidos em cada aldeia e fortaleza que eles encontraram.
Seria razoável que Mance soubesse disso no caminho para Vila Acidentada, ou que o boato estivesse circulando quando ele chegou à pousada em Vila Acidentada.
***
Como você pode ver, isso dá a Mance uma vantagem em diferentes maneiras de explorar as várias tensões dentro das forças de Bolton.
Em particular, ele sabe que os Freys e Manderlys têm objetivos opostos, e que Stout e Dustin desprezam Ramsay.

CONCLUSÕES

Sabemos que o casamento de Ramsay foi transferido para Winterfell. Também sabemos que Mance também foi para Winterfell e se infiltrou se passando por um trovador viajante e sua “família".
No entanto, este olhar sobre as atividades de Mance em Vila Acidentada mostra que ele teve uma compreensão muito boa da dinâmica da política em jogo antes mesmo de chegar, conhecendo como colocar as casas umas contra as outras.
Também é possível (mas não confirmado) que Mance pode até mesmo ter feito um acordo com um dos senhores presentes em Vila Acidentada naquela época.
***
Esta entrada no Mannifesto nos diz tudo o que acontece a Mance antes de chegar a Winterfell, exceto por uma questão gritante:
Mance encontrou Mors “Crowfood” Umber em seu caminho até Vila Acidentada
O encontro desses dois idealizadores é fundamental para os planos de Mance em Winterfell. A razão de eu atrasar a discussão sobre Mors Crowfood é porque é mais fácil entender os argumentos que vou apresentar se eu os relacionar aos vários eventos em Winterfell ocorridos depois da chegada de Mance.
Para continuar lendo o Manifesto e aprender sobre a relação entre Mance e Mors, vá para Uma Aliança de Gigantes e Reis.
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2020.08.11 19:14 GILLLLLLLLLLL mandei um texto falando sobre o que passo com ansiedade e depressão no grupo da família e “me assumi” para eles

eai turma, já adianto que não é meme nem história engraçada
digamos q é a história da minha vida, vou mostrar pra vcs um texto pessoal para um caramba que mandei no grupo da família pois cansei de certas atitudes dos mesmos
desabafei (sobre minha ansiedade e depressão) e logo depois sai do grupo mas depois peguei o celular da minha mãe e mandei mais um texto “assumindo” (não gosto muito desse termo) minha sexualidade que sempre é comentada nas reuniões de família, pra eu poder encerrar tudo isso de uma vezmeu objetivo aqui é dizer que quem passa por isso não está sozinho, vai no seu tempo e na hora certa tudo vai se encaixar
eu adoro essa comunidade e adoro o luba por isso decidi deixar registrado aqui
muita paz e luz pra vocês
*texto 1*
Boa noite! Vou sair do grupo e vou explicar o motivo pra ninguém ter dúvidas. Nos últimos dois anos, estou passando por vários e vários momentos difíceis. Crises de ansiedade, remédio pra cá remédio pra lá e a nossa temida depressão. Não gosto de falar que tenho depressão pois muitos pensam que é só pra chamar atenção, mas já fui ao médico e fui diagnosticado com ansiedade e depressão ano passado e pra que não sabe tomo remédios pra melhorar desde então. “Nossa mas um jovem como você, com a vida toda pela frente, nem tem motivo pra ficar assim, você nem trabalha, só tem que estudar, tem a vida muito mais ‘fácil’ do que todos os seus irmãos já tiveram” etc, eu entendo o lado de quem pensa assim e eu gostaria muito de entender porque me sinto desse jeito. Estou fazendo o meu melhor pra me sentir bem e seguir minha vida, a mãe sabe disso apesar de não comentar com vocês essa parte. Tá mas o que isso tem haver com o grupo? Bom depois de pensar muito e analisar várias coisas sobre pedagogia, inclusive os casos de depressão da nossa família, soube que a maioria dos ‘gatilhos’ ou motivos de eu estar assim vem da família, ou seja várias pessoas da minha própria família tiveram atitudes que não me fizeram bem ao longo dos meus quase 18 anos. Enfim, após esse domingo decidi que não quero mais me relacionar com essas pessoas, pessoas que me fazem mal, pessoas tóxicas, pessoas que só sabem criticar e não ajudar, decidi cortar essas pessoas da minha vida para minha própria recuperação e para meu bem estar. Não é todo mundo da família que é assim, amo muitos de vocês daqui, alguns sempre me trataram muito bem, tentaram me ajudar e eu agradeço por isso, de verdade, alias estou morrendo de saudade dessas pessoas. Mas infelizmente pelo ato de alguns tenho que fazer isso. Sei que não falo muito no grupo, nem interajo muito também e esse é um dos motivos pra isso. Provavelmente não farei falta aqui mas senti que precisava tirar esse peso das minhas costas. Espero não estar estragando o domingo de ninguém, não é essa minha intenção. Minha intenção é informar aqueles que se importam da minha saída. Estarei sempre disponível pra conversa caso alguém queira, seja pra resolver problemas ou só pra saber como cada um está, aliás conversa é a chave pra tudo.
*texto 2*
oi galera sou eu de novo (gilberto) e só queria falar de um assunto que também é muito comentado sobre mim, já que falei o que estava sentindo
“ah o gilberto é gay ou é homem” e essas coisas
se a minha sexualidade é tão importante pra vocês e tão comentada nas reuniões de família então que saibam que eu sou bissexual, eu gosto de mulheres e homens
significa que se eu me apaixonar por uma mulher eu vou namorar com ela e se eu me apaixonar por um homem eu vou namorar com ele
não, não é fase, não é fogo, não é a idade, esse sou eu, aceite quem quer
aliás não precisam entender só precisam respeitar
não fiz nem faço mal a ninguém por isso e nem vou
nem tentem me mudar, nem tentem falar que é doença porque já estou cansado de ouvir isso
mais uma vez esse sou eu e sempre vou ser
sempre gostei dos dois desde pequeno então quem tem que saber disso sou eu
não me importa se na sua época tinha ou não, ou se tenho que ficar escondido ou sei lá o que pensam
isso não vai afetar em nada em mim, não vai afetar em arrumar emprego, em ter amigos, em ser feliz
quem o filho gosta ou deixa de gostar ou se atrai NUNCA deveria ser um problema pois ninguém muda por isso
eu sou simplesmente o beto que todos conhecem desde pequeno e não vou mudar por nada
vou tentar sempre ser aquele menino cantante e alegre que eu era
obrigado a quem me apoia e entende ou simplesmente respeita sem entender
obrigado também a quem mandou mensagem, se temos problemas vamos resolver pois a vida é curta e a gente não deve ficar perdendo tempo com coisas bobas
mais uma vez obrigado e boa noite

*final: a reação dos que me mandaram mensagem no pv foi melhor do que imaginei, sei que alguns não concordam com o que falei mas pelo menos o pessoal da familia que eu amo me apoia.
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2020.08.10 02:17 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 2


https://preview.redd.it/z555wif5h2g51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=1cb1df50f74d352beb095b625613f4e4bcf831e9
Orleans: The Wicked Dragon Hundred Years 'War
Jeanne Alter é criada por Gilles de Rais (Caster) através do poder do Santo Graal, como uma versão de Jeanne d'Arc distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Após sua criação, ela convoca o Chevalier d'Eon, Vlad III, Atalanta, Santa Martha e Carmilla enquanto adiciona o Melhoramento Louco para transformá-los em Servos Furiosos. Ela ordena que destruam a França, declarando que Deus perdoará todas as suas transgressões. Ela também diz que está tudo bem se Deus os punir, pois sua campanha destrutiva é um meio de provar a existência e o amor de Deus. Gilles então traz Pierre Cauchon antes dela. Jeanne Alter furiosamente o lembra do ridículo que ela suportou durante a vida. Ela também zombeteiramente diz a ele para dizer a todos que a malvada Jeanne d'Arc está aqui e rugir como um leão valente. Ela diz que sua fé é frágil e o acusa de ser um herege por implorar a uma bruxa que o poupe, quando ele implora a ela que poupe sua vida. Ela então começa a queimá-lo vivo até que nada mais reste. Ela então ordena que seus servos destruam a França novamente, começando com Orleans. Depois de explicar a seus Servos que agora são Servos Furiosos, Jeanne Alter declara que a humanidade não tem valor, pois falhou em provar seu amor a Deus. Ela decide que a bandeira deles será dragão quando Gilles diz que eles precisam de um símbolo para se reunir, citando sua conexão com dragões. Posteriormente, as forças de Jeanne Alter conquistaram Orleans, matando Carlos VII no processo. Durante o curso de sua campanha, Jeanne Alter e suas forças destroem muitas cidades e matam muitas pessoas. Um dos mais proeminentes é Lyon, onde Jeanne Alter derrotou e amaldiçoou seu protetor, Siegfried.
Jeanne Alter e seus servos eventualmente encontram Ritsuka, Mash Kyrielight e Jeanne quando chegam no recentemente destruído La Charite. Ela zomba de Jeanne e se declara a outra "ela". Ela chama a resposta para a pergunta de Jeanne sobre por que ela destruiu a cidade óbvia, já que ela está destruindo a França. Ela então pergunta que queria salvar a França e seu povo, apesar de saber que eles iriam ridicularizá-la e traí-la. Enquanto Jeanne hesita em responder, Jeanne Alter declara que não será mais enganada ou traída. Ela confessa que não consegue mais ouvir a voz de Deus, e interpreta isso como um sinal de que a França não é mais abençoada por ele. Assim, ela destruirá o país de acordo com Sua dor. Ela declara que salvará a França transformando-a na terra dos mortos. Ela diz a Jeanne que não conseguia entender, acusando-a de ser uma virgem sagrada que finge não ver ódio e alegria e é incapaz de crescimento humano. Ela começa a atear fogo no console do Archaman Romani quando ele diz que o crescimento humano dos Servos seria classificado como Espíritos Heróicos. Jeanne pergunta se ela realmente é "ela", mas Jeanne Alter apenas zomba de suas dúvidas. Ela chama Jeanne de nada mais do que o resíduo que ela jogou fora. Ela então ordena que Vlad e Carmilla a matem. Quando Maria Antonieta intervém, Jeanne Alter pede a D'Eon que confirme sua identidade. Ela diz a Marie que ela é inadequada para participar da batalha porque ela viveu uma vida de luxo, e morre sem saber o que aconteceu. Ela se pergunta se Marie pode entender seu ódio. Depois que o grupo escapa quando Mozart repele Vlad e Carmilla com Requiem for Death, Jeanne Alter ordena que Martha os siga e observe. Ela diz a Vlad que Martha ficará bem sozinha, já que seu Nobre Fantasma pode ser destruído. Mas ela concorda que precisa ser cuidadosa e decide retornar a Orleans para convocar servos adicionais. Ela então ordena que Vlad, Carmilla e D'Eon continuem destruindo a França, e sai dizendo a eles que até mesmo os anti-heróis têm dignidade.
Mais tarde, Jeanne Alter convoca Charles-Henri Sanson e Lancelot quando ela retorna a Orleans. Ela fica sabendo da morte de Martha, perguntando-se se ela cometeu suicídio, e irritada por manter sua sanidade, apesar de seu Melhoramento Maluco. Ela acha mais provável que tenha lutado com todas as suas forças, então eles não podem baixar a guarda. Ela afirma que partirá com "ele" na próxima vez. Ela diz que vai deixar os Servos recentemente convocados, então ordena que Gilles contate Carmilla. Ela então pergunta a ele quem ele pensa ser a verdadeira Jeanne, ela ou Jeanne, ao que ele responde. Depois que Gilles a lembra da traição e do ridículo que ela sofreu na vida, Jeanne Alter declara que tudo foi um erro que deve ser corrigido. Ela concorda com Gilles que sua vingança é justa, dizendo que suas palavras lhe dão força. Ela então ordena que Sanson e Lancelot montem em seus wyverns e partam com ela. Mais tarde, ela confronta o grupo nas ruínas de Lyon, após resgatar Siegfried. Ela então ordena que seu dragão pessoal, Fafnir, os incinere, mas ele bloqueia a Luminosité Eternelle de Jeanne e o Lorde Chaldeas de Mash. Ela é forçada a recuar quando Fafnir é atingido por Balmung. Depois de se retirar para o céu, ela ordena que Sanson e Lancelot matem o grupo, dizendo que Carmilla se juntará mais tarde.
Jeanne Alter posteriormente ataca a cidade protegida por Georgios com Sanson enquanto seus cidadãos ainda estão sendo evacuados. Depois que Marie derrotou Sanson, Jeanne Alter achou engraçado que aqueles com maior potencial foram os primeiros a cair. Ela está irritada por Jeanne já ter escapado com Georgios e acha ridículo que ganhar um Servo deu esperança a Jeanne. Ela então pergunta a Marie por que ela está tentando salvar os cidadãos, embora ela tenha sido decapitada por seus próprios cidadãos. Marie responde que sua morte foi inevitável porque ela não era mais necessária para o povo. Ela então pergunta a Jeanne Alter quem ela é, mas Jeanne Alter também diz a ela para calar a boca. Ela então ativa o Palácio de Cristal e luta contra Jeanne Alter, que ela acaba perdendo.
Voltando para Orleans, Jeanne Alter confirma que Marie morreu e pergunta a Gilles sobre a condição de Sanson. Ele responde que a mente de Sanson pereceu com Marie, dizendo que ele só está apto para ser um soldado de infantaria agora. Jeanne Alter está aborrecida porque Georgios escapou graças ao fato de Marie a estar segurando. Ela começa a pedir para encontrar o grupo quando D'Eon interrompe para relatar que o grupo está indo para Orleans. Jeanne Alter ordena que eles se preparem para a batalha e Gilles para reunir os dragões e servos. Ela declara que o mundo será destruído se eles vencerem, e mesmo se eles perderem, o mundo já se foi. Ela também diz que, mesmo que Caldéia corrija a era, uma jornada sem fim pela frente. Apesar disso, eles e Jeanne ainda têm fé no mundo, para grande aborrecimento de Jeanne Alter. Ela decide destruir o grupo por esse motivo, não querendo que eles restaurem o mundo, dizendo que é o desejo dela e de Gilles.
Jeanne Alter e suas forças confrontam o grupo enquanto eles marcham em direção a Orleans. Ela diz a Jeanne que eles são iguais, mas Jeanne rejeita firmemente essa ideia. Ela então exibe a horda de dragões com ela, declarando que eles devorarão tudo na França. Depois, os dragões lutarão e se devorarão em uma guerra sem fim. Ela fica chocada quando o General Gilles de Rais chega com seu exército e começa a bombardear os dragões com artilharia. Depois que seus servos e Fafnir são mortos na batalha, Jeanne Alter é convencida por Gilles a retornar ao castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles a defenda enquanto convoca um novo Servo. Ela concorda com sua sugestão de convocar o Rei Arthur, embora duvide que um cavaleiro inglês responda a sua convocação. Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam na sala do trono, ela fica surpresa que eles chegaram mais rápido do que o esperado, então ela não precisa modificar a convocação. Jeanne pergunta se ela se lembra de sua família, mas Jeanne Alter não consegue se lembrar. Descobrindo que não importa se ela se lembra ou não, ela invoca Servos das Sombras e ordena matar o grupo. Depois de destruídos, ela luta contra o grupo pessoalmente. Ela é derrotada, mas se recusa a acreditar que perdeu porque tem o Graal. Quando ela começa a morrer, ela diz a Gilles que ela ainda não destruiu a França. Ela fica consolada quando Gilles diz que destruirá a França em seu lugar. Ela então desaparece, revelando que o Graal era seu centro.
Da Vinci and The Seven Counterfeit Heroic Spirits
Como seu conceito já existia, Jeanne Alter nunca foi verdadeiramente destruída na Singularidade de Orleans. Já que Gilles de Rais, que a desejou, e o Santo Graal, que fez isso acontecer, foram mortos e capturados, as chances de ela ser convocada novamente eram infinitesimais. No entanto, ela foi capaz de invocar-se invertendo o desejo de Jeanne d'Arc de não ter uma versão alterada de si mesma. É uma técnica de quebra de regras que só foi possível graças à popularidade de Jeanne como Espírito Heroico. Insatisfeita por ser uma falsificação, Jeanne Alter procurou superar seu eu original. Usando o Louvre como base e querendo vingança por Orleans, ela cria versões falsificadas de Alexandre, Hector, Siegfried, Arash, Arjuna, Gilles de Rais, Brynhild com o propósito de superar seus originais. Ela também deu a cada um deles histórias de fundo específicas centradas em torno dela por um desejo inerente de ser o protagonista. Continuando com seu plano que começou desde a Singularidade de Orleans, ela além disso melhorou seus valores de Saint Graph por meio do Counterfeits ’Riot, tornando-se publicamente uma Serva. Com relação à convocação dos Espíritos Heróicos Falsificados, em algum momento durante o período do Motim das Falsificações, parece que Jeanne Alter queria esquecer todas as suas existências exceto a dela.
Eventualmente, Jeanne Alter localizou Ritsuka, Mash, Leonardo da Vinci e EMIYA, que procurava impedir sua falsificação. Eles a encontram sendo desconfortavelmente abraçada pela falsificada Brynhild. Ela os elogia por localizá-la, presumindo que eles seguiram os rastros deixados pelas falsificações. Ela chuta Brynhild para longe, apenas para ela rastejar de volta. Ela explica que o comportamento de Brynhild inadvertidamente resultou de seu desejo de que um de seus sete seguidores fosse mulher. Pedindo ao grupo para ignorar Brynhild, ela revela as circunstâncias de seu retorno. Ela aceita que é uma falsificação da Jeanne original, mas ainda quer superá-la, pois Da Vinci especulou com razão. Ela continua que, embora seja uma falsificação, não há regras dizendo que ela não pode fazer nome para si mesma no mundo. Ela continua ainda que as pessoas imaginam que a morte de Jeanne justificaria sua vingança, declarando-se um aspecto de Jeanne. Portanto, como ela nasceu do ódio e da intenção assassina, Jeanne Alter é uma Anti-Herói e uma Serva da classe Vingador. Ela então ordena que Brynhild ataque o grupo. Ela nega a dedução da EMIYA de que a maioria de seus Servos falsificados eram homens pelo desejo inconsciente de ser o protagonista, apontando Brynhild. Mash suspeita que ela queria uma amiga, mas Jeanne Alter nega. Ela afirma que os Servos falsificados eram meramente peões dispensáveis, então luta contra o grupo com Brynhild. Depois que Brynhild é derrotada, Jeanne Alter se culpa por ser incapaz de convocar Brynhild da forma adequada. Ela presume que Brynhild vai culpá-la antes que ela morra, como ela presume que os outros morreram. No entanto, Brynhild diz que ela e as outras falsificações desfrutaram de seu tempo com ela antes de desaparecer. Jeanne Alter afirma que as falsificações foram um peão criado para sua diversão, mas Da Vinci a repreende por não perceber seus verdadeiros sentimentos. Ela explica que as falsificações já ultrapassavam os originais e estavam sinceramente se divertindo, apesar de serem falsas. Ela continua que eles tiveram cuidado e preocupação genuínos por Jeanne Alter. Isso confunde Jeanne Alter, pois ela não consegue entender por que alguém se importaria com uma garota vingativa como ela. Da Vinci diz a ela para abraçar seu desejo de vingança e seu papel como Anti-Herói para se tornar uma Serva completa. Jeanne Alter hesita com a ideia de ser convocada quando Ritsuka diz que eles a aceitariam. Depois de um longo período de reflexão, ela aceita seu complexo de inferioridade para com Jeanne e seu desejo de ser desejada. Ela aceita que seu ódio nunca cessará e ela sempre será uma Vingadora, não importa quantas vidas ela salve. No entanto, apesar de tudo isso, ela diz que responderá à convocação de Ritsuka. No entanto, ela começa a lutar contra o grupo por vingança por eles terem derrotado suas falsificações. Depois de ser derrotada, ela diz que se divertiu. Ela revela que seu eu futuro formará um vínculo com Ritsuka enquanto seu eu atual desaparecerá. Ela assume que seu eu futuro não terá memórias de ser um Espírito Heróico falsificado, então o atual queria criar pelo menos uma memória. Ela diz a Ritsuka para assumir a responsabilidade por seu futuro eu e se despede deles antes de desaparecer.
Salomon: The Grand Time Temple
Jeanne Alter está entre os Servos do "evento especial" ajudando a Caldéia contra os Pilares do Deus Demônio.
Shinjuku: The Malignant Quarantined Demonic Realm
Jeanne Alter estabelece seu próprio território em Shinjuku após sua convocação após formar uma trégua com Artoria Alter para se deixarem em paz. Em algum ponto, ela foi gravemente ferida por Baal disfarçada de James Moriarty, forçando-a a se retirar para o esgoto. Mais tarde, ela tenta incinerar o verdadeiro Moriarty quando ele se intromete em seu território. Ela é mais tarde atacada por EMIYA Alter sob as ordens de Baal, irritada por ele ter transformado uma espada em uma arma moderna. Ela então liberta La Grondement Du Haine em uma tentativa de destruí-lo, mas para sua irritação, ele usou um escudo para bloqueá-lo e escapar. Tendo se esforçado demais com aquele ataque, ela desmaia e espera para desaparecer. Ela se pergunta se alguém vai roubá-la e jogá-la no rio ou contaminá-la enquanto ela desaparece. No entanto, ela é salva pela chegada de Ritsuka, Moriarty e Artoria Alter. Depois de se insultar, Jeanne Alter pergunta por que ela veio, uma vez que eles tinham trégua para se deixarem em paz. Artoria Alter responde que não é mais o caso e se gaba de ter um Mestre, segundo a crença de Jeanne Alter. Ela assume que seu Mestre é totalmente incompetente até que Ritsuka se apresente como dito Mestre. Ela pede a Ritsuka para deixá-la se juntar a eles, alegando que ela é uma Serva melhor do que Artoria Alter ou Moriarty. Ela falha em detalhes de como ela é melhor do que eles quando os inimigos chegam em cena, tendo sido atraída pelo cheiro de seu Nobre Fantasma. Após a batalha, ela pergunta a Mash por que ela não os está ajudando como um Shielder. Mash responde que ela está atualmente em licença de serviçal devido a certas circunstâncias, o que decepciona Jeanne Alter, já que Mash é seu último bastião de defesa. Ela se lembra de Mash se recusando a soltar seu escudo enquanto segurava as lágrimas de medo. Por causa disso, ela assume que Mash é um ser humano melhor do que ela, já que ela realmente sente medo. Artoria Alter a acusa de tentar roubar Mash, explicando que ela é um de seus cavaleiros já que Galahad a está possuindo. Jeanne Alter conta que ela pode fazer o que quiser, já que Mash não é Galahad. Ela então tenta incinerar Moriarty, assumindo que foi ele quem a feriu tão gravemente. Ela pára quando Ritsuka diz que pode confiar em Moriarty, pois foi outro ele quem a atacou. Mas, como os outros, ela não pode confiar nele. Mesmo assim, ela permite que ele os acompanhe quando Da Vinci diz que Moriarty arriscou a vida para proteger Ritsuka. Ela se irrita por Artoria Alter não permitir que ela os acompanhe, dizendo que ela tem os mesmos direitos que Moriarty. Ela então nota as roupas de Artoria Alter e pergunta por que ela as escolheu. Artoria Alter responde que um bom criado sempre se veste de acordo com sua localização. Em resposta, Jeanne Alter revistou as ruínas de uma boutique próxima sob o pretexto de que era suspeita. Ela retorna e cerca os outros e Hessian Lobo com as chamas de seu Nobre Phantasm no sinal de Moriarty para impedir a fuga de Hessian Lobo. No entanto, o grupo não consegue matá-lo e ele escapa. Jeanne Alter e Artoria Alter percebem que Moriarty pretende ter como alvo o Fantasma da Ópera e Christine Daaé em seguida. Eles então se preparam para lutar entre si até que Moriarty convença a atrasar até que Phantom e Christine estejam mortos.
Após o retorno do grupo ao esconderijo de Artoria Alter, Jeanne Alter expressa sua repulsa por ele e por Cavall II. Ela espera que Ritsuka dê sua opinião sobre sua nova roupa, embora esteja desapontada com a resposta. Depois de um telefonema de Edmond Dantès, o grupo descobre que o outro Moriarty é o líder de seu inimigo, a Aliança Fantasma do Demônio. Isso exacerba ainda mais a desconfiança de Jeanne Alter e Artoria Alter em relação a seu próprio Moriarty. Em resposta, Moriarty diz que eles devem derrotar Phantom para que ele possa ganhar sua confiança. Ele avisa que eles seriam mortos se atacassem Phantom diretamente, com o que Jeanne Alter e Artoria Alter concordam. Ele explica que eles seriam severamente superados em número pelos 200 Coloraturas estacionados em Kabukicho se eles atacassem diretamente. Ele, Jeanne Alter e Artoria Alter lembram de ter destruído algumas Coloraturas antes, mas Moriarty revela que eles reabastecem seus números com 36 horas. Moriarty explica que as coloraturas atribuem a patrulha de Kabukicho que também sequestram pessoas regularmente. Jeanne Alter adora que Artoria Alter reconheça que Excalibur Morgan está sendo inútil em destruir Kabukicho quando Moriarty revela que a energia mágica de Shinjuku comparável à Idade dos Deuses a reduziria significativamente. Os dois quase entrando em uma briga quando Artoria Alter zombeteiramente implica que Jeanne Alter não se sairia muito melhor. Moriarty então pede que tragam para ele uma Coloratura, que ele usará para observar Kabukicho. Depois de deixar o esconderijo, Jeanne Alter afirma que se Moriarty os traísse, seria em um momento crucial. O grupo então percebe que Coloratura está sequestrando pessoas, então eles entram para capturar uma. Após capturar uma Coloratura e ajudar a fuga do povo, o grupo retorna ao esconderijo. Lá é revelado que as Coloraturas são construídas a partir de humanos, com sua carne e nervos sendo colocados nas bonecas. Depois de afirmar que os humanos uma vez transformados em Coloraturas não podem ser salvos, Moriarty revela que equipou a Coloratura com uma bomba. O dito Coloratura será devolvido com os outros quando eles retornarem a Kabukicho em seus intervalos regulares, e então sua bomba será acionada. A explosão causará confusão entre as Coloraturas, que o grupo usará como uma oportunidade para matar Phantom e Christine. Jeanne Alter concorda com o plano, pois o Colortura não é mais verdadeiramente humano. Ela até os acha piores do que o espírito maligno e coisas do gênero, já que pelo menos esses têm vestígios de suas personalidades originais, ao contrário dos Coloraturas. Depois que Moriarty termina de manipular a Coloratura, e dá o detonador para Ritsuka, o grupo segue para Kabukicho.
Colocando o Coloratura armado com os outros, Moriarty ordena que Artoria Alter e Jeanne Alter tomem suas posições. Dez minutos depois, a bomba é detonada por Moriarty em vez de Ritsuka após ver sua determinação em fazê-lo. A explosão resultante espalha as Coloraturas, então Artoria Alter e Jeanne Alter se movem para destruí-los. Eles são mais tarde chamados por Mash para ajudar Ritsuka e Moriarty contra EMIYA Alter, mas eles estão ocupados lidando com as Coloraturas ainda ativas. Eles chegam justamente quando EMIYA Alter recua graças à intervenção de Hassan do Braço Amaldiçoado, desapontado por seus ataques mal errados. Jeanne Alter pergunta quem é o Braço Amaldiçoado e se pergunta se ele é um inimigo, mas Mash diz que ele é um aliado. Juntamente com Cursed Arm, o grupo foge de Kabukicho e retorna para o esconderijo.
De volta ao esconderijo, o grupo relaxa após sua missão bem-sucedida. Porém, logo revelou que Hassan é um membro disfarçado da Aliança do Demônio Fantasma, Yan Qing. Ele toma Ritsuka como refém, mas Artoria Alter e Jeanne Alter chegam para detê-lo. Ele se esquiva de seus ataques e foge enquanto Artoria Alter o persegue em sua motocicleta, com Jeanne Alter a seguindo. Infelizmente, eles não são capazes de resgatar devido ao atraso dos soldados Hornet e do Rei Lear convocado por Yan Qing. Jeanne Alter e Artoria Alter mais tarde Moriarty por permitir que Ritsuka fosse sequestrada.
Felizmente, Ritsuka é resgatado da base da Phantom Demon Alliance, Barrel Tower, por Sherlock Holmes. Jeanne Alter e Artoria Alter expressam imediatamente sua preocupação e alívio ao retornarem. Voltando ao esconderijo, Jeanne Alter chama Sherlock de peso morto quando ele se apresenta como um Conjurador impróprio para combate. No entanto, ela o agradece por salvar Ritsuka. Ela diz a ele para ir embora, mas ele diz que não pode. Ela acaba brigando com Artoria Alter novamente quando o primeiro avisa Ritsuka contra ser muito gentil com Moriarty. Depois de saber do Nome Verdadeiro de Moriarty, sua desconfiança dele aumenta ainda mais; Jeanne Alter o compara às raposas que aparecem nos contos de moralidade. Sherlock então explica como o objetivo da Aliança de destruir o planeta é possível sem utilizar forças externas, fazendo o que Thomas Edison e o Rei Leão tentaram fazer. Sem entender o que os outros querem dizer, Jeanne Alter exige saber o que Edison e o Rei Leão tentam fazer. Mash primeiro explica que o Rei Leão tentou usar Rhongomyniad para preservar uma parte da humanidade e destruir o resto enquanto a Incineração da Humanidade estava ocorrendo. Jeanne Alter chama o Rei Leão de idiota pela trama, dizendo que ela deveria ter se permitido morrer com todos os outros. Ela então expressa seu ódio por reis que tentam resolver as coisas por si próprios e reis que simplesmente desistem. Mash então explica que Edison procurou preservar a América separando-a da linha do tempo. Da Vinci percebe e revela que Shinjuku está em uma linha do tempo abatida. Apesar de ser informado de que não terá efeitos adversos na história, Ritsuka decide salvar Shinjuku de qualquer maneira. Sherlock então revela o método pelo qual o maligno Moriarty usará para destruir o planeta. O malvado Moriarty planeja usar os poderes do Fantasma com o qual se fundiu, Der Freischutz, para carregar um meteorito na Torre do Barril e, em seguida, dispará-lo no núcleo do planeta como uma bala mágica para destruir o planeta. Jeanne Alter está aborrecida porque Moriarty acabou de perceber que ele foi fundido com Der Freischutz o fez um Arqueiro e o deixou disparar balas e mísseis de um caixão que ele nunca carregou em vida. Ironicamente, ela acha que o plano da Aliança para destruir o planeta é ainda pior do que quando ela tentou destruir a França. Ela e Artoria Alter concordam com a decisão de Sherlock de eliminar Yan Qing, achando sua habilidade de transformação problemática. O grupo então sai para roubar roupas para o propósito do plano de Sherlock e Moriarty. Depois de derrotar alguns bandidos e suas Coloraturas hackeadas, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter trocam de roupa.
Agora usando vestidos, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter entram em uma festa organizada por Yan Qing. Jeanne Alter, insultada, compara Artoria Alter a uma boneca de cera em seu vestido, enquanto Artoria Alter a compara a uma bruxa de verdade em seu vestido. No entanto, os dois compartilham a alegria de ver Ritsuka claramente desconfortável com seu disfarce. Jeanne Alter os segura enquanto Artoria Alter tira fotos deles com o telefone com câmera que ela tirou de um transeunte e os carrega para o servidor de Chaldea. Ela então se pergunta quando Yan Qing vai aparecer, expressando seu ódio por seu vestido. Depois de ver Artoria Alter dançar com Ritsuka, ela afirma não se importar com a dança e fica irritada que Artoria Alter tenha passado por instinto. Um convidado da festa tenta convidá-la para dançar, mas sua carranca o afasta. Agora que perdeu a paciência, ela agora quer queimar todo o prédio. Yan Qing então aparece diante dos convidados disfarçados de Artoria Alter. Ele eventualmente toma conhecimento dela e ordena que os Hornets ataquem. Juntamente com Moriarty, o grupo derrotou o Hornets seguido por Romeu e Julieta. Mais Hornets então aparecem, com Yan Qing sendo disfarçado como um deles. Ritsuka tira o vestido deles para chocá-lo a se revelar como parte do plano de Moriarty. Yan Qing revela seu verdadeiro nome e luta contra o grupo. Sentindo que vai perder, Yan Qing ativa uma bomba sob o prédio para derrubá-lo, fazendo com que o grupo escape. Depois de matar Yan Qing, Moriarty pondera se o orgulho é necessário para viver. Jeanne Alter responde que o orgulho não tem valor para ela como uma farsa. Ela fica confusa quando Artoria Alter a chama de panda gigante por não se orgulhar. O grupo então se prepara para partir quando são encontrados por Hessian Lobo.
Confrontado por Hessian Lob, o grupo vê que ele foi fundido com outro Fantasma, o Homem Invisível, como indica sua invisibilidade. Sua classe então muda de Cavaleiro para Vingador, e instantaneamente atinge Ritsuka já que eles são os únicos humanos por perto. Incapaz de derrotá-lo, o grupo decide quem ficará para trás para segurar Hessian Lobo enquanto o resto foge. Jeanne Alter assume a tarefa para que os outros possam escapar. Ela diz a eles para usarem esse tempo para encontrar uma maneira de derrotar Hessian Lobo permanentemente. Ela rejeita a sugestão de Artoria Alter de escolher alguém de forma justa. Ela chama Ritsuka de patético por não querer sacrificar seus aliados. Ela nega a suposição de Sherlock de que seu desejo de afastar Hessian Lobo é motivado por sua simpatia por ele como um companheiro Vingador. Ela explica que simplesmente odeia vê-lo correndo como um monstro estúpido, acreditando que deveria pelo menos ter um objetivo. Ela decide que vai dar um objetivo, então ela dá um fim real. Antes que os outros saiam, Sherlock diz a ela para cuidar de seus pés, e Artoria Alter confia nela para segurar Hessian Lobo. Enquanto luta contra Hessian Lobo, Jeanne Alter proclama que sabe como ele pensa, já que eles são iguais. Ela diz que o ódio deles nunca desaparecerá, independentemente de quantas pessoas eles matem até o dia da morte. Ela declara que vai tirar Hessian Lobo de sua miséria, dizendo que os sonhos fugazes que eles veem antes da morte são o único consolo para os Vingadores. Eventualmente, porém, Hessian Lobo a fere fatalmente. Ela está irritada, mas não está gostando de sua vingança, mas percebe que não pode mais. Depois de sofrer outro ferimento, ela solta La Grondement Du Haine em um esforço para segurá-lo. Ela explica que as chamas vêm de seu próprio corpo, duvidoso que possa afastá-las. Ela entende que as chamas não vão matá-lo, mas tem certeza de que vão desacelerá-lo por um tempo. Infelizmente, ela finalmente cai depois que Hessian Lobo se feriu novamente. Ela contempla sua natureza como uma farsa, incapaz de compreender verdadeiramente a dor de ser queimada viva. Ela chama Jeanne de idiota por querer vingança depois de ser queimada na fogueira, acreditando que ela era louca por não ter feito isso. Ela continua que o mundo está irremediavelmente escuro, alegando que o máximo que uma pessoa dita boa pode fazer é fechar os olhos. Ela se lembra de como costumava pensar que nunca ajudaria humanos de boa índole como Jeanne, achando-os patéticos e indefesos. Depois de chamar Jeanne de símbolo da humanidade, ela chama Ritsuka de idiota sem consideração por não tê-la convidado para dançar. Ela então se lembra do conselho de Sherlock antes de cair na inconsciência.
Jeanne Alter é capaz de sobreviver escapando em um buraco de homem no último momento, como Sherlock aconselhou. Ela se encontra com Edmond, e eles resgatam William Shakespeare de seu confinamento na Torre do Barril. Ambos tentam atacar Moriarty, que foi revelado como o verdadeiro cérebro para destruir o planeta, mas ele consegue se esquivar de ambos. Jeanne Alter explica como ela sobreviveu e mostra que trouxe Shakespeare para ajudar. Depois que Shakespeare e Hans Christian Andersen convocam os Grandes Detetives para ajudar Ritsuka, o grupo luta contra Moriarty após ele se fortalecer com o Graal. Depois que Moriarty e os outros desaparecem e o asteróide Bennu é destruído, Jeanne Alter diz a Ritsuka para chorar pelos Servos, já que eles estão destinados a desaparecer. Ela grita com EMIYA Alter para não se intrometer na conversa quando ele concorda. Ela então pergunta a ele o que aconteceu com Artoria Alter, se perguntando se ela foi esmagada por Bennu. EMIYA Alter responde que ela foi visitar algum lugar antes de desaparecer, que Ritsuka e Jeanne Alter percebem ser Cavall II. Depois que EMIYA Alter desaparece, ela de repente corta as comunicações com Chaldea. Ela então coloca seu vestido de festa e exige uma dança de Ritsuka. Depois de dançarem, Jeanne Alter se sente satisfeita e começa a desaparecer. Ela diz a Ritsuka que vai praticar mais da próxima vez, esperando que eles façam o mesmo, antes de finalmente desaparecer.
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2020.08.07 15:00 altovaliriano Varys não mente

Esta não é exatamente uma teoria, mas uma suposição que o leitores criaram como um exercício para tentar entender o que aconteceu no epílogo de A Dança dos Dragões.
Logo após disparar um dardo de besta contra Kevan, Varys faz uma longa exposição sobre os motivos de querer matar o regente e porque Aegon será o rei adequado para Westeros. Com a teoria Blackfyre beirando ao consenso, os leitores passaram a se questionar por que Varys teria se dado ao trabalho de mentir para um homem que iria morrer.
Muitas respostas foram apresentadas pelos leitores ao longo dos anos, muitas inclusive constam da própria teoria Blackfyre. Entretanto, nenhuma delas se tornou tão famosa quanto a de que Varys não estava mentindo a Kevan, apenas manipulando as palavras e os fatos, como supostamente ele fez durante toda a saga.
Com efeito, é comum leitores apontarem quea verdade que os personagens pensam ter ouvido de ouvido de Varys não corresponde à verdade que Varys está falando, justamente porque o eunuco exprime os fatos de maneira a confundir o ouvinte.
Um exemplo muito citado é a conversa que Varys tem com Ned, na qual ele revela que Jon Arryn foi envenenado com Lágrimas de Lys. O capítulo de Ned começa com Stark examinando o cadáver de Sor Hugh do Vale, segue para a tenda de Robert (onde Ned dissuade Robert de participar do corpo-a-corpo) e termina com Ned recebendo a visita secreta de Varys disfarçado. Depois de receber vários alertas do eunuco, Stark pergunta diretamente sobre o assunto que está lhe consumindo:
O eunuco já se encontrava junto à porta quando Ned o chamou: – Varys – o homem encapuzado virou-se. – Como morreu Jon Arryn?
Perguntava a mim mesmo quando chegaria a esse assunto.
Diga-me.
Chamam-lhe lágrimas de Lys. Coisa rara e dispendiosa, límpida e doce como a água, e não deixa rastro nenhum. Supliquei a Lorde Arryn que usasse um provador, foi nesta mesma sala que lhe supliquei, mas ele não queria ouvir falar do assunto. Só alguém que fosse menos que um homem podia sequer pensar em tal coisa, ele me disse.
Ned tinha de saber o resto.
Quem lhe deu o veneno?
Algum amigo querido, sem dúvida, alguém que partilhasse com frequência comida e bebida com ele. Ah, mas qual? Havia muitos assim. Lorde Arryn era um homem bondoso e confiante – o eunuco suspirou. – Mas havia um rapaz. Tudo que era devia a Jon Arryn, mas quando a viúva fugiu para o Ninho da Águia com os seus, ficou em Porto Real e prosperou. Alegra-me sempre o coração ver os jovens subir neste mundo […]
(AGOT, Eddard VII)
É possível que Varys, com a descrição ambígua do envenenador, acabou por descrever simultaneamente Petyr Baelish e Sor Hugh do Vale. Mas antes que Ned possa entender que Varys está abrindo sua visão para os crimes de Mindinho, Varys faz uma mudança brusca de assunto, mudando até mesmo o timbre da voz para recuperar o controle da atenção de Ned e não permitir que a imaginação de Stark voe em direção:
[...] neste mundo – o chicote estava de novo em sua voz; cada palavra era uma chicotada. – Deve ter feito uma figura galante no torneio, em sua brilhante armadura nova, com aqueles crescentes no manto. Uma pena que tenha morrido tão intempestivamente, antes que o senhor tivesse a oportunidade de falar com ele…
Ned sentiu-se quase como se ele mesmo tivesse sido envenenado.
O escudeiro – ele exclamou. – Sor Hugh – os mecanismos começaram a girar. A cabeça de Ned latejava. – Por quê? Por quê agora? Jon Arryn foi Mão durante catorze anos. Que andava fazendo ele para que tivessem de matá-lo?
Andava fazendo perguntas – respondeu Varys, esgueirando-se porta afora.
(AGOT, Eddard VII)
Varys não confirma em ponto nenhum a conclusão de Ned, apenas responde a sua pergunta com a verdade. Lembra até mesmo outro personagem de conversa ambígua e intenções dissimuladas:
Para ir ao norte, deve viajar para o sul. Para alcançar o oeste, tem de ir para o leste. Para ir em frente, deve voltar para trás, e para tocar a luz, tem de passar sob a sombra.
Asshai, pensou Dany. Ela quer que eu vá para Asshai.
Os asshai’i vão me dar um exército? – quis saber. – Haverá ouro para mim em Asshai? Haverá navios? O que há em Asshai que não posso encontrar em Qarth?
A verdade – disse a mulher da máscara. E, com uma reverência, voltou a desaparecer na multidão.
(ACOK, Daenerys II)
Este tipo de conversa truncada pode ser apenas uma cortina de fumaça para personagens como Melisandre e Quaithe manterem a pose. Entretanto, Varys tem o dever de servir a coroa com informações confiáveis. Caso suas informações venham a ser verificadas e descubra-se que ele estava passando informações falsas, isso poderia lhe custar a vida.
O meio natural que ele tem para continuar no cargo e ainda assim jogar seu próprio jogo seria via omissões e manipulações dos fato. Assim, como observa Adam Feldman, o leitor poderá constatar que:
Ainda assim, alguns leitores insistem que Varys mente muito e podem provar. Para começar, basta citar que ele usa disfarces que seriam praticamente impossíveis de serem usados de forma eficaz se ele não mentisse sobre a própria identidade. Tais como o carcereiro Rugen.
Em segundo lugar, chamam a atenção para a passagem que ele diz que Aegon sabe como é viver sendo caçado, quando os leitores sabem que as pessoas nos Sete Reinos parecem ignorar absoluta a mera existência de Aegon:
Ele consegue pescar, cozinhar e curar uma ferida, sabe como é sentir fome, ser caçado, sentir medo.
(ADWD, Epílogo)
Em terceiro lugar, destacam como Illyrio parece se confundir sobre o passado de Varys, como se a história que o eunuco contou a Tyrion fosse fabricada:
Como o Aranha tornou-se tão querido para você?
Éramos jovens juntos, dois garotos inexperientes em Pentos.
Varys veio de Myr.
Foi de lá que ele veio. Conheci-o um pouco depois de ele chegar
(ADWD, Tyrion II)
Já Pycelle ouviu outra história (ou talvez esteja mentindo para Eddard):
– Tenho ouvido dizer que veneno é uma arma de mulher.
Pycelle afagou a barba pensativamente.
– É o que se diz. Mulheres, covardes… e eunucos – limpou a garganta e cuspiu um espesso globo de muco para os juncos. Acima deles, um corvo grasnou sonoramente. – Lorde Varys nasceu escravo em Lys, sabia? Nunca deposite confiança em aranhas, senhor.
Por fim, se destaca que o próprio Varys admite tacitamente já ter mentido para Cersei:
– Eu dei a Shae uma história falsa, mas destinava-se a Lollys e à Senhora Tanda. Sua irmã tem uma mente mais desconfiada. Se me perguntar o que sei...
– Contará alguma mentira inteligente para ela.
– Não. Contarei que a garota é uma seguidora de acampamentos comum que você adquiriu antes da batalha do Ramo Verde e trouxe para Porto Real contra as ordens expressas do senhor seu pai. Não mentirei à rainha.
– Já mentiu antes para ela. Deverei dizer-lhe isso? O eunuco suspirou.
– Isso corta mais profundamente do que uma faca, senhor. Servi-lhe com lealdade, mas tenho também de servir à sua irmã sempre que puder. Quanto tempo acha que ela me deixaria viver se deixasse de lhe ser útil?
(ASOS, Tyrion VII)
Entretanto, se olharmos atentamente as palavras de Varys, ele não está dizendo que mentiu a Cersei, mas que está servindo tanto ela quanto Tyrion na medida que ele pode. O que na linguagem de Varys quer dizer “dar os pedaços da verdades que ambos precisam ouvir e me calar sobre o resto”.
O que acham? Varys não mente? ELe estava falando a verdade sobre Aegon a Kevan?
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
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  4. Crie uma mensagem de introdução bem pensada que você possa enviar para muitas mulheres.
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2020.07.16 16:26 fobygrassman ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE

ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE Conheça coroas, MILF's, e Mulheres Maduras brasileiras reais em menos de 2 horas, garantido!
Como Pegar Uma Coroa no Brasil Escrito por uma coroa verdadeira casadas
Quero namorar com uma coroa casada! Como eu namoro com uma coroa? Quais são os melhores sites de namoro de coroas? MILFs e coroas são a mesma coisa?
Não sei dizer quantas vezes já ouvi esta pergunta como especialista em namoro.
Originalmente minha resposta foi simples, pesquise no google sites de namoro de coroas e se compromete com um casal que você goste.
No entanto, há um grande problema com sites de namoro de coroas que afirmam ser focado em torno de mulheres maduras, MILFs, e coroas que estão buscando um homem mais jovem (referido como um "boytoy" ou "filhote".....
Eles não funcionam! E aqui estão 4 razões para isso: Não se preocupe, eu também lhe direi a melhor maneira de garantir um encontro com uma coroa casada ;)
  1. Não há coroas suficientes para dar conta Isto sobre isso, pumas são uma das categorias mais populares de pornografia. Em 2018 foi mostrado que "milf" foi a terceira coisa mais procurada em sites pornográficos. Cada jovem tem uma fantasia de mulher mais velha, mas quantas mulheres mais velhas você acha que estão assistindo a esses vídeos?
  2. A competição é grande! Para cada 1 coroa há 10-20 homens jovens tentando chamar sua atenção. Suas caixas de entrada estão cheias de mensagens não lidas. Minha tia é uma coroa autoproclamada, ela se inscreveu para um site de namoro de coroas uma vez, depois de obter +100 mensagens em seu primeiro dia ela nunca voltou. Então, se você é um cara jovem à procura de uma coroa você vai encontrar alguma competição séria. Pegando sua atenção é quase impossível e mesmo se você conseguir não há nenhuma garantia que ela vai estar interessada.
  3. Coroas não precisam do site Como eu mencionei antes, coroas são muito procuradas. Elas podem gritar pela janela e conseguir uma fila de caras. As coroas são mais propensas a namorar ou dormir com alguém que elas conhecem pessoalmente, elas são da antiga assim. Então, boa sorte competindo com o seu piscineiro, jardineiro, ou filho de amigos enquanto você é apenas um cara da internet
  4. Você precisa estar entre 24-29 para ter uma chance Já existe uma quantidade gigantesca de competição, mas a situação piora. Se você não está entre 24-29 você está em uma desvantagem séria. Uma pesquisa recente de coroas determinou que a idade ideal para um boytoy é 26 anos e a faixa etária média que elas poderiam até mesmo CONSIDERAR está entre 24-29. Há obviamente umas exceções mas são uma porcentagem pequena de um grupo já pequeno.
Disse a verdade sobre sites de encontros de coroas, mas provavelmente ainda está perguntando; OK, eu concordo que os sites de namoro de coroas são um desperdício de tempo, mas o que eu faço em vez disso?
Bem, você está com sorte porque há um pequeno truque muitas vezes negligenciado para aqueles que procuram coroas, sites de infidelidade! Isso mesmo, sites de traição são ótimos para encontrar coroas.
Estão aqui 6 razões porque os sites de traição ganham de sites de coroas para encontrar mulheres maduras:
  1. A grande maioria das mulheres lá são casadas, o que significa que a idade média é de cerca de 37-38 anos, a idade de coroa ideal!
  2. Você está competindo com caras mais velhos Esta é uma vantagem em tantas maneiras. Em primeiro lugar, você vai se destacar de todos os outros caras devido à sua juventude e condicionamento físico. Imagine uma coroa gostosa procurando através de homens perto dela e vendo foto após foto de caras velhos, fora de forma. Homens como seus maridos, que não as satisfazem.... Aí eles vêm através de seu perfil! Você é jovem, você está em forma (especialmente em comparação), e você está confiante. As chances de ela escrever a você é muito maior do que as chances de uma MILF se quer RESPONDER a você em um site de coroa.
  3. Elas não estão à procura de relacionamentos Elas estão em um site de traiçao de casado por isso está muito implícito que elas querem discrição e um relacionamento principalmente sexual. Isto significa que além da primeira ou segunda reunião você é basicamente o seu peguete.
  4. Você pode se destacar com uma foto de perfil! Em sites de traição a maioria dos usuários não tem uma imagem de perfil público de seu rosto. O que é típico é uma foto de corpo como seu retrato público do perfil e então fotos reveladoras em sua galeria privada. Podem compartilhar e revogar o acesso a esta galeria com sua própria discrição com quem quer que elas querem. Entretanto já que você provávelmente solteiro você pode criar um perfil com uma foto pública que inclua sua cara. Isso vai fazer você se destacar 100x vezes mais. As chances são que as mensagens virão antes mesmo de você precisar se apresentar.
  5. Elas etsão solitárias e insatisfeitas com seus maridos. Elas estão em site de infidelidade porque carece atenção de seus maridos. Normalmente, o marido começa a tratá-las como mãe/esposa e já não como um ser sexual. Esta é a sua oportunidade de dizer que elas ainda são sexy e ainda muito desejáveis e acredite que elas precisam/querem ouvir isso desesperadamente.
  6. Elas estão prontas para explorar sexualmente. Estas mulheres estão casadas há anos e o pouco sexo que têm com os seus maridos tornou-se mecânico e "baunilha". Elas estão prontos para apimentar as coisas e são maduras o suficiente para tentar novas experiências sexuais como: BDSM, ménage à trois, dominatrix, etc.
Ok, agora você provavelmente está pensando, "OK, você me convenceu de que os sites de infidelidade são 100x melhores para pegar coroas, mas como eu faço para realmente encontrar uma coroa?" Não se preocupe, siga estas 7 dicas e você vai aumentar drasticamente suas chances de encontrar uma coroa ou MILF em um site de casos.
7 Dicas Para Pegar Coroas Nota: algumas destas dicas são para o uso em sites de traição e algumas são dicas gerais
  1. Mencione a discrição no seu perfil e na sua primeira mensagem. Estas coroas são casados e estão à procura de parceiros casados porque isso garante que ambas as partes serão o mais discreto possível. Assumindo que você não é casado ou comprometido elas vão precisar de segurança de que você é discreto e confiável imediatamente. Considere escrever algo em seu perfil que diz:
"A discreção é muito importante para mim. Eu estou procurando somente parceiras discretas que são mutuamente respeitosas". 2. Mostra que não vai pôr em risco o seu casamento A outra preocupação que as coroas casadas que procuram homens têm é que você homens mais jovens são rápidos para se apaixonar e podem representar uma ameaça ao seu casamento no futuro. Elas não querem estar em uma posição onde você está exigindo que elas se divorciem de seu marido para que ambos possam estar juntos. Elas estão em sites de traição porque elas NÃO querem se divorciar. Assim o que eu recomendo é pôr algo assim no seu perfil e/ou primeira mensagem:
"Não olhando para mudar seu status ou meu, apenas olhando para ver se eu posso encontrar uma boa conexão com limites claramente definidos". 3. Você está disponível! Uma das coisas mais difíceis de se ter um caso é a disponibilidade. Se ambas as partes estão em relacionamentos é muito, muito difícil encontrar um momento em que AMBOS podem fugir de seus cônjuges sem levantar suspeitas. Mesmo quando você concorda sobre um tempo e um lugar, algo pode surgir e um de vocês pode não ser capaz de ir. A boa notícia é que você pode trabalhar em torno de sua programação. Este é um grande bônus então deixe que ela saiba disso! Ela pode nem mesmo perceber o quanto problema programação é se esta é a sua primeira vez traindo. Diga que já que você é solteiro você pode encontrá-la sempre e onde é melhor para ela.
  1. Mostre a ela que você respeita limites. Na verdade, diga a ela que você está ansioso para ouvi-los. Novamente, coroas casadas precisam de discrição e a melhor maneira de ser discreto é estabelecer limites. Pergunte a ela se há alguma regra de discrição que ela precise que você siga. Muitas vezes, são coisas como "não me escreva entre 18h e 23h", "use palavras em código para que se alguém ver as mensagens parecerão inocentes" etc. Tudo isso permite que ela saiba que você está falando sério sobre sua discrição.
  2. Elogie ela! As coroas estão em sites de infidelidade porque seus maridos não as tratam mais como mulheres atraentes e desejáveis. Se elas têm filhos, mesmo que sejam MILFs, é provável que seus maridos as vejam como mães mais do que amantes agora. Elas estão desesperadas por validação que ainda são sensuais e desejáveis e, vindo de um homem mais jovem, isso significa ainda mais!
  3. Acho que você é jovem demais para mim / não é jovem demais para mim? Espere que essa pergunta surja muito. Não se preocupe - este é um bom sinal! Se ela está dizendo / perguntando isso é porque ela está lhe dando a oportunidade de refutar. Se ela realmente se sentisse assim, não responderia a você. Mas agora você está em uma posição crítica; como você responde a isso determinará se você consegue um encontro / relacionamento. Lembre-se de que ela não está falando sério, está testando você. Prepare uma resposta bem pensada a isso com antecedência. Eu acho que este é um bom começo:
“Você realmente se sente assim ;)?” Esta é uma maneira divertida de ir direto ao ponto" "Eu realmente não vejo as coisas dessa maneira. Estou procurando por características como maturidade, confiança, discrição e abertura. Mulheres mais maduras têm mais desses traços e você é incrivelmente sexy." 7. Elas vão pensar que você é imaturo. Imediatamente elas assumirão que você é jovem, excitado e imaturo. Você precisa refutar isso imediatamente. Inicie suas mensagens o mais maduro e profissional possível. Releia suas mensagens e verifique se a ortografia e gramática são 100%. À medida que a conversa continua, você pode se tornar cada vez mais brincalhão, mas a primeira impressão dela precisa ser que você é maduro e inteligente, e não um garoto idiota.
Então aí está, minha opinião extensa e bem pesquisada sobre: Por que sites de coroa não funcionam Onde você pode encontrar coroas REAIS Como você pode maximizar suas chances de entrar em um relacionamento causal com uma coroa Se você leu este artigo e realmente implementar essas dicas, estará dez passos à frente da concorrência e estará no caminho de namorar coroas, MILFs e mulheres maduras.
Ah, e antes que eu esqueça, a pergunta "MILFs e coroas são a mesma coisa?"
A resposta é não. MILF: MILF significa ‘Mãe que eu gostaria de comer’ em inglês. São mulheres com filhos que você acha sexy, só isso.
Coroas (ou cougars em inglês): as coroas são mais velhas, atraentes, mulheres que estão "rondando" explicitamente por homens mais jovens!
O Brasil é um país de trair coroas casadas! Uma em cada dez mulheres casadas encontrou alguém mais de 10 anos mais novo! 8% das mulheres têm encontros casuais com homens muito mais jovens. A maior diferença de idade média entre coroas casadas e amantes é de cinco a dez anos 57% dos homens tiveram um caso com uma coroa casada O estudo constatou que oito por cento das mulheres casadas tiveram um caso com um homem mais jovem Mulheres maduras também são muito atraentes para homens casados. 61% dos homens casados ​​no Brasil têm um caso extraconjugal com uma mulher mais velha. 25% dos homens casados ​​namoraram uma mulher entre cinco e dez anos mais velha. O apetite sexual das mulheres aumenta com a idade, enquanto os homens tendem a atingir o pico em seus vinte e poucos anos. Isso poderia explicar a tendência crescente de coroas casadas em busca de homens. Casados ​​com homens podem ver um declínio escasso no desejo sexual e coroas casadas, eles estão ficando cada vez mais frustrados. Eles agora optam por conhecer um cara que é mais jovem, simplesmente porque sua libido é mais semelhante.
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.07.13 04:52 altovaliriano Stannis (Parte 3)

Segundo os relatos de Varys, Melisandre convertera Selyse já fazia alguns anos (ACOK, Tyrion III). Stannis começa a ouvir os conselhos da esposa quando os Senhores da Terra da Tempestade ignoram sua pretensão. Um banquete é dado para Melisandre, que é colocada à direita do rei “lugar de grande honra”. Quando ambas as mulheres desprezam o ceticismo de Cressen, Stannis põem-se ao lado das duas e permite que Cressen seja humilhado.
Stannis é um pau-mandado ganancioso e altamente influenciável, certo? Ao menos, foi o que a série da HBO fez dele. O cara que vimos no Prólogo de A Fúria dos Reis, por 3 temporadas. Mas, na verdade, Stannis é mais cinza do que aquilo.
No primeiro capítulo de Davos em A Fúria dos Reis, as palavras “Azor Ahai” e “Luminífera” são mencionadas na história pela primeira vez (muito embora R’hllor já tenha sido mencionado no Prólogo). O fato de que Melisandre está queimando a estátua dos Sete enquanto os homens do rei assistem impassíveis poderia indicar que a mulher vermelha conseguiu o impossível: dobrar Stannis.
Porém, a cena e o restante do capítulo tanto comprovam que Stannis é bem flexível, quanto que Melisandre não é tão impressionante. A sacerdotisa prepara uma cena arthuriana para que Stannis seja “o rei que sacou a espada”, enquanto ela recita “Azor Ahai para leigos”. Mas não é apenas a multidão que está desanimada. “Azor Ahai” também parece cooperar a contragosto. De certa maneira, até parece um peça de teatro infantil cheia de crianças que preferiam estar brincando no parquinho.
Vejam por vocês mesmos.
O protagonista:
Stannis Baratheon avançou como um soldado marchando para a batalha.
Dirigiu-se diretamente à Mãe, agarrou a espada com a mão enluvada e a libertou da madeira ardente com um único puxão forte.
Praguejando, o rei enterrou a ponta da espada na terra úmida e apagou as chamas com pancadas na perna.
Quando a canção terminou, dos deuses só restava madeira carbonizada, e a paciência do rei tinha se esgotado. Pegou a rainha pelo braço e a levou de volta a Pedra do Dragão, deixando Luminífera onde estava. A mulher vermelha ficou um momento para trás, a fim de vigiar Devan e Bryen Farring, que se ajoelharam e enrolaram a espada queimada e enegrecida no manto de couro do rei. A Espada Vermelha dos Heróis parece uma bela porcaria, Davos pensou.
Os figurantes:
Mesmo para os soldados, era difícil não sentir desconforto perante tamanha afronta aos deuses que a maioria havia adorado durante toda a vida.
Os deuses nunca tinham significado muito para Davos, o contrabandista, embora, tal como a maioria dos homens, fizesse oferendas […]
Uma fumaça preta subia, retorcendo-se e enrolando-se. Quando o vento a empurrava contra eles, os homens piscavam, lacrimejavam e esfregavam os olhos. Allard virou o rosto, tossindo e praguejando. Um gostinho do que está por vir, pensou Davos.
E isso só para falar dos homens de Westeros. Os homens de Essos riem abertamente na cerimônia, sem nenhuma represália por parte de Stannis.
Os homens de Myr trocavam piadas enquanto desfrutavam do calor do fogo
Salladhor Saan sequer se dignou a aparecer, também sem represália. O lyseno, contudo, vai mais além do que ignorar a cena. Ele explica a lenda de Azor Ahai a Davos, de forma a banaliza completamente o que vimos anteriormente.
Aquela espada não era a Luminífera, meu amigo.
A súbita mudança de assunto deixou Davos pouco à vontade.
Espada?
Uma espada arrancada do fogo, sim. Os homens contam-me coisas, é o meu sorriso agradável. Como irá uma espada queimada servir Stannis?
Uma espada ardente – Davos corrigiu.
Queimada – Salladhor Saan o corrigiu –, e fique feliz por isso, meu amigo. Conhece a lenda sobre a forja de Luminífera? Vou contá-la. […] Compreende agora o que quero dizer? Fique feliz por ter sido apenas uma espada queimada que Sua Graça tirou do fogo. [...]
Entre os westerosi, apenas Davos e Lorde Velaryon parecem estar atentos à qualidade da dramaturgia.
Lorde Velaryon observava o rei, e não o incêndio.
Pelo modo como GRRM destaca que os Velaryon tinha origens em Essos e relações íntimas com os Targaryen, fica parecendo que o autor quer nos sugerir que talvez Lord Monford já tenha visto esta peça antes:
Davos teria dado muito para saber o que ele estaria pensando, mas um homem como Velaryon nunca lhe faria confidências. O Senhor das Marés era do sangue da antiga Valíria, e sua Casa havia fornecido noivas aos príncipes Targaryen três vezes […].
Porém, na verdade, nenhum homem com memória tinha ali motivos para se impressionar com as “chamas verde-jade” que rodopiavam “em volta do aço cor de cereja”. Bastava ter presenciado um corpo-a-corpo em Porto Real nos últimos anos.
Um ano antes, estivera com Stannis em Porto Real, quando o Rei Robert organizou um torneio no dia do nome do Príncipe Joffrey. Lembrava-se do sacerdote vermelho Thoros de Myr e da espada flamejante que ele brandiu no corpo a corpo. O homem rendeu um espetáculo colorido, com as vestes vermelhas esvoaçando, enquanto a espada estremecia com chamas verde-claras. Mas todos sabiam que não havia ali verdadeira magia, e no fim o fogo esgotou-se, e Bronze Yohn Royce abriu sua cabeça com uma maça vulgar.
Entretanto, nada disso incomoda o novo rei. Não em razão de ele ser um fanático religioso cego. Mas porque Stannis sabe que tudo é encenação e deseja que assim seja. Ele sabe que a cortina de fumaça de Melisandre é grossa e temida.
[…] A mulher vermelha. Metade dos meus cavaleiros tem medo até de dizer seu nome, sabia? Mesmo se não puder fazer mais nada, uma feiticeira que é capaz de inspirar tal terror em adultos não pode ser desprezada. Um homem assustado é um homem vencido.
Diante disto, ficam diversas perguntas. Como foi combinada a cerimônia? Quando foi que Melisandre contou a Stannis que ele era a ressusreição de Azor Ahai? Ela contou a história toda ou apenas a versão “para leigos”? Teria a sacerdotisa exigido um sacrifício e Stannis só concordado com a cerimônia mequetrefe?
Nada disso sabemos até agora (ou ao menos eu não sei). Porém, sabemos que Melisandre não havia feito nenhuma demonstração significativa de poder até aquele momento. Ao contrário de Davos, Stannis não viu o veneno e acha que Cressen simplesmente morreu. Ele não compartilha dos medos de Davos. Na verdade, quer ver os poderes de Melisandre em ação.
[…] E talvez possa fazer mais. Pretendo verificar.
Portanto, os planos de Stannis incluem feitiçaria e truques para ganhar as batalhas. Mais do que isso: ele pede que Davos use de todo tipo de artimanha para fazer com que a bastardia dos filhos de Cersei chegue a domínio público:
[…] Seja direto onde puder, e furtivo onde for necessário. Use todos os truques de contrabandista que conhece, as velas negras, as enseadas escondidas, o que for preciso. Se faltarem cartas, capture alguns septões e faça-os copiar mais.
Se você ainda não acha estas atitudes e estratagemas um pouco estranha para um homem rígido no seu senso de honra, que tal Stannis exigindo a Pylos que seja chamado de “sor” na mesma carta que o chama de “regicida”, pois ele ainda era um cavaleiro.
Escreva Sor Jaime, o Regicida, daqui em diante – disse Stannis, franzindo a sobrancelha. – Seja o que for além disso, o homem ainda é um cavaleiro.
Uma cortesia tão inútil quanto contestável, especialmente porque naquela mesma carta o rei manda tirar o “querido” antes do nome de seu irmão Robert. As formalidades para Stannis são mais importantes do que o conteúdo. Por isso, um ritual forjado lhe vale mais do que uma conversão de coração e alma.
As pessoas entendem Stannis como um homem cegado pela honra e cumprimento do dever. Mas o rei marinho de Westeros enxerga bem, especialmente a si mesmo.
Fui até eles como pedinte e riram de mim. Pois bem, não haverá mais pedidos, e também não haverá mais risos.
Sabe que tentar ganhar o Trono pelas vias normais é o mesmo que insistir em um falcão que voa baixo e com poucas chances de acertar a presa. A história sobre Asaltiva é a analogia que Martin achou para nos informar que Stannis encara R’hllor como seu instrumento, não como seu Senhor. Ele quer que os homens parem de rir dele, e o temam como temem Melisandre.
A esta altura dos acontecimentos, ser Azor Ahai é prescindível. O essencial é que ele mude seu brasão e dê espaço para que Melisandre conquiste corações e mentes em seu lugar, pois, ao contrário dele, ela é fascinante. Em sua mente, tudo que ele precisa é que ela lhe conquiste as espadas para marchar para Porto Real e sua experiência militar fará o resto.
É Stannis quem usar Melisandre, não o contrário. Quem diz isso, é ela mesma:
Ela andava o mais perto de Jon Snow que se atrevia, perto o suficiente para sentir a desconfiança transbordando dele, como uma névoa negra. Ele não me ama, nunca me amará, mas fará uso de mim. Muito bem. Melisandre dançara a mesma dança com Stannis Baratheon, bem no começo.
(ADWD, Melisandre)
Só depois de perder a Batalha da Água Negra é que esta relação começará a se inverter.
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.06.08 04:48 altovaliriano Shae (parte 2)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A relação entre Tyrion e Shae começa com um tom promissor. Tyrion fica satisfeito por ter arranjado uma mulher esperta, indolente e com poucos escrúpulos. Shae arranjou um cliente abastado, zeloso e lúcido. A única coisa que vai se transformando durante A Fúria dos Reis é justamente a lucidez de Tyrion.
Agora estou livre de Tysha, pensou. Ela me assombrou durante metade da minha vida, mas já não preciso dela, não mais do que preciso de Alayaya, Dancy ou Marei, ou das centenas de mulheres iguais a elas com que fui me deitando ao longo dos anos. Agora tenho Shae. Shae.
(ACOK, Tyrion VII)
É uma situação que chegará a tal ponto de absurdo em A Tormenta de Espadas que até o próprio Varys se permite a um desabafo:
[…] Confesso que não compreendo o que há nela para fazer com que um homem inteligente como você aja tão tolamente.
(ASOS, Tyrion VII)
Eu acho que consigo responder a Varys o que há em Shae para que Tyrion haja como um bobo. Shae é a muleta na qual Tyrion se apoia durante sua ascensão á posição de maior importância que alcançou em sua vida. Tyrion ignora todos os defeitos de Shae porque ela se torna um amuleto de seu momento. Ele quer preservar Shae na mesma medida em que busca preservar o prestígio recém-adquirido.
Quando Tyrion conhece Shae à beira do Ramo Verde, o anão era apenas o mais desprezível dos Lannisters. Aquele que o próprio Tywin não se importava em enviar à morte como bucha de canhão. Porém, o aprisionamento de Jaime e a impotência de Cersei em controlar Joffrey elevam Tyrion ao terceiro lugar da Casa (Kevan era o segundo, tão importante que Tywin não pode enviá-lo a Porto Real).
Como já aleguei antes,tenho impressão de que a trajetória de Tyrion lembra aquela frase atribuída a Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se quiser testar o caráter de um homem, lhe dê poder". A Guerra dos Cinco Reis dá e tira poder de Tyrion, mas ele sempre pode contar com o afeto artificial de Shae.
É real, tudo isso, pensou, as guerras, as intrigas, o grande jogo sangrento, e eu no centro de tudo… eu, o anão, o monstro, aquele de quem zombavam e riam. Mas agora tenho tudo, o poder, a cidade, a moça. Foi para isso que fui feito e, que os deuses me perdoem, adoro tudo…
(ACOK, Tyrion VII)
Porém, o isolamento de Tyrion no poder faz com ele confunda os serviços incondicionais da prostituta com lealdade incondicional. Tyrion desenvolve sentimentos para com Shae, mas não amor, e sim dependência.
Idiota, disse depois a si mesmo, enquanto descansavam no meio do colchão afundado, entre lençóis amarrotados. Nunca aprenderá, anão? Ela é uma prostituta, maldito seja, é o seu dinheiro que ama, não o seu pau. Lembra de Tysha?
(ACOK, Tyrion I)
Tyrion pensa em Shae como uma prostituta e faz para ela os planos que homens fazem para suas concubinas. Ele não ousa sequer sonhar em casar com ela, mas, claro, sabemos que ele pensa assim exatamente porque sabe o que Tywin faria com ela se soubesse. O que Tyrion não conta ao leitor (e nem poderia) é que é justamente porque o pai o proíbe que ele passa a projetar Tysha (seu outro amor proibido) sobre Shae.
Em outras palavras, ele não ama Shae, ele ama a sombra que Tywin jogou sobre ela e, em razão de seu isolamento no poder, Tyrion fica cada vez mais dependente desta relação. Especialmente porque, desta vez, ele não quer que as coisas terminem como terminaram da última vez.
[...] gostaria de ser sua senhora, senhor. Vestiria todas as coisas bonitas que me deu, cetim, samito e pano de ouro, e usaria suas joias, pegaria na sua mão e sentaria ao seu lado nos banquetes. Poderia dar-lhe filhos, sei que poderia… e juro que nunca o envergonharia.
Meu amor por você já me envergonha o suficiente.
(ACOK, Tyrion X)
Shae, contudo, não corresponde nenhum destes sentimentos. Até porque Shae tem pouca capacidade para empatia (uma das coisas que a série de TV difere dos livros). Talvez seja porque a prostituição a fez assim. Ou talvez ela simplesmente é assim.
De fato, quando fala sobre seu trabalho como aia de Lollys Stokeworth após ela sofrer estupro coletivo durante a revolta do pão, Shae desmerece o trauma de Lollys e só mostra nojo com a sujeira de Lollys com a comida:
Está dormindo. Dormir é tudo o que quer fazer, a grande vaca. Dorme e come. Às vezes adormece enquanto está comendo. A comida cai para dentro de sua manta e ela rola em cima, e tenho de limpá-la – fez uma cara enojada. – Tudo o que fizeram foi fodê-la.
(ACOK, Tyrion XII)
Essa resposta é particularmente interessante, pois, em um capítulo anterior, Shae havia assim reagido quando o anão lhe contou sobre a punição de Tysha:
Os olhos de Shae tinham-se aberto muito, mas Tyrion não conseguiu ler o que havia por trás.
(ACOK, Tyrion X)
Apesar de sua esperteza, Shae demonstra repetidas vezes ter uma visão míope sobre como o mundo de Tyrion funciona. Quando Tyrion afirma que não poderia casar com ela por causa de sua família, Shae aparece com uma solução brilhante: mate sua família.
– Então mate-a e resolva o assunto. Não é como se houvesse algum amor entre vocês.
Tyrion suspirou.
– Ela é minha irmã. O homem que mata seu próprio sangue é para sempre maldito aos olhos dos deuses e dos homens. Além disso, [...] meu pai e meu irmão gostam dela. […] Contra Jaime ou meu pai, não tenho mais do que umas costas tortas e um par de pernas atrofiadas.
– Tem a mim – Shae o beijou, deslizando os braços em volta de seu pescoço enquanto pressionava o corpo contra o dele.
(ACOK, Tyrion X)
Em outro momento, quando Varys estava propondo o enigma do mercenário, Shae deixa escapar em um ato falho que o homem rico era o mais poderoso:
– Numa sala estão sentados três grandes homens, um rei, um sacerdote e um homem rico com o seu ouro. Entre eles está um mercenário, [...]: Quem sobrevive e quem morre? […]
Shae franziu seu lindo rosto.
– O rico sobrevive, não é?
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae fica sabendo que Tyrion habitaria a Torre da Mão na Fortaleza Vermelha, ela faz de tudo para manipulá-lo a levá-la também. Mesmo quando Tyrion aluga uma mansão para ela, Shae parece insatisfeita o suficiente para certas máscaras começarem a cair:
Tinha instalado Shae numa vasta mansão [...]. Queria passar mais tempo com ele, tinha dito; queria servi-lo e ajudá-lo. “Ajuda-me mais aqui, entre os lençóis”, disse-lhe uma noite depois do amor [...]. Ela não tinha respondido, exceto com os olhos. Foi aí que viu que aquilo não era o que ela queria ter ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae vislumbra que o plano de Tyrion para trazê-la para o castelo era deixá-la nas cozinhas como lavadora de pratos, Shae chega a pedir para ficar na mansão (“não podia apenas me dar mais guardas?”). Tyrion a agride quando ela desdenha do poder de Tywin, ele lhe conta sobre Tysha e ela finalmente concorda.
Neste diálogo vimos Shae fazer alegações sobre seu próprio passado como forma de ameaça velada de deixar Tyrion, com clara intenção de manipulá-lo. Contudo, quando Tyrion a confronta com a versão anterior do relato, ela simplesmente mente para consertar a contradição:
Meu pai fez de mim a ajudante de cozinha dele – ela disse, com a boca se contorcendo. – Foi por isso que fugi.
Tinha me dito que fugiu porque seu pai fez de você a prostituta dele – lembrou-lhe Tyrion.
Isso também.
(ACOK, Tyrion X)
Como Tyrion logo depois conta a Shae que decidiu lhe dar o cargo de aia de Lollys, eu acredito que a garota deve ter sentido que havia conseguido persuadir Tyrion com sua insistência, ignorante de que a alternativa havia sido apresentada e arranjada por Varys.
Eu, inclusive, suspeito que foi neste momento que Shae passou a constar da folha de pagamento do eunuco, que fez isso justamente para evitar que ela entrasse na folha de Petyr Baelish. Permitam-me explicar.
Tyrion havia enganado Varys, Pycelle e Mindinho sobre seus planos com Myrcella (ACOK, Tyrion IV), mas Petyr havia ficado realmente irritado por ter sido dobrado pro Tyrion (ACOK, Tyrion V). Tyrion já está usando o túnel da mão pra visitar Shae há um bom tempo (ACOK, Tyrion III), mas certo dia Tyrion chega ouvir “o som de música pairando sobre os telhados” quando sai dos estábulos (ACOK, Tyrion VII), indicando que talvez Symon Lingua-de-Prata já estivesse espiando as redondezas.
Pois bem, Petyr deixara Porto Real para Ponteamarga algum tempo antes de Myrcela partir (ACOK, Tyrion VIII), um álibi clássico de Petyr antes de dar o sinal verde para seus planos. Após a revolta do pão, Symon já está na mansão com Shae algo que Tyrion não saberia caso não tivesse abandonado a cautela e saído a galope por Porto Real, “correndo para o seu amor” (ACOK, Tyrion X).
Mas a fala de Shae sobre Symon parece indicar que Symon é um visitante habitual desde um pouco depois de que Tyrion e Mindinho tiveram sua desavença:
– Não vai lhe fazer mal, não é? – Shae acendeu uma vela perfumada e ajoelhou-se para tirar suas botas. – Suas canções alegram-me nas noites em que você não vem.
(ACOK, Tyrion X)
Portanto, eu acredito que Symon é um agente de Mindinho que está espionando Shae a fim de descobrir pontos fracos na Mão. Alguns leitores acreditam que a própria Shae seria uma espiã de Petyr, a partir do fato de que ela estava bem informada demais sobre as atrações do casamento de Joffrey - especialmente a justa de bobos (ASOS, Tyrion II). Entretanto, estes leitores deixam passar que foi Symon quem trouxe essas informações à Shae.
Não por outra razão, no mesmo capítulo que Symon e Tyrion se encontram pela primeira vez, Varys encontra a solução perfeita para trazer Shae para a corte. Varys combina perfeitamente as necessidades ostentadoras de Shae, os desejos de Tyrion e a necessidade de tirar urgentemente a menina da linha de fogo dos agentes de Petyr.
– É melhor aia de uma senhora do que ajudante de cozinha –Shae dissera quando Tyrion lhe contou o plano do eunuco. – Posso levar o cinto de flores de prata e o colar de ouro com diamantes negros que disse que se pareciam com meus olhos? Não os usarei, se disser que não devo.
(ACOK, Tyrion XI)
Por outro lado, Lollys é a patroa ideal para neutralizar a ganância de Shae. O esquema de Varys requeria que ele contasse à mãe de Lollys (Senhora Tanda) que a aia atual de sua filha estava roubando jóias (ACOK, Tyrion X). Não sabemos se esta história é verdade ou Varys iria armar para cima da atual serva. O que importa perceber é que, uma vez que a história vazasse, Tanda provavelmente endureceria a vigilância sobre a nova criada, deixando pouco espaço para Shae causar problema roubado coisas na corte.
Como se vê, a natureza de Shae está muito aparente para aqueles ao redor de Tyrion, exceto para o próprio Tyrion. Por mais que exercite com frequência a lembrança de que ela é uma prostituta atrás de dinheiro e conforto, e de saber que a relação entre eles não passará daquele estágio de amor proibido, ele parece incapaz de fantasiar com seu afeto.
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2020.04.08 04:18 twigmartim Como não ser gay

Se você quer ser um macho de verdade foda, você tem que seguir essa lista para ter certeza que você não vai virar um gayzinho que gosta de jogar Legend of Zelda e assistir Flow podcast no youtube.
  1. Não limpe a bunda, quem limpa a casa é porque vai receber visita, não importa se depois você sujar o lençol de merda, na época de homens como Napoleao Bonaparte não existia papel higiênico, ia pra guerra todo cagado mesmo.
  2. Não jogue jogos coloridos e afeminados como Legend of Zelda, Lol, qualquer coisa da Nintendo em geral. Só pode jogar um Call of duty, qualquer coisa da Rockstar, e um cs. E futebol, futebol pra caralho.
  3. Se um amigo ou familiar homem seu, for te dar um abraço, senta a mão no arrombado, sério, homem só pode ser tocado por mulheres e por ele mesmo. Se você deixa um amigo seu te dar um abraço, vice já está praticamente dando o cu.
  4. Tenha pelo menos, umas 80 mulheres no seu zap zíper, se você tem dificuldade com mulher, peço que saia dessa lista e vá ouvir o Flow podcast, ou paga um coach pra você seu viadinho.
  5. Por último e mais importante tenha barba, barba é coisa mais importante num macho de verdade, quanto maior melhor, igual pinto. A é verdade, também não corte as unhas, tome banho, se depile etc, qualquer cuidado com a aparência é coisa de viado, isso inclui academia, a não ser que vocé faça pra comer mulher.
É isso espero ter ajudado vocês com minhas dicas, eu sou João de Almeida, tenho 26 anos. ATÉ MAIS.
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2020.04.04 04:52 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53563214511
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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A Dama Faz Protestos Demasiados

No episódio anterior de A Grande Conspiração do Norte, Harwood Stout, juramentado a Lady Dustin, foi visto conversando baixinho com Terror das Rameiras Umber, um conhecido “sócio” de Lorde Manderly desde A Fúria dos Reis. Do que eles falaram? Não procure para além do tour guiado por Lady Dustin às criptas de Winterfell no final do capítulo.
Theon vagueia sem rumo por algum tempo após o desjejum, atravessando as partes destruidas do castelo, subindo para as ameias e confessando no bosque sagrado. Durante esse mesmo período, a Senhora Dustin manda seus homens procurarem nas adegas, até nas masmorras, a entrada para as criptas. Seguindo as instruções de Theon, eles encontram essa entrada e passam meia hora cavando neve e entulho para descobrir a porta congelada, que precisou ser aberta com um machado. Todo esse esforço foi feito apenas para que ela se apresentasse um queixa antiga tendo apenas pedra fria, Theon e os silenciosos mortos como companhia. Que outro motivo a Senhora Dustin poderia ter para visitar as criptas?
Segundo a teoria, ela teria acabado de ouvir de Manderly (quem ouviu de Stout e Terror das Rameiras) que Bran e Rickon sobreviveram. Os meninos, Osha, Jojen, Meera e Hodor fugiram de seus perseguidores, escondendo-se nas criptas. É o que Bran conta ao moribundo meistre Luwin, enquanto Wex espia de seu esconderijo na árvore coração. O grupo de Bran também deixa evidências de sua estadia.
Osha levava sua longa lança de carvalho numa mão e o archote na outra. Uma espada nua pendia de suas costas, uma das últimas a ostentar a marca de Mikken. Forjara-a para a sepultura do Lorde Eddard, para deixar seu fantasma em descanso. Mas com Mikken morto e os homens de ferro de guarda no arsenal, era difícil resistir a bom aço, mesmo se implicasse assaltar uma tumba. Meera tinha ficado com a lâmina de Lorde Rickard, apesar de se queixar de seu peso. Bran ficou com a do seu homônimo, a espada feita para o tio que nunca conhecera.
(ACOK, Bran VII)
Até Hodor rouba uma espada ao sair.
O cavalariço tinha se esquecido de sua espada, mas agora se lembrara.
– Hodor! – exclamou. Foi buscar a arma.
Tinham três espadas mortuárias que trouxeramdas criptas de Winterfell quando Bran e o irmão Rickon se esconderam dos homens de ferro de Theon Greyjoy. Bran ficou com a espada do tio Brandon; Meera, com aquela que encontrara sobre os joelhos do avô, Lorde Rickard. A lâmina de Hodor era muito mais velha, um enorme e pesado pedaço de ferro, embotado por séculos de negligência e cheio de pontos de ferrugem.
(ASOS, Bran I)
Enquanto estava nas criptas com Theon, a Senhora Dustin nota especificamente as espadas que faltam.
– Aquele rei perdeu sua espada – a Senhora Dustin observou.
Era verdade. Theon não se lembrava que rei era aquele, mas a espada longa que devia segurar se fora. Marcas de ferrugem permaneciam para mostrar o lugar em que a lâmina estivera. [...] Seguiram adiante. O rosto de Barbrey Dustin parecia mais duro a cada passo. Ela não gosta deste lugar tanto quanto eu. Theon se ouviu falando:
– Minha senhora, por que odeia os Stark?
Ela o estudou.
– Pela mesma razão que você os ama. [...] Por que você ama os Stark?
– Eu... – Theon colocou uma mão enluvada contra um pilar. – ... eu queria ser um deles...
– E nunca pôde. Temos mais em comum do que imagina, meu senhor. Mas venha.
Apenas um pouco adiante, três tumbas estavam agrupadas juntas. Foi lá que pararam.
– Lorde Rickard – a Senhora Dustin observou, estudando a figura central. A estátua pairava sobre eles; rosto comprido, barbado, solene. Tinha os mesmos olhos de pedra dos demais, mas os seus pareciam tristes. – Ele tampouco possui uma espada.
Era verdade.
– Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas. A de Brandon se foi também"Aquele rei está sentindo falta da espada", observou Lady Dustin.
(ADWD, O Vira-casaca)
Suponhamos que o verdadeiro objetivo da Senhora Dustin nas criptas seja confirmar a história de Wex. O que ela conta a Theon sobre sua história pessoal com os Starks não é mentira, é claro, mas também serve como cortina de fumaça para suas investigações, caso Ramsay (ou, pior ainda, Roose) questione suas ações. Embora a Senhora Dustin avise Theon para não repetir nada do que ela disse, ela deve saber que ele falharia na tentativa de manter segredos dos Bolton, se eles perguntassem abertamente. Theon e sua crença de que ela odeia os Starks são seu álibi.
No entanto, Roose parece ter certeza da lealdade da Senhora Dustin à Casa Bolton. Por que ela o abandonaria? Para começar, o que quer que os Starks tenham cometido com ela não muda o fato de que Rickard, Brandon e (agora) Ned estão todos mortos. Portanto, não são mais alvos satisfatórios de seu ressentimento. É verdade que a Senhora Dustin ainda pode guardar rancor contra os Starks. Porém não tanto quanto por Ramsay. A Senhora Dustin despreza Ramsay, e o sentimento é inteiramente mútuo.
– Deveria ter sido você a organizar o banquete, para celebrar meu retorno – Ramsay reclamou –, e deveria ter sido no Solar Acidentado, não nessa latrina de castelo.
– Solar Acidentado e suas cozinhas não estão a minha disposição – seu pai disse suavemente. – Sou apenas um convidado lá. O castelo e a cidade pertencem à Senhora Dustin, e ela não pode sustentá-lo lá.
O rosto de Ramsay ficou sombrio.
– Se eu cortar as tetas dela e der de comer para minhas garotas, ela me sustentará então? Ela me sustentará se eu arrancar a pele dela para fazer um par de botas para mim?
– Improvável. E essas botas sairiam caras. Elas nos custariam Vila Acidentada, a Casa Dustin e os Ryswell. – Roose Bolton sentou-se do outro lado da mesa, de frente para o filho. – Barbrey Dustin é a irmã mais nova da minha segunda esposa, filha de Rodrik Ryswell, irmã de Roger, Rickard e do meu homônimo Roose, prima dos outros Ryswell. Ela gostava do meu falecido filho e suspeita que você tenha alguma coisa a ver com a morte dele. A Senhora Barbrey é uma mulher que sabe nutrir uma mágoa. Seja grato por isso. Vila Acidentada é leal aos Bolton em grande parte porque ela ainda culpa Ned Stark pela morte do marido.
Leal? – Ramsay fervilhava. – Tudo o que ela faz é cuspir em mim. Chegará o dia em que colocarei fogo em sua preciosa cidade de madeira. Deixe ela cuspir nisso, para ver se apaga as chamas.
(ADWD, Fedor III)
O fato de Ramsay ter assassinado Domeric Bolton a sangue frio é um dos segredos mais mal guardados do Norte. Acho que a Senhora Dustin prefere que a justiça seja feita contra o assassino de seu amado sobrinho do que, em nome de sua vingança contra os Starks, continuar a apoiar um regime que legitima Ramsay como herdeiro. De todo modo, os Stark nem seriam culpados pela morte de seu marido, já que Lorde Dustin decide ir para o sul por seu próprio orgulho.
Além disso, a Senhora Dustin não estaria sozinha em sofrer se Ramsay herdarsse, legalmente ou não, o controle do norte. Vila Acidentada e seus habitantes poderão ser vítimas da ira indiscriminada de Ramsay, e os senhores menores sob a proteção dela, como Stout, provavelmente não se sairão muito melhor. No caso improvável de que Ramsay de alguma forma se contenha de responder ofensas passadas com fúria assassina, ele ainda não demostrou ter interesse em colocar o bem-estar de suas terras e povo sobre seu próprio bel-prazer egoísta. Tudo o que se pode dizer sobre os Starks, bons ou ruins, é que eles são governantes justos e nos quais pode-se confiar para proverem o Norte durante um inverno rigoroso, como fizeram por milhares de anos.
Por fim, a Senhora Dustin traça paralelos entre Theon e ela mesma. Theon, que percebeu que nunca odiava verdadeiramente os Starks. Ele os amava como a única família que conheceu e estava rancoroso por não poder ser um deles por completo. Faz dezesseis anos desde a Rebelião de Robert. Certamente, a Senhora Dustin fez uma pequena auot-reflexão e possivelmente chegou à mesma conclusão que Theon? Ela amava Brandon e talvez Lyanna também, como uma irmã, sendo ambas selvagens, ferozes e bonitas?
Em minha opinião, quando ela sai das criptas, a Senhora Dustin teria decidido participar da conspiração de Manderly. E ela traz os Ryswells consigo.
Há algum indício sobre a mudança de fidelidade da Senhora Dustin e Ryswell? Sim, de fato existem!
[Dustin:] E Lorde Wyman não é o único homem que perdeu um parente em seu Casamento Vermelho, Frey. Acha que o Terror-das-Rameiras tem algum bom sentimento por você? Se vocês não tivessem prendido Grande-Jon, ele teria arrancado suas entranhas e feito vocês comê-las, como a Senhora Hornwood comeu seus dedos. Flint, Cerwyn, Tallhart, Slate... todos tinham homens com o Jovem Lobo.
– A Casa Ryswell também – disse Roger Ryswell.
– Até os Dustin fora de Vila Acidentada – a Senhora Dustin separou seus lábios em um sorriso fino e selvagem. – O Norte se lembra, Frey.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Não apenas nós, leitores, ficamos sabendo que Ryswells e Dustins morreram no Casamento Vermelho, mas vimos a Senhora Dustin citar o slogan da vingança de Manderly para um Frey com um sorriso decididamente lupino.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Batedores Ryswell? Agora, lembre-se de que uma teoria coloca Robett Glover como líder do segundo exército do Norte, fora dos muros de Winterfell, o qual teria subido a Faca Branca no rastro de Manderly e se aproximado sob a cobertura da tempestade de neve. Talvez esses batedores desaparecidos tenham ordens para entrar em contato com Glover e informá-lo sobre a evolução da coisa em Winterfell? Ao menos eles não foram encontrados, vivos ou mortos, pelos homens de Stannis.
– Qualquer homem lá fora, neste tempo, estará com o pau congelado. [riu Rickard Ryswell]
– Lorde Stannis está perdido na tempestade – disse a Senhora Dustin. – Está a quilômetros de distância, morto ou moribundo. Deixe o inverno fazer o pior. Alguns poucos dias e as neves enterrarão ele e seu exército.
E nós também, pensou Theon, impressionado com a tolice da mulher. A Senhora Barbrey era do Norte e deveria saber mais. Os velhos deuses estariam ouvindo.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Talvez ela saiba mais, mas está tentando ganhar tempo. Tanto para os conspiradores finalizarem seus preparativos quanto para Stannis chegue com um exército de reserva.
– O que está sugerindo, Frey? – O Senhor de Porto Branco secou a boca com a manga. – Não gosto do seu tom, sor. Não, nem um maldito bocado.
– Vá para o pátio, seu saco de sebo, e eu servirei todos os malditos bocados que seu estômago aguentar – disse Sor Hosteen.
Wyman Manderly riu, mas meia dúzia de seus cavaleiros ficou em pé ao mesmo tempo. Coube a Roger Ryswell e Barbrey Dustin acalmá-los com palavras apaziguadoras. Roose Bolton não disse nada. Mas Theon Greyjoy viu um olhar em seus olhos claros que nunca vira antes – uma inquietação e, até mesmo, uma pitada de temor.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Roose sabe há muito tempo que Manderly planeja uma traição (ADWD, Fedor III), mas o fato de que Lorde Wyman tenha abandonado a cautela, antagonizando abertamente os Freys durante a ceia, deveria sugerir que os planos de seus amigos estão alcançando o objetivo. E não acredito que Roose tenha certeza de quais são esses planos ou quem está envolvido neles, daí o medo inquieto que Theon observa.
Com Lady Dustin e os Ryswells a bordo, praticamente todas as Casas nortenhas em Winterfell se viraram contra os Boltons, deixando de fora os Freys, que neste momento são homens mortos andando. Manderly provacando os Frey no último POV de Theon pode ter sido um ato premeditado para estimular que Roose fizesse exatamente o que ele fez. Ou seja, enviar os homens de Frey e Porto Branco juntos para dar batalha a Stannis. Muito provavelmente, em minha opinião, as forças de Manderly darão um golpe nos Freys na primeira boa oportunidade que tiverem – digamos, depois que a vanguarda dos Frey cair em um lago congelado – depois debater com Stannis e os quatro mil nortenhos que ele tem sobre como tomar Winterfell e remover os Boltons do poder.

O Problema com Stannis Baratheon

Grande Jon Umber já teve uma coisa ou duas a dizer sobre Stannis.
Renly Baratheon não é nada para mim, e Stannis também não. Por que haveriam de governar a mim e aos meus de uma cadeira florida qualquer em Jardim de Cima ou Dorne? Que sabem eles da Muralha ou da Mata de Lobos, ou das sepulturas dos Primeiros Homens? Até os seus deuses estão errados. Que os Outros levem também os Lannister, já tive deles mais do que a minha conta – esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos. – Por que não havemos de nos governar de novo a nós mesmos? Foi com os dragões que casamos, e os dragões estão todos mortos! – apontou com a lâmina para Robb. – Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores – trovejou. – O Rei do Norte!
(AGOT, Catelyn XI)
Bem, como se vê, Stannis realmente conhece pouco sobre a Muralha e da Mata dos Lobos, mas está disposto a aprender, através de uma experiência dolorosa em primeira mão. Sua determinação corajosa em A Dança dos Dragões de ver o Norte livfre dos Boltons e Freys ganhou muitos admiradores. E, para esses e outros leitores, parecia completamente ingrato que os nortenhos subsequentemente rejeitem Stannis como seu rei em uma traição que certamente manchará para sempre a honra do norte.
Infelizmente para Stannis, no entanto, existem dois fatores principais trabalhando contra ele: 1) Seu deus vermelho, sempre faminto por sacrifícios, ainda é o errado. 2) Os nnortenhos simplesmente amam mais os Starks e não se importam com o Trono de Ferro.
Seis homens da rainha lutavam para colocar dois enormes postes de pinheiro em buracos que outros seis homens da rainha haviam cavado. Asha não teve que perguntar para que serviam. Ela sabia. Estacas. O anoitecer estaria sobre eles em breve, e o deus vermelho precisava ser alimentado. Uma oferenda de sangue e fogo, os homens da rainha chamavam, para que o Senhor da Luz possa voltar seus olhos de fogo sobre nós e derreter estas neves três vezes amaldiçoadas.
– Mesmo neste lugar de medo e escuridão, o Senhor da Luz nos protege – Sor Godry Farring disse para os homens que haviam se reunido para ver as estacas sendo marteladas dentro dos buracos.
– O que esse seu deus sulista tem a ver com a neve? – exigiu saber Artos Flint. Sua barba negra tinha uma crosta de gelo. – Isso é a ira dos antigos deuses sobre nós. É a eles que devemos agradar.
– Sim – disse Grande Balde Wull. – O Rahloo vermelho não significa nada aqui. Vocês apenas deixarão os antigos deuses mais zangados. [...]
Os quatro foram acorrentados de costas uns para os outros, dois em cada estaca. [...]À visão de Stannis, dois dos homens atados às estacas começaram a implorar por misericórdia. O rei ouviu em silêncio, sua mandíbula cerrada. Então disse para Godry Farring:
– Pode começar. [...]
Depois de um tempo, os gritos pararam. [...]
Clayton Suggs esgueirou-se ao lado dela.
– A boceta de ferro gostou do espetáculo? [...] A multidão será ainda maior quando for você se contorcendo na estaca. [...]
[Alysane:] A Senhora Asha não será queimada.
– Ela será – insistiu Suggs. – Já abrigamos essa adoradora do demônio entre nós por muito tempo. [...]
A Mulher-Ursa falou.
– E se você a queimar e a neve continuar a cair, e então? Quem queimará em seguida? Eu?
Asha não pôde segurar a língua.
– Por que não Sor Clayton? Talvez R’hllor goste de um dos seus. [...]
Sor Justin riu. Suggs achou menos graça.
– Aproveite suas risadinhas, Massey. Se a neve continuar a cair, veremos quem vai rir por último. – Olhou para os homens mortos nas estacas, sorriu e foi se juntar a Sor Godry e os outros homens da rainha. [...]
[Massey:] Se juntarão a mim [para cear], minhas senhoras?
Aly Mormont sacudiu a cabeça.
– Não tenho fome.
– Nem eu. Mas faria bem em engolir um pouco de carne de cavalo mesmo assim, ou em breve poderá desejar ter feito isso. [...]
Aly sacudiu a cabeça.
– Eu não.
(ADWD, O Sacrifício)
Eu penso que seja seguro concluir que Alysane Mormont não está impressionado com R'hllor, seus seguidores ou que o rei Stannis aprove práticas tão cruéis. Tampouco estão os homens do clã das montanhas. Curiosamente, no jantar, Artos Flint, Grande Balde Wull e o resto dos líderes dos clãs não são mencionados, possivelmente indicando que estão ausentes. Isso levou a algumas especulações de que a reunião de Alysane com os Liddles, Norreys, Wulls e Flints, cujos julgamentos iniciais de Stannis teria sido favorável enquanto ele comeu e bebu com eles.
Jon avisa Melisandre que os clãs das montanhas não admitirão insultos às suas árvores do coração (ADWD, Jon IV). Melisandre não acompanha Stannis a Winterfell, mas, no entanto, o devido respeito não foi pago aos deuses antigos. Pior ainda, com Flints e Norreys em Castelo Negro, as notícias poderiam muito bem se espalhar sobre como a sacerdotisa vermelha de Stannis e os homens da rainha forçam os selvagens a queimar pedaços dos represeiros sagrados do norte ao atravessar a Muralha (ADWD, Jon III). Os nortenhos estão dispostos a tolerar a adoração dos Sete, pois criar algumas seitas aqui e ali não perturba seus bosques sagrados, mas R'hllor é um deus ciumento e seus arrogantes devotos sulistas fariam conversões à força.
Enquanto Stannis, sua rainha ou seus homens continuarem apoiando o R’hllorismo fanático, ele, em minha opinião, nunca poderá deter o Norte. Até Porto Branco será cauteloso, pois os Sete já foram usados para acender os fogos de R'hllor, assim como os deuses antigos, e muitos do povo de Manderly sem dúvida adotaram a religião dos Primeiros Homens nos mil anos desde que aqueles procuraram refúgio com os Starks.
Sobre o segundo obstáculo de Stannis, um aspecto marcante da história de Westeros após a conquista é o quão isolacionista o Norte permanece até a Rebelião de Robert (e até depois). Embora oficialmente sejam parte do reino e estejam sujeito à autoridade do Trono de Ferro, os Stark ainda são, extraoficialmente, reis em tudo, exceto no nome. O número de Targaryens que se aventuraram ao norte do Gargalo nos últimos trezentos anos pode ser contado em uma mão: 1-2) Rei Jaehaerys, o primeiro de seu nome, com sua esposa, a boa rainha Alysanne, seus dragões e metade da corte; 3) Egg enquanto se disfarçava com Dunk no próximo conto “The She-Wolves of Winterfell”; 4-5) Meistre Aemon, acompanhado por Corvo de Sangue, ambos para tomar o preto. Mesmo Robert nunca o visita, exceto em A Guerra dos Tronos (e nove anos antes para acabar com a revolta de Balon Greyjoy).
Enquanto quem quer que esteja sentado Trono de Ferro permaneça em Porto Real, todo o resto do reino sente-se bem fingindo que o Norte não é efetivamente auto-governado por Winterfell. Suspeito, porém, que Stannis, inflexível em exigir sua merecida lealdade como o legítimo rei de Westeros, não ficará satisfeito com um acordo por meio do qual seus comandos reais devem primeiro ser aprovados por um Stark antes de serem postos em prática.
No entanto, ao se opor a isso, ele estaria desafiando o legado Stark. Que alcançou status quase mítico após milhares de anos de domínio mais ou menos contínuo. Quando o Norte é ameaçado por selvagens ou homens de ferro, são os Starks que chamam os homens às armas. Um Stark construiu a Muralja e liderou a luta contra os Outros. Os Stark expulsou os ândalos invasores, fizeram do Norte o único reino dos Primeiros Homens que ainda resta, mas entregaram voluntariamente sua coroa aos Targaryen para poupar seu povo do fogo do dragão. Eles servem a seu tipo distinto de justiça para desertores e outros criminosos. Eles punem bandidos rebeldes, tomam reféns quando necessário e casam-se com as famílias do Norte em busca de alianças. Com as paredes aquecidas e os jardins de vidro de Winterfell, os Stark provavelmente fornecem necessidades básicas (comida, abrigo) para os plebeus durante os longos invernos. De inúmeras maneiras, grandes e pequenas, os Starks provaram seu valor. Tanto é assim que mesmo seus inimigos seculares, os selvagens, não suportam ouvir Theon Vira-casaca pronunciar o lema dos Stark (ADWD, Theon I).
Em minha opinião, nenhum senhor sulistas pode esperar competir com a idéia dos Starks. Com o que eles passaram a representar para os nortennhos através da longa associação de muitas gerações: proteção e estabilidade em tempos difíceis de inverno. Alys Karstark, por exemplo, procura a ajuda de Jon – não a de Stannis – na condição de "o último filho de Eddard Stark", apesar de que Robb tenha decapitado seu pai e da ostensiva neutralidade da Patrulha da Noite (ADWD, Jon IX).
Além do mais, os nortenhos não juraram a Stannis nenhum voto aos quais eles se considerariam obrigados a seguir. A Grande Conspiração Nortenha, se verdadeira, antecede a chegada de Stannis à Muralha. Os Mormonts, os Glovers, Manderly e os outros partidários dos Stark teriam agido contra os Boltons com ou sem Stannis. E agora, em Winterfell, Stannis depende dos homens nortenhos que compõem a maior parte de seu exército, especialmente devido ao desgaste de seus cavaleiros sulistas.
Então, onde isso deixa Stannis? Quando um Stark estiver em Winterfell novamente, os nortenhos poderiam lhe dizer: “Agradecemos a ajuda, Sua Graça. Saiba que o norte estará sempre aberto para você e os seus. O trono de ferro? É por ali, e você é bem-vindo a sentar nele. Mate alguns Lannisters por nós!”. O que Stannis poderia fazer a respeito se os senhores do Norte se recusassem a se juntar à guerra dele? Nada, na verdade.
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.03.06 06:20 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 2

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52748381148
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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As Terras Fluviais: Corações lupinos

A Vingança da Senhora Coração de Pedra
Há um espião em Correrrio que se reporta à Irmandade sem Bandeiras. Seu nome é Tom dos Sete (ou Tom Sete Cordas de Seterrios), e desde que Jaime se interessou por ele, ele tem ouvido notícias de movimentos inimigos direto da boca do leão, além de esquivar-se pelo acampamento e castelo.
Sor Ryman [Frey] subiu ruidosamente a escada do cadafalso na companhia de uma prostituta de cabelos de palha, tão bêbada quanto ele. [...]Um aro de bronze martelado empoleirava-se, torto, em sua cabeça, gravado com runas e ornado com pequenas espadas negras. [...]
[Jaime:] Um bêbado, um idiota e um covarde. É melhor que Lorde Walder sobreviva a esse tipo, senão os Frey estão feitos . – Está dispensado, sor.
– Dispensado?
– Ouviu o que eu disse. Vá embora.
– Mas... para onde irei?
– Para o inferno, ou para casa, o que preferir. Que não esteja no acampamento quando o sol nascer. Pode levar sua rainha das putas, mas essa coroa que ela usa não – Jaime virou-se para o filho de Sor Ryman. – Edwyn, lhe darei o comando que era de seu pai. Tente não ser tão estúpido como ele.
– Isso não deverá ser tão difícil, senhor.
– Envie uma mensagem a Lorde Walder. A coroa exige todos os seus prisioneiro [...]
Uma multidão reunira-se junto do cadafalso, incluindo uma dúzia de seguidoras de acampamentos em vários graus de nudez. Jaime reparou num homem que trazia uma harpa.
– Você. Cantor. Venha comigo.
O homem tirou o chapéu.
– Às ordens do senhor.
Ninguém proferiu uma palavra no trajeto de volta ao barco, com o cantor de Sor Ryman a segui-los.
(AFFC, Jaime VI)
Tom fica sabendo de duas coisas na cena acima: 1) Ryman Frey, herdeiro de Lorde Walder, está deixando Correrrio, provavelmente retornando às Gêmeas. 2) Os reféns do Casamento Vermelho mantidos nas Gêmeas podem em breve ser transferidos para a custódia de Lannister e presumivelmente levados para Porto Real.
Uma possível terceira descoberta é que o Regicida é um comandante competente, o único homem com autoridade suficiente para por ordem nos Freys birrentos. Tom perde pouco tempo - não mais do que os dois dias que Correrrio leva para se render - entrando em contato com seus companheiros fora da lei sobre os planos de viagem de Ryman.
No próximo capítulo de Jaime, a Senhora Coração de Pedra emboscou Ryman e sua comitiva.
[Jaime] Em vez de regressar ao castelo de imediato, atravessou uma vez mais o Pedregoso para fazer uma visita a Edwyn Frey e discutir a transferência dos prisioneiros do bisavô. A hoste Frey começara a se desagregar horas depois da rendição de Correrrio, à medida que os vassalos e cavaleiros livres de Lorde Walder iam desmontando os acampamentos para se dirigirem para casa.
Os Frey que ainda restavam se preparavam para partir, mas foi encontrar Edwyn com o tio bastardo no pavilhão deste último.
Os dois estavam debruçados sobre um mapa, discutindo acaloradamente, mas calaram-se quando Jaime entrou.
– Senhor Comandante – disse Rivers com fria cortesia, mas Edwyn exclamou: – O sangue de meu pai está em suas mãos, sor.
Aquilo apanhou Jaime de surpresa.
– Como assim?
– Foi você quem o mandou para casa, não foi?
Alguém tinha de fazê-lo.
– Aconteceu algum infortúnio a Sor Ryman?
– Foi enforcado com toda sua comitiva – disse Walder Rivers. – Os fora da lei os capturaram duas léguas a sul de Feirajusta.
– Dondarrion?
– Ou ele ou Thoros, ou aquela mulher, Coração de Pedra.
Jaime franziu as sobrancelhas. Ryman Frey tinha sido um idiota, um covarde e um beberrão, e não era provável que alguém sentisse muitas saudades do homem, em particular os outros Frey. Se os olhos secos de Edwyn eram indicação de algo, nem mesmo seus próprios filhos fariam luto por ele durante muito tempo. Mesmo assim... Esses fora da lei estão se tornando ousados se se atrevem a enforcar o herdeiro de Lorde Walder a menos de um dia a cavalo das Gêmeas.
– Quantos homens Sor Ryman tinha consigo? – quis saber.
– Três cavaleiros e uma dúzia de homens de armas – disse Rivers. – É quase como se soubessem que ele ia regressar às Gêmeas, e com uma escolta pequena [...]
“Se você me perdoar por me intrometer na sua dor”, [Jaime] – Perdoe-me por me intrometer em sua dor – disse secamente –, mas temos outros assuntos a ponderar. Quando regressar às Gêmeas, por favor, informe Lorde Walder que o Rei Tommen exige todos os cativos que aprisionaram no Casamento Vermelho.
Sor Walder franziu as sobrancelhas.
– Esses prisioneiros são valiosos, sor.
– Sua Graça não os pediria se fossem inúteis.
Frey e Rivers trocaram um olhar. Edwyn disse: – O senhor meu avô esperará uma recompensa por esses prisioneiros.
E a terá, assim que me crescer uma nova mão, Jaime respondeu em pensamento.
– Todos nós temos esperanças – disse com brandura.
(AFFC, Jaime VI)
Muitos dos senhores do rio, de má vontade, dobraram os joelhos porque seus parentes ainda estão em cativeiro, da mesma maneira que Manderly diz concordar com os Boltons, mesmo sofrendo com a presença de Freys em sua corte, até que seu filho e herdeiro mais velho, Wylis, lhe é devolvido. Lorde Piper, por exemplo, que sai furioso do conselho de guerra de Jaime, provavelmente não quer nada além de passar Edwyn na espada, a menos que veja voltar ao lar seu filho primogênito, Marq.
Nenhum Frey estaria a salvo de represálias sangrentas caso os reféns do Casamento Vermelho escapassem a caminho de Porto Real. E a Irmandade sem Bandeiras poderá em breve estar em posição de facilitar exatamente essa fuga da prisão, tendo sido avisada da transferência graças a Tom.
Esta, no entanto, não é a única operação que a Irmandade sem Bandeiras poderia realizar. Pois Tom permanece em Correrrio no final de O Festim dos Corvos.
Lorde Emmon [Frey] reuniu Correrrio inteiro no pátio, tanto a gente de Lorde Edmure quanto a sua, e falou-lhes durante quase três horas sobre o que se esperava deles, agora que era seu chefe e senhor. De vez em quando brandia o pergaminho, enquanto moços de estrebaria, criadas e ferreiros escutavam num silêncio taciturno e uma ligeira chuva caía sobre todos.
O cantor, aquele que Jaime tomara de Sor Ryman Frey, também estava ali, escutando. Jaime deu com ele em pé numa porta aberta, onde estava seco. [...]
– Esperava que partisse com os Frey.
– Aquele ali em cima é um Frey – disse o cantor, indicando com a cabeça Lorde Emmon. – E este castelo parece um lugar bem aconchegante para passar o inverno. [...]
– Deve se dar magnificamente com a minha tia – disse Jaime. – Se espera passar o inverno aqui, assegure-se de que sua música agrade à Senhora Genna. É ela que importa.
– Você não?
– Meu lugar é junto do rei. Não ficarei aqui por muito tempo.
– Lamento ouvir isso, senhor. Conheço canções melhores do que “As Chuvas de Castamere”. Podia ter tocado para o senhor... Oh, sim, todo tipo de coisas.
(AFFC , Jaime VII)
Agora, lembre-se de que Daven Lannister está noivo de uma Frey: “Casarei e dormirei com minha doninha, nada tema. Sei o que aconteceu a Robb Stark. (Jaime V, AFFC) Jaime viaja para Covarbor, onde em A Dança dos Dragões ele trata com os Brackens e os Blackwoods, mas Daven é visto pela última vez em Correrrio, e especula-se que ele planeja se casar lá antes de tomar a estrada para Rochedo Casterly.
Nesse caso, bem, a Senhora Coração de Pedra talvez pretenda convidar a si mesma e a seus homens sem aviso prévio para um segundo Casamento Vermelho. A Senhora Genna não agradecerá a Jaime por ter colocado um alvo grande e gordo suas costas, e o próprio Lorde Walder pode decidir participar das festividades por uma oportunidade de se vangloriar do castelo subjugado de seus antigos senhores, os Tullys. A conversa de Tom sobre outras músicas – melhores que “As Chuvas de Castamere”, uma infame deixa musical para matança e caos – é bastante ameaçadora.
Mas ainda há mais! E é aqui que as coisas ficam realmente interessantes, em minha opinião.
[Jaime] Voltou-se novamente para a Senhora Mariya [Darry, esposa de Merrett Frey].
– Os fora da lei que mataram seu marido... eram do bando de Lorde Beric?
– Foi o que pensamos a princípio – embora os cabelos da Senhora Mariya estivessem salpicados de grisalho, ainda era uma mulher de aspecto agradável. – Os assassinos se dispersaram quando saíram de Pedravelhas. Lorde Vypren seguiu um bando até Feirajusta, mas ali perdeu o rastro. Walder Negro levou cães de caça e caçadores para o Atoleiro da Bruxa atrás dos outros. Os camponeses negaram tê-los visto, mas quando foram interrogados intensamente cantaram uma cantiga diferente. Falaram de um homem de um olho só e de outro que usava manto amarelo... e de uma mulher, coberta por manto e capuz [...] Os camponeses queriam fazer que acreditássemos que seu rosto estava rasgado e cheio de cicatrizes, e que seus olhos eram terríveis de contemplar. Dizem que liderava os fora da lei.
– Liderava-os? – Jaime achava difícil acreditar naquilo. – Beric Dondarrion e o sacerdote vermelho...
– ... não foram vistos – Senhora Mariya parecia ter certeza [...]
Walder Negro seguiu essa mulher encapuzada e seus homens até onde?
– Os cães voltaram a farejar seu cheiro ao norte do Atoleiro da Bruxa – disse-lhe a mulher mais velha. – Ele jura que não estava mais de meio dia atrás deles quando desapareceram no Gargalo. [...]
Eu não acharia os cranogmanos incapazes de abrigar alguns fora da lei, [disse Sor Danwell Frey].
(AFFC, Jaime IV)
O homem homem de um olho só é Jack Sortudo, o outro é Limo Manto Limão e, é claro, a mulher encapuzada é a Senhora Coração de Pedra. Também não é a primeira vez que alguma encarnação de Catelyn Stark visita o Atoleiro da Bruxa.
Cinco dias mais tarde, os batedores [de Robb] retornaram para preveni-los de que as águas da enchente tinham arrastado a ponte de madeira em Feirajusta.. [...]
Robb olhou para Catelyn.
– Há mais alguma ponte?
– Não. E os vaus estarão intransitáveis. – Tentou vasculhar a memória. – Se não conseguirmos atravessar o Ramo Azul, teremos de rodeá-lo, por Seterrios e pelo Atoleiro da Bruxa.
(ASOS, Catelyn V)
No final do capítulo, a hoste de Robb passou por Pedrasvelhas e Seterrios antes de esbarrar no Atoleiro da Bruxa. Jason Mallister os alcança, e lá Robb chama seu último conselho como Rei no Norte. Os leitores há muito tempo se perguntam o que aconteceu com o decreto de Robb, assinado e com testemunhas, no qual nomeou um herdeiro (provavelmente um Jon legitimado).
[Robb] pegou uma folha de pergaminho. – Mais uma coisa. Lorde Balon deixou o caos atrás de si, esperamos nós. Eu não farei o mesmo. Mas ainda não tenho um filho, meus irmãos Bran e Rickon estão mortos e minha irmã encontra-se casada com um Lannister. Refleti longa e duramente sobre quem poderá me suceder. Ordeno-lhes agora, como meus senhores legítimos e leais, que coloquem seus selos neste documento como testemunhas de minha decisão.
(ASOS, Catelyn V)
O documento não vai para o norte com Galbart Glover e Maege Mormont, que expressamente portavam cartas falsas, razão pela qual costuma-se temer que tenha sido perdido nas Gêmeas, no caos após o Casamento Vermelho. Outra possibilidade, no entanto, é que o documento tenha sido guardado em Atoleiro da Bruxa e agora tenha sido recuperado pela Senhora Coração de Pedra. Que, por sua vez, por uma verdadeira reviravolta irônica, entregaria a suposta prova da realeza de Jon em Atalaia da Água Cinzenta por segurança, aos cuidados de Howland Reed, que então conhece mais as coroas que Jon tem direito do que qualquer outro homem vivo no mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo.
Tudo isso, se verdadeiro, significa que a Senhora Coração de Pedra é mais capaz de pensamento racional do que se acreditava. Conforme segue dizendo a teoria, sua sede de sangue inicial foi saciada, a Catelyn morta-viva começou a se lembrar mais de sua vida anterior, especificamente a vontade de Robb de que Jon o sucedesse como rei. Catelyn foi inflexivelmente contra isso, mas depois do Casamento Vermelho e que ressuscitar de sua cova aquosa a mudaram terrivelmente, ela tem alvos muito melhores para seu ódio do que o bastardo do falecido marido.
Jon pelo menos amava muito a família dela, também pensava em Ned como pai e Robb como irmão. Ele protegeria Sansa e Arya de todos os que poderiam lhes causar dano se as meninas fossem encontradas e, confessadamente, quer trazer morte e destruição para a Casa Lannister (AFFC , Samwell I/ ADWD, Jon II), sendo barrado de buscar vingança apenas por sua honra teimosa e seus votos à Patrulha da Noite.
O tempo da Irmandade sem Bandeiras e bandos fora- da-lei similares é limitado. O inverno está chegando e, mesmo com o apoio dos plebeus, será difícil continuar uma vida de guerrilha contra os Lannisters e Freys. Quem pode continuar a busca de vingança da Senhora Coração de Pedra? E talvez reviver as esperanças dos homens do norte e dos nobres das Terras Fluviais derrotados na causa pela qual Robb morreu? De independência do Trono de Ferro que desde então sancionou a quebra do sagrado direito de hóspede de não matar os seus?
De qualquer forma, a Catelyn morta-viva parece extraordinariamente contemplativa em sua cena final de O Festim dos Corvos, eu acho. E, o mais impressionante, ela tem o que foi identificado por descrição como a coroa de Robb, tirada de Sor Ryman, que não sentirá sua falta.
Uma mesa de montar tinha sido erguida do outro lado da gruta, numa fenda da rocha. Por trásdela encontrava-se sentada uma mulher toda vestida de cinza, com um manto e um capuz. Tinhanas mãos uma coroa, um aro de bronze rodeado por espadas de ferro. Estava estudando-a,afagando as lâminas com os dedos, como que para verificar se estavam afiadas. Os olhoscintilavam sob o capuz.
(AFFC, Brienne VIII)
A Senhora Coração de Pedra é sem dúvida sincera em seu desejo de ver Jaime morto. Imagine, no entanto, que, se ela o mata imediatamente ou o manda em uma perseguição louca atrás dos rumores sobre Sansa, ela terá perdido o único comandante inimigo eficaz, devidamente designado como representante do Trono de Ferro. E isso no momento em que a Irmandade Sem Bandeiras aparentemente está se preparando para a ação, com um espião em Correrrio enquanto as forças de Lannister e Frey se dispersam pelas terras fluviais, (demasiado) confiantes de que a guerra terminou com vitória.
Existe racionalidade por trás loucura da Senhora Coração de Pedra? Talvez. Beric Dondarrion era capaz disso, mas a Catelyn morta-viva estava muito mais longe quando reviveu e havia enlouquecido de pesar no momento da morte. Por outro lado, ela é consciente o suficiente para liderar a Irmandade sem Bandeiras, reconhecer seus inimigos e atar Brienne à sua promessa de serviço (por mais cruel que sejam os métodos empregados).
Infelizmente para os Lannisters e Freys (e talvez para os Boltons, também, mesmo que estejam ao norte do Gargalo), sua morte não é algo que a Senhora Coração de Pedra está planejando sozinha.
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